Tag: UNATIL

[Primeira pessoa] Música na terceira idade

 

DSC_0337Maestro Enéas Romano
Responsável pelo Coral da UNATIL desde a sua criação

 

Eu comecei a estudar música a partir dos 11 anos de idade.

Hoje, aos 75, descubro que tenho muita coisa para aprender… Difícil é encontrar tempo e disposição, esses dois grandes nossos inimigos.

O estudo musical implica em aquisição de conhecimentos teóricos e exercícios práticos para aprimoramento técnico do instrumento ao qual nos dedicamos. Na terceira idade, tais exercícios tendem a se tornar mais raros, seja por problemas nas articulações, cansaço físico e mental ou até por preguiça mesmo.

Mas, com o passar dos anos, vamos adquirindo experiência e aprendendo a conviver com essas deficiências.

E, por falar em experiência, uma das mais gratificantes é essa de poder trabalhar com um grupo de terceira idade aqui na UNATIL, onde, embora não tenha formação em canto-coral, procuro passar um pouco do que aprendi para essas pessoas maravilhosas.

E qual é a importância da música na vida dessas pessoas? Eu acho que a música é importante e salutar para o bem-estar na terceira idade. Não estou falando da musicoterapia, que é um procedimento médico usado no tratamento e prevenção de vários tipos de doenças. Refiro-me à atividade de cantar ou tocar algum tipo de instrumento. Eu acredito que os nossos ensaios podem ajudar a manter o nosso cérebro saudável, fazendo com que estejamos mais aptos e capazes para enfrentarmos o desafio do envelhecimento.

Por isso eu acho que a música tem, sim, um papel fundamental na nossa faixa etária, pois proporciona, com toda certeza, bem-estar e melhor qualidade de vida.

Alegria e entusiasmo para festejar e ajudar o próximo

 

Bazar Solidário vende roupas, calçados e bijuterias a preços acessíveis. Grupo também organizou festa de Dia dos Pais para integrar os componentes.

Por Pollyana Lopes
emfoco@feuc.br

A Universidade Aberta à Terceira Idade Leda Noronha recebe, com frequência, doações de diversos tipos. Para encaminhar os donativos de modo a contribuir com pessoas necessitadas, as roupas recebidas têm dupla função: algumas peças são diretamente doadas para abrigos e outras são consertadas ou reformadas para serem vendidas no recém-criado Bazar Solidário. Com o dinheiro arrecadado, as integrantes da UNATIL que dominam a arte da costura produzem roupas que também são oferecidas aos asilos.

DSC_0104

Encenação de casamento de Maria Bonita animou público. (Foto: Pollyana Lopes)

Aproveitando as comemorações de Dia dos Pais e o aniversário de 21 anos do grupo, foi inaugurada uma seção de bijuterias, que passaram pela mesma triagem de escolha e reparo antes de serem expostas para venda. A festa, que aconteceu no dia 4 de agosto, contou com mostras de carimbó, teatro das gatinhas, de Maria Bonita e músicas cantadas em solo ou em coro. Entre uma apresentação e outra, o instrutor de canto, Luís Antônio Peixoto, destacou a animação dos integrantes: “A FEUC é exemplo para qualquer lugar que tenha grupos de terceira idade, porque essa alegria, essa animação daqui, não tem em qualquer lugar”, exaltou.

A animação para festejar é proporcional à dedicação a ajudar o próximo, como conta Patrícia Cristina de Oliveira, secretária da UNATIL: “A gente tem todo um cuidado em separar as peças. Nós sabemos quantos homens e quantas mulheres tem em cada abrigo e qual o tamanho de cada um”. Ela ressalta também que o zelo para com outros idosos é por empatia: “Eles gostam de ajudar porque sabem que podem precisar no futuro. No asilo tem pessoas que foram abandonadas pelas famílias. Eles sabem que isso pode acontecer com eles, e fazem porque gostariam que fizessem com eles”, explica.

DSC_0067

Neuza da Silva Veloso avalia as peças à venda no brechó. (Foto: Pollyana Lopes)

As doações vão para os abrigos Ação Cristã Vicente Moretti e para o Abrigo de Idosos Lar de Otávio.  Os valores das roupas, dos calçados e das bijuterias no Bazar Solidário variam entre R$ 1 e R$ 20. O brechó acontece das 16h às 18h, de segunda a sexta-feira. Para saber em qual sala ele está acontecendo, é só se informar com a Patrícia, na secretaria da UNATIL.

Da raiz à alma, somos Zona Oeste!

 

Quando elege o espaço da região e suas questões para pesquisas de campo, ou abre portas para eventos de grupos da sociedade civil, ou apoia manifestações culturais, a FEUC está nada mais do que confirmando seus compromissos de origem

Por Tania Neves
emfoco@feuc.br

Lá no final dos anos 50, quando foi sonhada como uma faculdade para formar os professores de que a região tanto precisava — pois a maioria dos que lecionavam nas escolas daqui vinha de longe, e devido ao sacrifício do deslocamento acabava não ficando por muito tempo — esta instituição já dizia a que vinha: ajudar a desenvolver com qualidade humana um território que rapidamente perdia características rurais e transitava para o urbano. O tempo passou e as transformações foram muitas, com a expansão do ensino da creche à pós-graduação e a ampliação da lista de cursos para além do Magistério. Só uma coisa não mudou: a vocação da FEUC de se voltar sempre para o seu entorno e sua comunidade.

Quando dizemos que Somos Zona Oeste, estamos falando não apenas dos professores que continuamos formando para as escolas dos bairros que nos cercam, mas também da preferência que nossos cursos dão por realizar na região suas pesquisas, trabalhos de campo e atividades educacionais várias, a atuação cultural com o Prêmio FEUC de Literatura, a Orquestra e o coro Ecos Sonoros, entre tantas outras ações. E também o compromisso de facilitar à nossa comunidade mais pobre o acesso ao ensino: em 2014, a FEUC concedeu um pouco mais de R$ 3 milhões em bolsas de estudos nas FIC e no CAEL, proporcionando a muitos estudantes comprovadamente sem condições financeiras a chance de realizar seus cursos.

Rita de Cássia Caseiro, presidente da Associação dos Agricultores Orgânicos da Pedra Branca (Agroprata), falando sobre a importância da produção de alimentos sem agrotóxicos. (Foto: Gian Cornachini)

Rita de Cássia Caseiro, presidente da Associação dos Agricultores Orgânicos da Pedra Branca (Agroprata), falando sobre a importância da produção de alimentos sem agrotóxicos. (Foto: Gian Cornachini)

Na foto da página ao lado, por exemplo, podemos ver Rita de Cássia Caseiro, presidente da Associação dos Agricultores Orgânicos da Pedra Branca (Agroprata), falando sobre a importância da produção de alimentos sem agrotóxicos no Rio da Prata, em Campo Grande, bem como a luta pela manutenção de comunidades tradicionais no local. Isso aconteceu no domingo 31 de maio, quando um grupo de Ciências Sociais e Geografia visitou a Feira Orgânica do Rio de Prata e a Associação, no contexto de uma atividade acadêmica. O objetivo era conhecer de perto o trabalho especial que a população de agricultores orgânicos desenvolve em meio às dúvidas sobre a permanência futura em uma área que se tornou protegida por leis ambientais após a demarcação do Parque Estadual da Pedra Branca — isso em 1974, quando a população tradicional já vinha de longas gerações. Os cursos também fizeram trabalhos de campo em Santa Cruz, Ilha da Madeira e outras localidades da Zona Oeste e adjacências.

Outro marco do compromisso da FEUC com o seu lugar é o projeto “Fontes para o estudo da História de Campo Grande”, orientado pela coordenadora do curso de História, Vivian Zampa, e a professora Márcia Vasconcellos. Trata-se da identificação, transcrição e análise dos manuscritos encontrados no Arquivo Nacional e no Arquivo do Conselho Ultramarino sobre a história de Campo Grande no período colonial. O trabalho foi iniciado em 2012, com o então aluno José Américo, e hoje conta com as bolsistas de iniciação científica Elba Gaya e Sonia Maria Romano. Elas fazem o trabalho de identificação, limpeza dos documentos em editor de imagens e transcrição.

Segundo Vivian, a etapa seguinte consistirá em montar um banco de dados com este material e disponibilizá-lo no site da FEUC: “A intenção é facilitar o acesso a dados sobre Campo Grande no período colonial e estimular que sejam feitos estudos a partir dessas fontes primárias”, diz.

Sistematização de dados auxiliará estudos sobre a região. (Foto: Pollyana Lopes)

Sistematização de dados auxiliará estudos sobre a região. (Foto: Pollyana Lopes)

PIBID: incentivo ao professor

As FIC iniciaram no ano passado uma série de projetos em escolas públicas de nossa região, no âmbito do Programa Institucional de Bolsa de Iniciação à Docência (PIBID), após concorrer e vencer um edital da CAPES, agência de fomento à pesquisa ligada ao Ministério da Educação. A ideia do programa federal é que os estudantes de licenciaturas desenvolvam, como bolsistas, projetos em escolas públicas do ensino básico, para irem treinando suas habilidades como futuros professores. Além da PUC, as FIC são a única outra instituição privada do Rio a ter o PIBID, o que significa uma conquista importante para a Zona Oeste. Com 170 alunos bolsistas, supervisão de professores das FIC e das escolas envolvidas, os projetos estão sendo realizados nas escolas municipais Baltazar Lisboa (Matemática), Euclides da Cunha (Letras), Collechio e Eusébio de Queiroz (Pedagogia), e nas estaduais Sarah Kubitschek (Interdisciplinar e Inglês), Raja Gabaglia (História), Miécimo da Silva (Geografia) e Irineu José Ferreira (Ciências Sociais).

No Raja Gabaglia, uma das professoras supervisoras é Danielle Rocha, que se formou em História nas FIC em 2002 e está eufórica com o projeto: “É um gás para todos nós, tanto os professores que já estamos atuando em sala há muitos anos quanto os jovens que estudam para ingressar no magistério. E os alunos da escola ganham muito também, pois todos juntos estamos construindo novas linguagens e métodos para tornar o processo de ensino e aprendizagem cada vez mais interessante. Quem dera no meu tempo de faculdade existisse isso”, disse Danielle.

Fabrício e Rodrigo discutem com Danielle as próximas ações a serem desenvolvidas no projeto com a turma. (Foto: Gian Cornachini)

Fabrício e Rodrigo discutem com Danielle as próximas ações a serem desenvolvidas no projeto com a turma. (Foto: Gian Cornachini)

Os graduandos de História Rodrigo Gonçalves e Fabrício Ferreira de Medeiros, que atuam no Raja com Danielle, já conquistaram o respeito da turma e, aos poucos, vão ganhando confiança e perdendo o medo de falar em público. No projeto, eles propõem o uso de quadrinhos, vídeos e jogos eletrônicos, entre outros dispositivos, para aproximar mais o estudo da História do universo dos alunos. “É importante esse laço com escolas da região, pois é onde depois eles vão atuar”, diz Vivian Zampa, que coordena o subprojeto de História com o professor Jayme Ribeiro.

Professora Janice e alunos de Pedagogia em evento do Rotary. (Foto: Acervo pessoal do grupo)

Professora Janice e alunos de Pedagogia em evento do Rotary. (Foto: Acervo pessoal do grupo)

Levando o que temos de melhor para fora dos muros

Além de seus próprios projetos, a FEUC colabora com diversas ações realizadas por outras entidades, como o Dia da Responsabilidade Social, promovido anualmente pela Associação Brasileira de Mantenedoras do Ensino Superior (Abmes). Nesta programação, já há vários anos a instituição leva um grupo de profissionais para se integrar ao Dia da Ação Social da Capela São José Retirante, organizado pela comunidade de Nova Cidade, em Inhoaíba. Estudantes de Enfermagem do CAEL comparecem para fazer aferição de pressão arterial e glicose dos moradores, e professores do colégio igualmente colaboram fazendo palestras sobre temas de saúde. Nas últimas edições, nossa Orquestra Sinfônica e Coro também marcaram presença, fazendo apresentações musicais ao ar livre para os moradores.

“É sempre uma alegria estar com nossos amigos de Nova Cidade e reforçar o compromisso da instituição de levar para fora de seus muros algumas das iniciativas que desenvolve ao longo do ano”, disse a professora Célia Neves, que coordena as ações do Dia da Responsabilidade Social.

Gledison lê para duas idosas do Abrigo Doce Morada. (Foto: Acervo pessoal do grupo)

Gledison lê para duas idosas do Abrigo Doce Morada. (Foto: Acervo pessoal do grupo)

Eventos como o Projeto Servir, do Rotary Club de Campo Grande, também costumam contar com o apoio de docentes e discentes das FIC. No último dia 24 de maio, a professora Janice Souza e um grupo de alunos de Pedagogia se juntaram às atividades dos voluntários, montando um cantinho para contação de histórias e recreação com jogos pedagógicos, a maior parte deles confeccionada pelos próprios estudantes da graduação em suas pesquisas acadêmicas. “Este ano, com alunos da disciplina Corpo e Movimento, realizamos um trabalho educativo lúdico, por meio de jogos e brincadeiras”, diz Janice, revelando ainda que a Brinquedoteca da FEUC — espaço voltado para as pesquisas de materiais pedagógicos e para atender pais e mães que querem estudar e não têm onde deixar os filhos — está sendo reformada e em breve retomará as atividades.

Ainda no campo da contação de histórias, temos o belo projeto dos alunos do 7º período de Letras Ramayana, Isadora, Raquel, Isabelle, Felipe, Gledison, Carlos e Michelle, que levam um pouco de arte e aconchego ao Abrigo Doce Morada, em Sepetiba, onde leem, cantam e recitam poesias para os idosos. “A maioria não recebe visitas, então quando chegamos é uma alegria. Numa das últimas vezes, cantamos músicas da época deles e foi uma emoção só”, revela Ramayana, lembrando que o grupo também arrecada donativos para o abrigo: “Em julho levaremos roupas de inverno. Quem quiser colaborar, haverá uma caixa no pátio para recolher as doações”.

Alunos do CAEL atuam no Dia da Responsabilidade Social. (Foto: Tania Neves)

Alunos do CAEL atuam no Dia da Responsabilidade Social. (Foto: Tania Neves)

Orquestra, Coro e Universidade Aberta à Terceira Idade – FEUC tem!

Outros projetos que a FEUC desenvolve especialmente pensando em sua comunidade são a Orquestra Sinfônica, o Coro Ecos Sonoros e a Universidade Aberta à Terceira Idade Leda Noronha (UNATIL). E tem ainda o Prêmio FEUC de Literatura, concurso aberto à comunidade interna e participantes de todo o Brasil, e que anualmente chega a receber mais de 500 inscrições. Organizado pelos poetas Américo Mano e Rita Gemino, o concurso e premia com os valores de R$ 500, R$ 350 e R$ 250 respectivamente os três primeiros colocados das categorias Aluno da FEUC e Âmbito Nacional.

A Orquestra e o Coro Ecos Sonoros se apresentam no pátio da FEUC na programação de abertura do ano letivo. (Foto: Gian Cornachini)

A Orquestra e o Coro Ecos Sonoros se apresentam no pátio da FEUC na programação de abertura do ano letivo. (Foto: Gian Cornachini)

A Orquestra completou 20 anos, enquanto o Coro chegou aos 15. Ambos com a mesma filosofia, de integrar em suas fileiras professores, alunos, ex-alunos e pessoas da comunidade. Nesse percurso, Orquestra e Coro já fizeram incontáveis apresentações na própria instituição e fora dela, inclusive tendo registrado participações importantes em concursos no Brasil e no exterior — como Bariloche e Córdoba, na Argentina, onde o Ecos Sonoros foi intensamente elogiado. No ano passado a Orquestra ficou entre as 10 melhores bandas civis do estado do Rio de Janeiro no concurso realizado pela Associação de Bandas de Música do RJ.

A UNATIL também está em sua segunda década de existência, tendo ao longo desse tempo se firmado como uma importante contribuição para a sociabilidade e o desenvolvimento pessoal da população idosa de nosso bairro. Fundadora e ainda hoje sua diretora, a professora Leda Noronha explica que a UNATIL é uma modalidade de educação permanente, não formal, sem frequência obrigatória e voltada para pessoas de ambos os sexos, preferencialmente com mais de 60 anos. O grupo conta hoje com cerca de 100 integrantes.

A participação é gratuita, e são oferecidas atividades como yoga, ginástica oriental, dança, informática e coral. Volta e meia os grupos de dança e coral mostram suas coreografias e criações musicais nos próprios eventos acadêmicos da FEUC, assim como fazem apresentações externas a convite. A própria Leda planeja cuidadosamente muitas das atividades, principalmente os passeios na Zona Oeste e outros pontos do Rio. “Há integrantes da UNATIL que sequer conhecem pontos turísticos do bairro e da cidade, e quando vamos a passeios por Guaratiba ou outras partes eu antes faço o levantamento da história dos locais para compartilhar com eles”, explica a professora.

Grupo da UNATIL faz visita guiada ao Castelo Mourisco, da Fiocruz, durante passeio turístico. (Foto: Gian Cornachini)

Grupo da UNATIL faz visita guiada ao Castelo Mourisco, da Fiocruz, durante passeio turístico. (Foto: Gian Cornachini)

Feira de artesãs da Rede de Socioeconomia Solidária. (Foto: Gian Cornachini)

Feira de artesãs da Rede de Socioeconomia Solidária. (Foto: Gian Cornachini)

Ainda dentro desse espírito de portas abertas, a instituição oferece espaço a diversos grupos da sociedade civil para a realização de eventos como seminários, feiras e encontros. As artesãs da Rede de Socioeconomia Solidária da Zona Oeste, por exemplo, mensalmente montam suas barraquinhas no pátio para expor e vender criações feitas a partir de materiais reciclados. São produtos como bolsas, carteiras, colares, pulseiras, porta-joias, todos fabricados com o reaproveitamento de retalhos de panos, copos de vidro, latas de extrato de tomate, rolos de papel toalha e papel higiênico, entre outros. A Rede foi fundada em 2003 e há mais de 10 anos tem uma parceria com o Núcleo de Estudos Urbanos Josué de Castro (NEURB). Sonia Miranda, uma das coordenadoras, explica que a maior parte das artesãs vive exclusivamente deste trabalho, e convoca quem ainda não conhece a feirinha para fazer uma visita: “Estamos aqui sempre em dois dias por mês. Percebemos um interesse grande por parte de quem vem conhecer nosso trabalho, mas muitos não compram porque dizem estar ‘desprevenidos’ no dia. Então vamos passar a divulgar nossas datas com antecedência nos murais”, brinca a artesã.

Outro grupo que também passa a ter na FEUC seu ponto de encontro é a Associação dos Estudantes Guineenses do Rio de Janeiro, que ao longo de vários sábados de maio realizou aqui seu IV Encontro Sociocultural e Político a África em Questão, com minicursos, palestras e até mesmo um almoço típico. O grupo solicitou e a instituição cedeu gratuitamente uma sala para que eles passem a realizar aqui os encontros mensais da associação, que tem por objetivo congregar os estudantes de Guiné-Bissau que se espalham por várias universidades e faculdades do Rio.

Almoço típico em evento de estudantes guineenses em maio. (Foto: Pollyana Lopes)

Almoço típico em evento de estudantes guineenses em maio. (Foto: Pollyana Lopes)

 

Leitura para agitar o cérebro

 

Biblioteca montada pelos próprios integrantes disponibiliza diversos livros a quem participa da UNATIL

Por Pollyana Lopes

emfoco@feuc.br

Na Universidade Aberta à Terceira Idade Leda Noronha (UNATIL), os idosos têm a oportunidade de manter o corpo dinâmico em aulas de yoga, dança, canto etc. Para manter “mente sã em corpo são”, porém, é preciso trabalhar também o cérebro, o raciocínio, o espírito. Nesse quesito, a leitura pode ser um grande aliado. Para quem já passou dos sessenta e está sujeito a uma série de agravos que podem levar embora até mesmo as lembranças, não há melhor remédio. Por isso a leitura é incentivada entre os integrantes do grupo da terceira idade, por meio de uma biblioteca própria.

DSC_0277Entre uma atividade e outra, nas tardes de terça, quarta e quinta-feira, quem passa em frente à sala da coordenação da UNATIL, na FEUC, encontra uma banca cheia de livros.

A iniciativa de montar a biblioteca partiu de Maria José da Silva, que teve a intuição depois de uma das atividades culturais organizadas pela universidade. Em uma visita ao Castelo Mourisco, o prédio principal da Fundação Oswaldo Cruz, ela e os colegas conheceram o projeto de troca de livros daquela instituição. Zezita, como carinhosamente é conhecida, acreditou que algo parecido poderia ser implementado na UNATIL. Então ela e as colegas, com apoio da FEUC, saíram em busca de doações de livros — e prontamente foram atendidas. Hoje, a pequena biblioteca conta com mais de 150 publicações.

“Eu trouxe a ideia porque vi na Fiocruz uma coisa de troca de livros, nem era uma biblioteca. Lá eles levam um livro, pegam outro e levam pra casa. Eu gostei da ideia e trouxe pra cá, mas aqui nós modificamos. Eu falei com os outros componentes para trazerem livros e doarem para a gente formar uma pequena biblioteca. Assim, nós emprestamos: uns doam e outros levam emprestados, ficam sete dias com o livro e, se não conseguirem ler, é só renovar”, explica Zezita.

Entre as mais empolgadas com a leitura e cativadas pelo projeto está Waldea Bernardo. Apesar de ter a possibilidade de adquirir livros por outros meios, seu nome aparece frequentemente na lista de empréstimos. Ela, que prefere os romances clássicos de Eça de Queiroz, Machado de Assis, José de Alencar e Luis Fernando Veríssimo, destaca a importância da leitura e alerta que o hábito deveria ter mais adeptos: “Ler é importantíssimo, leitura acrescenta tudo na nossa vida. De tudo o que a gente lê, a gente aprende um pouco. Eu acho que as pessoas deveriam ter mais interesse. Quinze, vinte minutinhos que você tira para ler um capítulo, dois, três, não vão ocupar tanto o seu tempo, e só tem a acrescentar, ainda mais na nossa idade”, incentiva Waldea. “A gente tem que ler, procurar sempre atividades pra mente não parar, porque senão ela para e a gente fica só pensando em coisas que não deve. A leitura é o melhor caminho, qualquer tipo de leitura, até gibi eu leio. Eu gosto mesmo!”, enfatiza.

A professora Leda Noronha, fundadora e diretora da UNATIL, ressalta o protagonismo do grupo que teve a iniciativa: “A ideia da biblioteca da UNATIL surgiu dos próprios integrantes. As doações foram feitas por diversas pessoas e não há nenhuma restrição”, esclarece a diretora. “A pessoa doa o que quiser, e o outro lê o que quiser. Livros religiosos, científicos, literatura, tem um pouquinho de tudo porque é um esforço coletivo, um esforço deles. Isso é incentivado por nós porque a gente sempre dá muita importância às atividades que brotam do próprio aluno”, diz.

A banca impressiona pela variedade de livros em oferta. (Foto: Pollyana Lopes)

A banca impressiona pela variedade de livros em oferta. (Foto: Pollyana Lopes)

Tímida, é preciso um pouco mais de conversa para que Zezita conte suas motivações mais íntimas em propor a biblioteca. “Eu adoro ler, por isso eu tive essa ideia. Já li muito na minha vida”, revela. Pensando nos colegas, ela se solidariza: “Às vezes você gosta de ler, mas não tem como, até comprar, porque livro é caro”, pondera Zezita.

O projeto cumpre seu papel, como diz a própria Zezita: “Foi um sucesso. Sempre tem alguém pegando livro”, alegra-se.

Universidade Aberta agora tem nome e sobrenome

 

Por decisão de seu Conselho Diretor, a FEUC presta homenagem à fundadora da UNATIC e rebatiza a unidade, em seu aniversário de 20 anos, como Universidade Aberta à Terceira Idade em Campo Grande Professora Leda Noronha — UNATIL

Por Tania Neves e Gian Cornachini

Quem esteve na festa dos 20 anos da Universidade Aberta à Terceira Idade em Campo Grande, no último dia 9 de agosto, percebeu a força e a importância desse grupo quando o presidente da FEUC, professor Durval Neves, fez uma brincadeira durante seu discurso: “Tenho um anúncio importante a fazer: é o último dia da UNATIC, hoje ela se desfaz”, disse ele, provocando primeiro um grave silêncio, seguido de um burburinho de vozes amuadas e queixosas. E que explodiriam em alegria após o presidente completar a frase: “A partir de agora teremos a UNATIL – Universidade Aberta à Terceira Idade em Campo Grande Professora Leda Noronha”.

Alunas da UNATIL apresentam coreografia 'Rock dos anos 60' em festa dos 20 anos do grupo. (Foto: Gian Cornachini)

Alunas da UNATIL apresentam coreografia ‘Rock dos anos 60′ em festa dos 20 anos do grupo. (Foto: Gian Cornachini)

A tristeza dos alunos por pensar que era o fim, depois a euforia ao ver homenageada a professora Leda Noronha, que criou o grupo há 20 anos e o dirige até hoje, foi a maior prova de amor ao projeto e à sua fundadora. E ela agradeceu bem a seu jeito, misturando sobriedade com uma indisfarçada emoção, depois de ouvir do professor Hélio Rosa de Araújo, diretor Administrativo da FEUC, que a troca do título da UNATIC, incorporando o nome dela, fora uma decisão do Conselho Diretor: “Isso foi uma traição, para início de conversa. Sou contra esse tipo de homenagem, mas não tenho poder para desfazer uma decisão do Conselho, então aceito. E sou humana, é claro que gostei”, disse a professora, longamente aplaudida por seus alunos, colaboradores e convidados presentes.

Os alunos Arnaldo e Carmen Lúcia dançam com muita vitalidade ao som de “Tico-tico no fubá”. (Foto: Gian Cornachini)

Os alunos Arnaldo e Carmen Lúcia dançam com muita vitalidade ao som de “Tico-tico no fubá”. (Foto: Gian Cornachini)

A festa, que a esta altura estava quase no fim, havia brindado o público com uma série de apresentações de dança, ginástica, teatro e canto — resultado de algumas das atividades a que alunos e alunas se dedicam durante seus quatro encontros semanais. E alguns dos principais colaboradores da professora Leda na condução do grupo estavam lá: a professora de dança, Sheyla Quintaneiro, que dirigiu um grupo de alunas na belíssima e bem-humorada coreografia “Rock dos anos 60”, ao som da música “Broto legal”, e um grupo de alunos e alunas dançando o carimbó; o professor de ginástica, Luiz Camillo, que apresentou o “Tikun com bola” e o “Tai-chi-chuan com leque”; o maestro Enéas Romano, que regeu o coral em canções como “Maria, Maria” e “A majestade e o sabiá”; a professora Sônia Abreu, conduzindo uma demonstração de yoga; o professor de canto, Luiz Antônio, que fez dueto com a aluna Oneida em “O fantasma da ópera”.

Apresentando tudo isso, o fiel locutor que há tempos empresta sua bela voz e o humor finíssimo para animar as festas do grupo: Paulo Accioly, professor de Direito do CAEL. E que definiu assim o espírito da UNATIL: “É a única universidade que não reprova o aluno, mas também não deixa o deixa passar: ele fica aqui por anos e anos e não é um repetente, porque a cada ano tem uma história nova para viver”.

 

A UNATIL – Nas palavras de sua fundadora

Por Professora Leda Noronha

Professora Leda Noronha entre os professores Hélio Rosa (esquerda) e Durval Neves (direita). (Foto: Gian Cornachini)A  Universidade Aberta à Terceira Idade em Campo Grande é uma modalidade de educação permanente, não formal e  sem frequência obrigatória, para pessoas de ambos os sexos, com mais de 60 (sessenta) anos.   Nela inexiste a preocupação com a definição de um currículo, com a emissão e recepção de documentos e menos ainda com a  aferição de aprendizagem; as atividade decorrem das necessidades e interesses da faixa etária e a disponibilidade de profissionais qualificados para dirigir as atividades programadas.

Existe a preocupação de dar a todos a chance de transmitir aos demais os seu conhecimentos e experiência; não se despreza nenhum recurso existente no grupo – ao contrário, procura-se  estimular que eles sejam estendidos àqueles que o desejarem.

Está sempre presente a preocupação de que as pessoas ampliem suas oportunidades de acesso ao saber e fazer, permitindo-se pensar em si mesmas; procurando dar-se oportunidades de vivenciar o que até então lhes era desconhecido. Isto implica não somente conhecimentos novos, mas atividades e amizades novas – procura-se criar oportunidades e despertar o interesse pelo que ocorre ao seu redor, na sociedade brasileira e no mundo, sendo fundamental a troca de experiências.

Há preocupação em discutir os problemas que atingem os integrantes do grupo, visando a não somente construir um mundo melhor, mas também melhorar a inserção de cada um nele.

Pretende-se construir e manter um espaço onde as pessoas possam interagir livremente, respeitando e sendo respeitadas; onde as atividades possam ser realizadas de modo prazeroso e não por obrigação. Um espaço, enfim, onde possam buscar o que é bom para si, sentindo-se livres e felizes. Estimula-se a participação na maior parte das atividades, sem que haja pressão para que isto ocorra.

As exigências para admissão restringem-se ao domínio da Língua Portuguesa e ao desejo de conhecer, aliado ao interesse e à vontade de conviver. As atividades sociais são estimuladas, em especial os passeios e a visita  a museus e instituições culturais e de pesquisas.

Todas as pessoas são tratadas com respeito e da mesma maneira, independente de idade, sexo, instrução, situação econômica. Todas possuem o mesmo valor: são pessoas, e sua dignidade merece a consideração de todos.

A UNATIL objetiva estimular a plena vivência da cidadania e promover a valorização da terceira idade, fundamentando suas ações no respeito e no amor ao próximo. Espera-se que seu integrantes possam desenvolver novos interesses, a fim de buscar maior ajuste social e administrar melhor seu futuro. Em 2014 a UNATIL conta em seu quadro com mais de 100 (cem) pessoas, que cumprem as seguintes atividades: ginástica oriental, yoga, dança, artes cênicas, coral e canto. As atividades desenvolvem-se de 2ª a 5ª feira, das 14h às 17h, sendo servido um lanche diariamente, comprometido com a alimentação saudável.

 

Uma história repleta de emoções

Quando começou, em 1994, a então UNATIC tinha um grupo pequeno, que foi crescendo pelo mesmo método que cresce ainda hoje: a propaganda feita pelos próprios integrantes, que provam de suas delícias e passam a atrair amigos, vizinhos e até mesmo desconhecidos que os veem passar pelas ruas de Campo Grande, vestidinhos de azul e festejando a vida. “Quem me vê sorrindo nessa idade e pergunta a receita, logo respondo que é a UNATIC”, contou-nos tempos atrás Wanda Braga Campos, de 81 anos, a aluna mais antiga do grupo, presente desde o primeiro ano, com algumas poucas interrupções. “Não imagino minha vida hoje sem isso. É mais uma família que eu tenho, muito bem conduzida pela professora Leda”, diz ela, que costuma rebater, com argumentos lógicos, os muxoxos de quem diz que “não tem tempo” para frequentar o grupo: “Quem quer, arruma tempo. A essa altura da vida, nosso tempo tem que ser pelo menos uma boa parte para a gente e não somente para os outros”.

Iraci com a família UNATIL. (Foto: Gian Cornachini)

Iraci com a família UNATIL. (Foto: Gian Cornachini)

Secretária da unidade há quase um ano, Patrícia Cristina de Oliveira conta que uma das maiores satisfações que tem é ver a mudança no ânimo de alguns novos alunos depois das primeiras semanas de convivência. “Tem muitos que vêm em busca de companhia, por se sentirem mais sozinhos, às vezes depois de perder pessoas queridas na família. Daí são mais tímidos e fechados no início, mas depois se soltam”, diz Patrícia, revelando que o grupo sempre “abraça” as dores dos que chegam e os ajuda a superar momentos difíceis. Iraci Gomes de Lima, de 64 anos, passou por isso. Após frequentar a FEUC com o marido, fazendo um curso Livre de Informática, em 2011, ela ficou viúva e viveu momentos de muita tristeza. “Eu estava chorando muito depois que meu marido faleceu. E a professora Edna Solange, que dava aula de ‘Português para concursos’ nos Cursos Livres e que frequenta a minha igreja, pediu que eu fosse conhecer a UNATIC”, lembra a aposentada, que em 2013 se integrou ao grupo e encontrou ali uma nova família.

O animado Delci e sua esposa Maria de Fátima. (Foto: Gian Cornachini)

O animado Delci e sua esposa Maria de Fátima. (Foto: Gian Cornachini)

Hoje, além da UNATIL, ela é aluna também do curso de Pedagogia: “Eu nem imaginava que um dia ainda iria entrar para uma faculdade, mas tive muito incentivo de minhas novas amigas. Se Deus permitir e a minha idade deixar, eu ainda serei professora!”, afirma Iraci. Já Delci Gonçalves Fróes, de 73 anos, conheceu o grupo por intermédio de sua esposa, Maria de Fátima Alves Faustino Fróes, aluna do curso de Ciências Sociais. Grande incentivador da mulher, ele passou a frequentar a Universidade Aberta à Terceira Idade para “estar no mesmo prédio que ela” — e tornou-se um fã de carteirinha. Até porque adora dançar, não gosta de ficar em casa parado e encontrou um ambiente totalmente alto astral: “Gosto muito daqui, e tô emocionado com a homenagem que fizeram à professora Leda”, disse ele durante a festa dos 20 anos, após se esbaldar na pista de dança em companhia da sua amada Maria de Fátima.

E se muitos chegam ao grupo lamentando a perda de um companheiro, outros encontraram ali a possibilidade de refazer laços sentimentais. É o caso de Jorge Cruz, de 71 anos, e Vanda Vasconcelos, de 63, que eram viúvos quando se conheceram em uma dança de salão. Foi há seis anos, e Jorge tinha acabado de ingressar na UNATIC – e não perdeu tempo: convidou Vanda para participar das atividades e poderem ficar mais tempo juntos. A companhia deu tão certo que eles em seguida se casaram, e a festa para os apaixonados foi feita na própria UNATIC: “O pessoal sabia que a gente iria se casar e fez uma festa surpresa para nós. Tinha bastante gente, mesa ornamentada. Foi linda!”, relembra Vanda. “É, não foi brincadeira, não. Nós nos casamos e vamos continuar frequentando a UNATIL juntos, com a bênção de Deus”, completou Jorge.

O casal Vanda e Jorge. (Foto: Gian Cornachini)

O casal Vanda e Jorge. (Foto: Gian Cornachini)

Grupo visita Castelo Mourisco, prédio principal da Fiocruz, em uma manhã de conhecimento científico. (Foto: Gian Cornachini)

Grupo visita Castelo Mourisco, prédio principal da Fiocruz, em uma manhã de conhecimento científico. (Foto: Gian Cornachini)

Além das atividades desenvolvidas dentro da FEUC, os alunos também participam de eventos externos, como passeios culturais. No dia 8 de maio, eles visitaram a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), onde puderam fazer um tour pelo famoso Castelo Mourisco e entrar em contato com exposições e atividades científicas no Museu da Vida. Em seguida, ainda partiram para um passeio guiado ao Museu de Arte do Rio (MAR), a fim de fechar com chave de ouro um dia repleto de cultura e conhecimento — bandeiras que fazem parte do escopo da UNATIL e que enchem os olhos da diarista Maria das Graças, de 59 anos, que se juntou ao grupo no começo de maio: “Eu já estive com o pessoal em outros passeios, pois sempre quis conhecer esses lugares que eles visitam. Troquei meu dia de serviço para não perder essa oportunidade”, contou ela, valorizando a UNATIL: “Estou encantada com tudo o que nós temos feito aqui. Esse lugar é a melhor coisa que existe para mim!”, ressalta.

Os alunos também fazem apresentações de canto e dança, atendendo a convites da comunidade. O coral, regido pelo maestro Enéas Romano, volta e meia canta em igrejas, centros culturais e na Farmácia Popular. No último dia 5 de setembro, o grupo que dançou o carimbó na festa dos 20 anos foi chamado a repetir a apresentação na Rua Barcelos Domingos, a convite do Centro Cultural Compositor Adelino Moreira. E foi um verdadeiro sucesso.

Um entusiasta do trabalho desenvolvido pela agora renomeada UNATIL, o presidente da FEUC reitera os votos de vida longa ao grupo: “Muito se fala em responsabilidade social das empresas, e esse nosso programa se encaixa bem nesse espírito. Fico feliz de ver o quanto a professora Leda é querida e o quanto a UNATIL é importante para os seus integrantes. E considero que a nossa comunidade, que sempre soube prestigiar e apoiar a FEUC, é mais do que merecedora desse carinho”.

UNATIC completa 20 anos de atividades e vira UNATIL

O novo nome da unidade – Universidade Aberta à Terceira Idade em Campo Grande Leda Noronha – incorpora uma homenagem à sua idealizadora e diretora nessas duas décadas

Por Tania Neves
emfoco@feuc.br

“Tenho um anúncio importante a fazer: hoje é o último dia da UNATIC”, disse o Presidente da FEUC, professor Durval Neves, ao iniciar seu discurso no encerramento da festa dos 20 anos da Universidade Aberta à Terceira Idade em Campo Grande (UNATIC), no último sábado.

Da esquerda para a direita: professor Hélio Rosa, diretor das FIC; professora Leda Noronha, diretora da Unatic; e professor Durval Neves (em pé), presidente da FEUC, em anúncio da nova Unatil. (Foto: Gian Cornachini)

Da esquerda para a direita: professor Hélio Rosa, diretor das FIC; professora Leda Noronha, diretora da Unatic; e professor Durval Neves (em pé), presidente da FEUC, em anúncio da nova Unatil. (Foto: Gian Cornachini)

Já se podiam ouvir as muitas vozes de protestos de alunos e alunas quando ele finalmente completou: “A partir de agora teremos a UNATIL: Universidade Aberta à Terceira Idade em Campo Grande Leda Noronha”. E vieram os aplausos pela homenagem prestada à Professora Leda Noronha, idealizadora da UNATIC e sua diretora durante esses 20 anos.

Conselho Diretor aprovou a homenagem em assembleia na semana passada

Assim que o professor Hélio Rosa de Araújo, diretor das FIC, leu a ata da assembleia do Conselho Diretor da FEUC que decidiu pela troca do nome da UNATIC, incorporando o nome da homenageada, formou-se uma longa fila de cumprimentos diante da professora Leda, com alunas e alunos emocionados lhe dando os parabéns.

“Isso foi uma traição, para início de conversa. Sou contra esse tipo de homenagem, mas não tenho poder para desfazer uma decisão do Conselho, então aceito. E sou humana, é claro que gostei”, disse a professora, longamente aplaudida por seus alunos, colaboradores e convidados presentes.

Canto, dança e muita animação na festa dos 20 anos

A festa dos 20 anos da UNATIC contou com uma série de apresentações culturais, com destaque para a coreografia “Rock dos anos 60”, ensaiada pela professora Sheyla Quintaneiro, em que um grupo de alunas dançou ao som da música “Broto legal”, na voz de Celly Campello.

Apresentação de dança rock 'n' roll diverte a festa. (Foto: Gian Cornachini)

Apresentação de dança rock ‘n’ roll diverte a festa. (Foto: Gian Cornachini)

Mais sobre os 20 anos da UNATIC você verá na próxima edição impressa da revista FEUC em Foco, em setembro. Aguarde!