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[Primeira pessoa] Música na terceira idade

 

DSC_0337Maestro Enéas Romano
Responsável pelo Coral da UNATIL desde a sua criação

 

Eu comecei a estudar música a partir dos 11 anos de idade.

Hoje, aos 75, descubro que tenho muita coisa para aprender… Difícil é encontrar tempo e disposição, esses dois grandes nossos inimigos.

O estudo musical implica em aquisição de conhecimentos teóricos e exercícios práticos para aprimoramento técnico do instrumento ao qual nos dedicamos. Na terceira idade, tais exercícios tendem a se tornar mais raros, seja por problemas nas articulações, cansaço físico e mental ou até por preguiça mesmo.

Mas, com o passar dos anos, vamos adquirindo experiência e aprendendo a conviver com essas deficiências.

E, por falar em experiência, uma das mais gratificantes é essa de poder trabalhar com um grupo de terceira idade aqui na UNATIL, onde, embora não tenha formação em canto-coral, procuro passar um pouco do que aprendi para essas pessoas maravilhosas.

E qual é a importância da música na vida dessas pessoas? Eu acho que a música é importante e salutar para o bem-estar na terceira idade. Não estou falando da musicoterapia, que é um procedimento médico usado no tratamento e prevenção de vários tipos de doenças. Refiro-me à atividade de cantar ou tocar algum tipo de instrumento. Eu acredito que os nossos ensaios podem ajudar a manter o nosso cérebro saudável, fazendo com que estejamos mais aptos e capazes para enfrentarmos o desafio do envelhecimento.

Por isso eu acho que a música tem, sim, um papel fundamental na nossa faixa etária, pois proporciona, com toda certeza, bem-estar e melhor qualidade de vida.

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