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CAEL recebe palestra sobre drogas com sargento do Proerd

 

Militar falou por cerca de 2 horas com estudantes do 9º ano do Fundamental e 1º ano do Médio sobre os diferentes tipos de drogas e seus riscos à saúde

Por Gian Cornachini
gian@feuc.br

O 2º Sargento Luciano, da PMERJ, alertou sobre os problemas envolvidos no uso de drogas. (Foto: Gian Cornachini)

O 2º Sargento Luciano, da PMERJ, alertou sobre os problemas envolvidos no uso de drogas. (Foto: Gian Cornachini)

O Programa Educacional de Resistência às Drogas (Proerd), presente em todos os estados brasileiros desde 2002, atua no esclarecimento e prevenção ao uso de drogas por crianças e adolescentes. A partir de palestras ministradas por um policial militar treinado, os jovens são orientados no Proerd a evitar o contato com os diferentes tipos de droga, com o objetivo de ficar longe do vício, do crime e de acidentes. Foi com este intuito que o 2º Sargento Luciano, da Polícia Militar do Estado do Rio Janeiro (PMERJ) e integrante do Proerd, veio ao CAEL hoje, dia 21 de junho, para conversar com os estudantes. Abaixo, você confere um resumo das informações repassadas aos alunos pelo militar:

O que são drogas?

Todas as substâncias que, não sendo alimento, em contato com o organismo causam alteração na mente e/ou no corpo.

Qual é a pior droga?

Nem o crack, maconha, cigarro ou álcool. De acordo com o 2º Sargento Luciano, “a pior droga que existe é aquela que você experimenta pela primeira vez”, pois, segundo ele, “é a porta de entrada para drogas mais fortes”.

Quais são os tipos de drogas?

Existem drogas lícitas (permitidas por lei) e ilícitas (cuja comercialização é proibida), e elas são divididas em três classificações, de acordo com seu efeito. São elas as estimulantes, como a cafeína, a nicotina e a cocaína, que aumentam a atividade cerebral; as depressoras, como o álcool, os antidepressivos e a morfina, que diminuem as atividades cerebrais, deixando o indivíduo mais devagar; e as perturbadoras, como a maconha, o LSD e o chá de cogumelo, que distorcem as atividades cerebrais e os sentidos, causando alucinações.

Quais são os tipos de drogas?

Há quatro classificações para usuários de drogas. São elas os usuários recreativos, aqueles que consomem de uma maneira muito episódica um produto tóxico, mantendo suas atividades e funções sociais e profissionais sem comprometimento; os usuários ocasionais, aqueles que têm uso de drogas mais repetitivo, mas onde o equilíbrio sócio-familiar e escolar ainda não foram comprometidos; os usuários semi ocasionais, aqueles onde um ou mais sinais alertam fragilidade; e os usuários dependentes, que são aqueles em que seu mundo passa a girar ininterruptamente em torno da droga, tendo todas as outras relações sociais comprometidas.

Quais os efeitos das drogas no organismo?

- Álcool: afeta o fígado, o sistema digestório, cardiovascular e os membros inferiores, causando doenças como hepatite alcoólica, cirrose, gastrite, hipertensão, problemas no coração e problemas circulatórios.

- Cigarro: a fumaça do cigarro contém mais de 4,7 mil substâncias tóxicas que comprometem o sistema respiratório, causando pneumonia, enfisema pulmonar, derrame cerebral e até mesmo câncer, pois 48 substâncias do cigarro são altamente cancerígenas.

- Cocaína: o usuário tem uma sensação de grande prazer, euforia e de poder. Ela gera dependência e altas doses levam à overdose, convulsão e morte.

- Crack: feita de uma mistura da sobra da cocaína com bicarbonato de sódio, pode ser cinco vezes mais forte que a cocaína. Os efeitos começam em torno de cinco segundos e duram até 10 minutos, e seu uso está associado à insônia, depressão, taquicardia e convulsões.

2º Sargento Luciano: "Pode parecer que álcool não é droga, mas é. E é a maior causa de morte no trânsito". (Foto: Gian Cornachini)

2º Sargento Luciano: “Pode parecer que álcool não é droga, mas é. E é a maior causa de morte no trânsito”. (Foto: Gian Cornachini)

Quais os motivos que levam os jovens a usar drogas?

De acordo com o 2º Sargento Luciano, muitos jovens acabam experimentando algum tipo de droga por curiosidade, por sofrer pressão em casa, por achar que muitos fazem o mesmo, para se divertir, para esquecer os problemas, por medo de dizer “não” aos amigos ou por não se sentirem bem consigo mesmos.

No entanto, para ele, um dos grandes estimulantes ao uso são os amigos que já fazem uso de drogas: “Procurem não andar com gente que faz coisa errada. A vida lá fora não é legal. Já presenciei acidente, troca de tiro, assassinato. Fiquem longe disso”, alertou ele, lembrando: “Pode parecer que álcool não é droga, mas é. E é a maior causa de morte no trânsito”.

Seletro aproxima estudantes do mercado de trabalho

A 6ª Semana dos cursos Técnicos em Automação Industrial e Eletrotécnica do CAEL trouxe temas relevantes e visão de mercado aos estudantes

Por Pollyana Lopes

Aconteceu, nos dias 13 e 14 deste mês, a 6ª Semana dos cursos Técnicos em Automação Industrial e Eletrotécnica do CAEL, a Seletro VI. O evento é mais uma das atividades desenvolvidas pela escola no sentido de debater temas atuais e relevantes para suas áreas de formação, e de aproximar os estudantes do mercado de trabalho. Nas palestras, foram discutidos temas como Sistemas de Posicionamento Dinâmico Offshore, Energias Alternativas e os Sistemas de Interface Homem Máquina.

Luiz Fernando Freire atualmente trabalha em um empresa de automação e falou sobre softwares de Sistemas de Supervisão e Aquisição de Dados. (Foto: Pollyana Lopes)

Luiz Fernando Freire atualmente trabalha em um empresa de automação e falou sobre softwares de Sistemas de Supervisão e Aquisição de Dados. (Foto: Pollyana Lopes)

O objetivo do evento, como explica o professor e coordenador do Técnico em Eletrotécnica, Diógenes Rocha, é apresentar, aos estudantes, a visão de profissionais experientes sobre o mercado. “O objetivo é justamente orientar, mostrar a vida profissional aos estudantes para que eles tenham uma noção do que eles vão encontrar lá fora, do que realmente faz aquele profissional, do que é exigido dele, quais atribuições ele recebe, e quais qualificações são importantes”.

A iniciativa é enaltecida pelos palestrantes. “Eu acho muito bacana essa troca de conhecimento, e deveria ser uma coisa constante. O aluno não precisa se deslocar para fazer uma orientação profissional com psicólogo se na escola ele tem uma semana em contato com diversos profissionais, de diversas áreas, para poderem orientar os jovens”, comentou Artur Cesar de Oliveira Ribeiro, engenheiro de Automação e Controle, que falou sobre Energias Alternativas.

Artur Cesar trouxe, para mostrar aos estudantes, o protótipo de placa de energia solar, que o professor Diógenes Rocha exibe orgulhoso. (Foto: Pollyana Lopes)

Artur Cesar trouxe, para mostrar aos estudantes, o protótipo de placa de energia solar, que o professor Diógenes Rocha exibe orgulhoso. (Foto: Pollyana Lopes)

Artur também defendeu a importância de sua área justificando que o país precisa diversificar a matriz energética para modos de produção com menos impactos ambientais. O tema despertou o interesse de estudantes como Erickson Rafael Villa de Oliveira, do 3º ano de Informática que, ao final da palestra, foi conversar com o palestrante sobre as placas de energia solar que ele viu em Campo Grande e sobre modos mais eficientes de utilizá-las. “Eu me interesso bastante pelo tema energia alternativa, ainda mais para analisar o aspecto político delas no Brasil”, declarou.

Mais um palestrante que aprova e estimula eventos como a Seletro é Luiz Antônio Pereira de Azevedo, que é engenheiro de Sistemas de Computação e trabalha em uma empresa petrolífera com ênfase em aplicações offshore e só este ano conseguiu um espaço na agenda para, enfim, aceitar o convite da professora Kattia Medeiros, Coordenadora dos Cursos Técnicos em Eletrônica e Automação. “Eu não tive, na minha época, essa oportunidade de alguém vir e fazer uma palestra sobre o mercado de trabalho. Então eu acho muito importante tentar passar um pouco da minha experiência, da minha vivência, para os alunos que estão prestes a entrar nesse mercado”, revelou.

Luiz Antônio destacou, em sua fala, a importância da postura profissional ética e pró-ativa dentro no ambiente corporativo. (Foto: Pollyana Lopes)

Luiz Antônio destacou, em sua fala, a importância da postura profissional ética e pró-ativa dentro no ambiente corporativo. (Foto: Pollyana Lopes)

Luiz Antônio também destacou um aspecto importante para os estudantes do CAEL: “A formação em nível técnico é fundamental. Na minha visão, hoje, o Brasil precisa de mais técnicos, não de muitos engenheiros”, avaliou.

A Seletro VI contou, ainda, com um churrasco de confraternização animado e informal, como encerramento.

Ensinar números brincando

Com o tema “A Matemática e os Jogos”, a Octobermática deste ano registrou já no primeiro dia uma intensa participação dos alunos

Por Pollyana Lopes

Começou ontem a XXII Octobermática, a semana de atividades acadêmicas do curso de Matemática. O evento é organizado pelos alunos com o apoio dos professores da graduação e conta com uma série de atividades. Os estudantes do 7º período, os mais experientes, são os responsáveis por organizar as palestras e controlar a presença dos alunos; quem está no 6º período prepara e ministra oficinas; os incumbidos pelo teatro são os estudantes do 5º período, e os demais ficam encarregados pelos estandes.

Gisele Rodrigues, do 7º período, destaca o protagonismo dos discentes: “A gente pode dizer que essa é a maior característica da Octobermática, a presença dos alunos nas atividades. A gente escolhe desde a cor da camisa, somos nós quem mandamos fazer, até a escolha dos palestrantes, tudo. O evento também é para isso, para a pessoa se desenvolver. E uma coisa interessante também é que, nas anteriores, as palestras eram feitas pelos professores daqui, e a gente tentou, este ano, chamar pessoas de fora para trazer um pouco da vivência de outros lugares”.

Camisa azul do evento destacou-se no auditório e no pátio da FEUC. (Foto: Pollyana Lopes)

Camisa azul do evento destacou-se no auditório e no pátio da FEUC. (Foto: Pollyana Lopes)

Outra integrante da comissão organizadora, Ana Carla Pimentel de Albuquerque deu as boas-vindas ao público reconhecendo o engajamento dos estudantes: “Eu queria agradecer a presença e participação de todos, porque este evento é um trabalho em equipe. Nós, do sétimo, temos o privilégio de estar à frente organizando, mas isso é um trabalho em conjunto que envolve todos os períodos, porque se um período não compartilhar da mesma ideia, da mesma vontade, já não sai da mesma forma, não sai com aquele brilho”.

Professora Gabriela apresentou características acadêmicas da personalidade da palestrante. (Foto: Pollyana Lopes)

Professora Gabriela apresentou características acadêmicas da personalidade da palestrante. (Foto: Pollyana Lopes)

Já no primeiro dia do evento, a adesão dos alunos pôde ser notada visualmente: no auditório da FEUC, raros eram os que não estavam vestindo a camisa azul da Octobermática para assistir à palestra sobre “História da Educação Matemática na formação de um professor: Para que serve?!”, ministrada pela renomada professora Lúcia Maria Aversa Villela. A professora do curso de Matemática das FIC Gabriela Barbosa, que apresentou a pesquisadora, destacou a formação de Lúcia, com mestrado e doutorado, a atuação dela como professora coordenadora de um programa de Mestrado Profissional e integrante do núcleo nacional da Sociedade Brasileira de Educação Matemática, suas pesquisas, e também algumas de suas características pessoais como, por exemplo, a animação e graça com que instiga os ouvintes a pensar. Nas palavras da própria Lúcia, “Eu sou que nem o Chacrinha, o que eu quero é levantar questões, e não responder”, brinca.

Em sua fala, Lucinha, como é conhecida, diferenciou a história da matemática e a história da educação matemática para apresentar aos futuros professores questões que problematizam o conteúdo que eles ensinarão em sala de aula. “Eu acho que, pelo interesse dos meninos, deu pra perceber que há uma relevância muito grande nesse tema. Existe a necessidade de mostrar o que se ensina, como se ensina, por que se ensina, para que se ensina, a serviço de que se ensina. Nós, enquanto profissionais atuando na área, estamos questionando o nosso papel. Quem somos nós, professores, em cada época, em cada momento da história, da educação?”, provocou.

"A ordem dos tratores não altera o viaduto". Essa e outras frases divertidas deram graça a palestra de Lucinha, como é conhecida Lúcia Villela.

“A ordem dos tratores não altera o viaduto”. Essa e outras frases divertidas deram graça a palestra de Lucinha, como é conhecida Lúcia Villela.

A programação da Octobermática continua com palestras sobre a produção de vídeo-aulas de Matemática com o professor Rafael Procópio e sobre os jogos na matemática terça à noite. Quarta-feira, tanto de manhã quanto à noite, será o dia em que os estudantes farão as comunicações no pátio da instituição, e na quinta-feira acontecerão as oficinas e a apresentação teatral, além da confraternização entre professores e alunos.

Gisele tem expectativas claras sobre o evento: “A minha expectativa particular é obter novas metodologias para quando eu for professora. Pegar dicas de pessoas que estão na área, de coisas que eu posso aplicar quando eu me tornar professora”, mas cada um tem as próprias. Não deixe de participar do evento.

Curso de Geografia das FIC recebe o pesquisador Rogério Haesbaert em aula inaugural

 

Um dos principais intelectuais na área de Geografia no Brasil, além de leitura obrigatória na academia, Haesbaert discutiu conceitos de território e controle da sociedade ao longo da História

Por Gian Cornachini
emfoco@feuc.br

O curso de Geografia das FIC foi brindado na última segunda-feira, dia 6, com a presença do pesquisador Rogério Haesbaert — importante nome nos estudos sobre território e região, além de autor de livros de destaque, como “O mito da desterritorialização: do ‘fim dos territórios’ à multiterritorialidade” (2004). Também professor da Universidade Federal Fluminense (UFF), Haesbaert foi convidado a palestrar na FEUC para a aula inaugural do curso — atividade que, segundo a professora Rosilaine Silva, coordenadora de Geografia, deverá acontecer no início de todos os anos letivos.

Aula inaugural, iniciada com Haesbaert, acontecerá todos os anos com outros palestrantes. (Foto: Gian Cornachini)

Aula inaugural, iniciada com Haesbaert, acontecerá todos os anos com outros palestrantes. (Foto: Gian Cornachini)

“A gente está trazendo para o nosso calendário uma atividade nova que vai acontecer, geralmente, em março ou abril. Será uma aula que irá trazer as boas-vindas e brindar nossos trabalhos ao longo do ano”, explicou Rosilaine. “O objetivo é nos encantar, chamar a atenção e trazer um assunto que é debatido por nós em sala de aula, mas que a partir de um convidado vai possibilitar para nós a inquietação, reflexões e produções futuras”, ressaltou ela.

E para dar início a esse primeiro debate com um olhar externo, Haesbaert discutiu a “Des-territorialização em tempos de in-segurança e contenção territorial”, abordando diferentes tecnologias e instrumentos utilizados para exercer poder e controle em nome de uma suposta segurança. O pesquisador iniciou sua fala lembrando que, em diversos períodos da História, sociedades se utilizaram de muros para limitar o acesso de povos vistos como piores, menos civilizados, pobres ou bárbaros.

Haesbaert: "a população aceita medidas radicais, em que o Estado vira terrorista contra os terroristas para conter o caos". (Foto: Gian Cornachini)

Haesbaert: “a população aceita medidas radicais, em que o Estado vira terrorista contra os terroristas para conter o caos”. (Foto: Gian Cornachini)

“O muro não deixa de ser uma tecnologia de conter o poder. As muralhas serviram para isso. Na China, havia o ditado ‘todo perigo vem do norte’. Do norte, vinham os mongóis, que eram os ‘bárbaros’. Já os limes romanos, além de exercer papel militar, controlavam a passagem de mercadoria na Europa”, apontou Haesbaert.

O palestrante lembrou que a implantação de muros se intensificou com a Guerra Fria e os atentados de 2001, nos EUA, e ainda continua.

“O muro de Berlim separava o mundo dito socialista de um lado e o capitalista do outro. Entre a Coreia do Sul e a Coreia do Norte, há cercas para conter populações pobres migrando em massa para o sul. Nos Estados Unidos, o acesso ficou muito mais difícil, e a população aceita medidas radicais, em que o Estado vira terrorista contra os terroristas para conter o caos”, afirmou o professor.

Trazendo a discussão para mais perto de nós, no Rio de Janeiro, segundo Haesbaert, há exemplos de muros contemporâneos de contenção para limitar territórios. É o caso das barreiras na Linha Amarela, que separam e escondem favelas da via expressa, e dos muros entre a favela Santa Marta e a Floresta Nacional da Tijuca.

“O discurso na Linha Amarela é o da biossegurança, para a comunidade não sofrer com a poluição sonora, e na Santa Marta é o do ecolimite, para que a favela não se expanda até a floresta. E a favela Santa Marta foi uma das que menos vinham se expandindo nos últimos anos. Eles já tinham um limite que eles próprios conheciam, e não precisavam do muro”, apontou o pesquisador. “O problema é que quando fizeram o projeto não perguntaram para a comunidade se aquilo seria o correto”, disse.

Palestrante respondeu pergunta de ex-aluno das FIC: 'é possível ver com bons olhos as medidas que o Estado toma?". (Foto: Gian Cornachini)

Palestrante respondeu pergunta de ex-aluno das FIC: ‘é possível ver com bons olhos as medidas que o Estado toma?”. (Foto: Gian Cornachini)

No debate com os alunos, ao fim da palestra, o professor Marcos Vinicius, recém-formado em Geografia pelas FIC, questionou a possibilidade de também ver com bons olhos as medidas que o Estado toma para tentar gerir a insegurança, como a criação do Centro de Operações Rio (C.O.R) — um prédio equipado com tecnologia de ponta para realizar o monitoramento ao vivo de ruas da cidade do Rio de Janeiro por meio de câmeras de vigilância. Apesar de reconhecer a contribuição do C.O.R para a solução de crimes, Haesbaert criticou o fato de a tecnologia ser usada principalmente em áreas mais ricas.

“Vários crimes são mais identificados porque foram filmados. Mas acionar efetivamente alguém para ir até a área e atuar é difícil. E há desigualdade nessas ações, que afetam mais umas áreas a outras”, respondeu Haesbaert, lembrando que a presença de câmeras de monitoramento na Zona Sul e Centro é drasticamente maior se comparada à quantidade de câmeras instaladas na Zona Norte e, principalmente, na Zona Oeste (exceto a região da Barra da Tijuca).

Cursos de Computação divulgam vídeos de palestras da XIV FEUCTEC

 

Um vasto conteúdo sobre o evento está disponível na internet, incluindo um boletim informativo especial sobre a 14ª edição da FEUCTEC

Da redação
emfoco@feuc.br

FEUCTEC 2014 NO YOUTUBESe você perdeu a XIV FEUCTEC ou gostou muito de uma palestra e queria revê-la, fique tranquilo. Os cursos de Licenciatura em Computação e Bacharelado em Sistema de Informação (BSI) compartilharam no YouTube uma série de vídeos da semana acadêmica, que aconteceu de 27 a 31 de outubro. Entre os palestrantes de destaque, estiveram presentes o humorista Cezar Maracujá, do canal de vídeos no YouTube “Parafernalha”; os irmãos Marcos e Matheus Castro, famosos por publicar vídeos na internet voltados para o público “nerd”; e Gustavo Nader, diretor de dublagem na empresa global de jogos Blizzard.

As palestras e outros vídeos da semana podem ser conferidos na playlist “XIV FEUCTEC – 2014”, no canal FEUCOMP. Clique aqui para acessá-la.

Foi disponibilizado também o Boletim Informativo FEUCOMP de número 5 em uma edição especial com 51 páginas sobre a FEUCTEC, contendo diversos textos escritos por estudantes que participaram do evento. O periódico é uma publicação on-line dos cursos de computação das FIC veiculada a cada dois meses com o objetivo de informar estudantes, professores e demais interessados sobre eventos da Licenciatura em Computação e BSI, parcerias e novidades a respeito do universo da Tecnologia da Informação. Para acessar a edição 5 do Boletim Informativo FEUCOMP, clique aqui.

DVD Virtual FEUCTEC 2014E se você tiver interesse em baixar todo esse conteúdo, além dos currículos dos palestrantes, fotos do evento, materiais utilizados nas oficinas e vídeos de entrevistas, está on-line o DVD Virtual FEUCTEC 2014. Se preferir apenas visualizar os arquivos sem baixá-los, também é possível. Clique aqui para acessar o DVD Virtual FEUCTEC 2014.

Da FEUCTEC para a Campus Party

 

Estudante do curso de BSI das FIC, que já palestrou na FEUCTEC, deu um salto grande rumo a um dos maiores eventos de tecnologia do mundo

Por Gian Cornachini
emfoco@feuc.br

O estudante Carlos Augusto da Silva de Carvalho, do 3º período do Bacharelado em Sistemas de Informação, teve projeto aprovado para ser apresentado em palestra na sétima edição da Campus Party. O evento, que aconteceu entre os dias 27 de janeiro e 2 de fevereiro na capital paulista, é um dos maiores do mundo no ramo na área de tecnologia, ciência, inovação e entretenimento digital, e teve como tema principal o empreendedorismo.

Carlos Augusto apresentou no evento seu projeto “ANIMA Pascal”. (Foto: Arquivo Pessoal)

Carlos Augusto apresentou no evento seu projeto “ANIMA Pascal”. (Foto: Arquivo Pessoal)

Carlos apresentou o projeto “ANIMA Pascal — Animações em 2d e jogos em linguagem de programação Pascal”, que tem como finalidade servir como modelo para o ensino de uma linguagem de programação aos quem têm  pouco ou nenhum conhecimento sobre o tema. Carlos aplica a linguagem Pascal na criação de jogos e animações para despertar o interesse de crianças, jovens e adultos no aprendizado de uma linguagem de programação. Sua página “ANIMA Pascal” no Facebook tem hoje mais de 7 mil curtidas e, de acordo com Carlos, a apresentação em público do projeto durante a FEUCTEC em 2013 e o sucesso comprovado na internet renderam um sinal verde dos organizadores para o estudante ir à Campus Party como palestrante.

“Nunca me imaginei palestrando em um evento tão grande, mas mesmo assim decidi tentar, apesar de eu ainda ser um estudante, praticamente um calouro”, revela Carlos.

O estudante avalia positivamente o conteúdo que repassou no evento: “Minha palestra trouxe uma alternativa nacional de ensino de linguagem de programação de forma fácil a pessoas de todas as idades e classes sociais. Apresentei um método inovador de inclusão digital”, explica Carlos. “O projeto leva em consideração a realidade social brasileira —  como, por exemplo, o fato de poucos dominarem a língua inglesa —  e cria pontes para ensinar de maneira lúdica os estudantes”, completa ele.

Dentre tantas linguagens de programação disponíveis para desenvolver um projeto, o estudante escolheu a Pascal devido a sua popularização: “Há um alto número de profissionais qualificados nesta linguagem, o que diminui os custos de implementação do projeto”, afirma Carlos, que ainda estimula os estudantes dos cursos de computação das FIC  a também desenvolverem e divulgarem seus projetos: “Estudem muito. Procurem seguir um padrão de qualidade. O mercado exige excelência”.

XIV Ciclo de Debates de curso de História começa na próxima segunda

 

Evento discutirá a obra de dois grandes historiadores ingleses

Por Gian Cornachini
emfoco@feuc.br

A obra do historiador Eric Hobsbawm será discutida no evento. (Foto: Rob Ward/Flickr)

A obra do historiador Eric Hobsbawm será discutida no evento. (Foto: Rob Ward/Flickr)

Na próxima semana, entre os dias 10 e 13 de junho, acontecerá o XIV Ciclo de Debates do curso de História. O tema dessa edição será “Thompson, Hobsbawm e a Historiografia Inglesa no Brasil”.  O evento discutirá a obra de dois autores ingleses: Edward Palmer Thompson e Eric Hobsbawm, dois dos mais importantes historiadores dos últimos tempos. Também será tratada a importância da metodologia de pesquisa desses historiadores para todos os estudos feitos em história no cenário contemporâneo, principalmente no Brasil.

A temática desse ano é, segundo a coordenadora do curso de História das FIC, Vivian Zampa, “bastante atual e pertinente” em virtude dos 50 anos de lançamento do livro “A Formação da Classe Operária”, de Thompson, e o falecimento de Eric Hobsbawm em outubro do ano passado: “Procuramos selecionar autores que discutissem a teoria e a metodologia da historiografia inglesa, sem se aterem somente a esta questão, mas procurando aplicá-las a diferentes temáticas, sobretudo da História do Brasil”, explica a coordenadora.

Segundo Vivian, a obra dos dois autores é fundamental para a formação dos estudantes hoje: “Muitos textos lidos e trabalhados no curso de História têm a historiografia inglesa como uma referência teórica e metodológica. A proposta do Ciclo é trazer essas questões diretamente para o debate entre especialistas no tema e os nossos estudantes”, afirma.

Vivian também conta que houve dificuldade em fechar uma programação em cima do assunto tratado: “Em função da especificidade do tema e também dos eventos que se organizam nas universidades brasileiras em torno do mesmo, demoramos um pouco para fechar o quadro de conferencistas. O que a princípio poderia ser um problema, mostrou-se, de certa forma, oportuno, tendo em vista a qualidade acadêmica dos palestrantes que aqui estarão”, observa ela.

O XIV Ciclo de Debates será realizado nas manhãs dos dias 11, 12, e 13, às 8h30min; e nas noites dos dias 10, 12 e 13, às 19h20min, no Auditório FEUC. São 200 vagas disponíveis, e a inscrição pode ser feita no Setor de Cursos Livres até o dia 10. O investimento é de R$ 5,00 e a presença no evento renderá 15 horas de atividade complementar.

Abaixo, confira a programação do XIV Ciclo de Debates do curso de História:

MANHÃ

Dia: 11/06
Debate: “Prostitutas no Rio de Janeiro e ação política – uma discussão entre os conceitos de Classe e Movimento Social”
Palestrante: Frederico Sidney Guimarães (Mestre em Memória Social pela UNIRIO e professor da Prefeitura da cidade do Rio de Janeiro)
Horário: 8h30min
Local: Auditório FEUC

Dia: 12/06
Debate: “Política e história na obra de Eric Hobsbawm”
Palestrante: Professor Marco Pestana (Mestre em História Social pela Universidade Federal Fluminense e professor do Instituto Nacional de Educação de Surdos)
Horário: 8h30mim
Local: Auditório FEUC

Dia: 13/06
Debate: “‘História do tempo presente’: Diálogos com Hobsbawm e Thompson”
Palestrante: Professora Nathália Rodrigues Faria (Mestranda em História Política pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro, pesquisadora das Faculdades Integradas Hélio Alonso e professora da Pós-graduação das FIC).
Horário: 8h30min
Local: Auditório FEUC

NOITE

Dia: 10/06
Debate: “50 Anos de ‘A Formação da Classe Operária Inglesa’”
Palestrante: Professor Marcelo Badaró (Doutor pela Universidade Federal Fluminense e Professor Titular de História do Brasil da mesma instituição)
Horário: 19h20min
Local: Auditório FEUC

Dia: 12/06
Debate: “Para compreender os movimentos culturais dos anos sessenta e setenta: Raymond Williams e o conceito de estrutura de sentimento”
Palestrante: Professor Wolney Malafaia  (Doutorando no Programa de Pós-Graduação em História, Política e Bens Culturais do CPDOC/FGV e professor do Colégio Pedro II.
Horário: 19h20min
Local: Auditório FEUC

Dia: 13/06
Debate: “Costume: um conceito pertinente à historia da escravidão?”
Palestrante: Professor Carlos Engemann (Doutor em História pela Universidade Federal do Rio de Janeiro, professor pesquisador da Universidade Aberta do Brasil, professor titular do Instituto Superior de Teologia do Rio de Janeiro e professor pesquisador da Universidade Salgado de Oliveira)
Horário: 19h20min
Local: Auditório FEUC

XXII Semana de Letras tem balanço mais do que positivo

 

Evento, que discutiu questões ligadas aos direitos humanos, teve mais de 350 alunos participando das atividades, fora os visitantes

Por Gian Cornachini
emfoco@feuc.br

Na semana passada, a FEUC recebeu um dos maiores eventos das FIC: a Semana de Letras, que chegou em sua 22ª edição. O tema desse ano foi “O papel da língua e da literatura na formação do indivíduo: uma questão de direitos humanos”. Entre os dias 13 e 15, das 8h às 11h20m e das 19h às 21h50m, o público participou de atividades como palestras, minicursos, mesas-redondas e oficinas que aconteceram nas manhãs e nas noites de segunda, terça e quarta-feira.

Atividade de abertura da XXII Semana de Letras discutiu a obra do poeta Primitivo Paes. (Foto: Gian Cornachini)

Atividade de abertura da XXII Semana de Letras discutiu a obra do poeta Primitivo Paes. (Foto: Gian Cornachini)

Todas as atividades da Semana de Letras estavam voltadas, de alguma forma, para a questão dos direitos humanos, tema central do evento. Um exemplo foi a atividade que abriu a Semana: uma homenagem ao poeta Primitivo Paes – personalidade muito conhecida na FEUC e que frequentou, por diversas vezes, eventos do curso de Letras. Primitivo Paes era natural de Pernambuco e, por mais de 30 anos, morou no bairro de Campo Grande, no Rio de Janeiro, onde veio a falecer em janeiro deste ano. Sua obra poética, que trata de temas relacionados aos direitos humanos, à infância e à liberdade, foi analisada em palestra proferida pelos professores Erivelto Reis e a coordenadora do curso, Arlene da Fonseca Figueira.

Língua estrangeira e identidades sociais

Outra questão discutida dentro do universo dos direitos humanos esteve presente na palestra proferida por Renata de Souza Gomes, professora do curso de Inglês, na manhã do segundo dia do evento. “O PCN de língua estrangeira e a construção das identidades sociais de gênero, raça e sexualidade” foi o nome da atividade proposta pela professora, que teve o objetivo de discutir a relação do Parâmetro Curricular Nacional de língua estrangeira com a formação cidadã de indivíduos – no caso, os alunos dos futuros professores formados em Letras.

Os Parâmetros Curriculares Nacionais (PCN) são documentos do Ministério da Educação que funcionam como uma espécie de guia para a estrutura curricular brasileira. O PCN de língua inglesa reforça que cada comunidade tem uma necessidade imediata na língua estrangeira. Ele prevê que a necessidade, em geral, é a leitura em vez da fala, pois o aluno da escola pública não terá tantas oportunidades de estar em contato com estrangeiros. A leitura, no caso, é considerada uma necessidade imediata, já que o contato com textos em língua estrangeira é, segundo o PCN, muito mais provável para a realidade dos alunos.

O PCN de língua estrangeira sugere, ainda, que a leitura deve ser sociointeracional, ou seja, o texto tem que ter relevância social e o aluno precisa interagir com esse texto e com os colegas para que aconteçam trocas de aprendizado. “O ideal é que os textos não sejam pré-fabricados, como, por exemplo, aqueles que contam o dia-a-dia de um garoto”, afirmou a professora Renata. “É interessante que os professores trabalhem textos reais, sejam de revista ou da internet, mas que levem à discussão dos problemas ideológicos, da construção das identidades e do combate ao preconceito”, explicou.

"O papel do professor é promover igualdade e respeito entre os grupos sociais" – Renata Gomes, professora do curso de Inglês. (Foto: Gian Cornachini)

“O papel do professor é promover igualdade e respeito entre os grupos sociais” – Renata Gomes, professora do curso de Inglês. (Foto: Gian Cornachini)

A professora Renata apontou na atividade que “não há nenhuma prática discursiva que seja neutra”. Para ela, “tudo em linguagem é carregado de ideologias”. Essas frases em aspas, ditas pela professora, são o ponto central da discussão do PCN de língua estrangeira na questão dos direitos humanos.

Durante a palestra, Renata afirmou que o objetivo do professor é educar, ajudar a formar cidadãos que compreendam sua própria cidadania. Por isso, o professor deve cruzar no conteúdo dado em sala de aula temas transversais que o PCN sugere, tais como “ética”, “saúde”, “meio ambiente”, “orientação sexual”, “pluralidade cultural” e “trabalho e consumo”. Para Renata, os mais difíceis de serem trabalhados são “orientação sexual”, “pluralidade cultural” e “ética”. “Esses temas esbarram nos valores da família, em conceitos pré-estabelecidos pela cultura”, argumentou ela.

A professora apresentou o conceito de “Currículo Oculto”, termo cunhado pelo filósofo francês Louis Althusser. Segundo o filósofo, a escola, a religião, a família e a mídia têm o poder de legitimar ideologias. Essas ideologias são reforçadas por todas as pessoas, desde momentos informais até a chamada de atenção do professor. Um exemplo de currículo oculto é o machismo que há escondido na ideologia da sociedade, inclusive do professor. Quando um garoto cai na escola e começa a chorar, é comum ouvir o professor dizer para que a criança não chore, pois “homem não faz isso”. É aí que entra o conceito de currículo oculto, que reforça preconceitos.

Renata propõe que o professor deva ser o mais transparente possível, pois ele está trabalhando com a formação de cidadãos que continuarão reproduzindo preconceitos e problemas com relação a identidades: “O papel do professor é promover a igualdade e respeito entre os grupos sociais. Ele trabalha com a língua, trabalha com discurso, com uma fala que tem muito poder. Por isso, é importante cruzar temas transversais em sala de aula para que o conteúdo faça significado e diferença ao aluno”, conclui Renata.

A discussão despertou novos olhares nos participantes da palestra. A estudante de Inglês Joseane Kelly Rodrigues, de 29 anos, repensou o papel de sua futura profissão: “O professor reproduz muita ideologia e preconceito em sala de aula. Eu não sabia de tudo isso, e é importante que a gente tenha conhecimento para conseguir lidar com essas questões e tentar fazer com que os alunos se respeitem”, afirmou a estudante.

Analfabetismo funcional e direitos humanos

A coordenadora do curso de Letras, professora Arlene da Fonseca, reforçou em sua palestra a importância de rever a educação e o papel do professor, de modo que beneficie a efetivação dos direitos humanos. “Analfabetismo funcional: violação dos direitos humanos” foi o tema da atividade desenvolvida por ela no início da última noite do evento.

Arlene da Fonseca, coordenadora do curso de Letras, chamou a atenção para os índices do analfabetismo funcional no Brasil (Foto: Gian Cornachini)

Arlene da Fonseca, coordenadora do curso de Letras, chamou a atenção para os índices do analfabetismo funcional no Brasil (Foto: Gian Cornachini)

Arlene separou dois artigos da Declaração Universal dos Direitos Humanos (23 e 26) que afirmam que todo homem tem direito a um trabalho digno e que supra suas necessidades, e que todos têm direito à educação gratuita e elementar.

Durante a palestra, a professora discutiu os dois artigos colocando em questão os índices de analfabetismo funcional no Brasil – em 2012, o índice foi de 27% entre a população de 15 a 64 anos. A pesquisa é do Indicador de Analfabetismo Funcional (INAF) e vem sendo realizada nos últimos dez anos. Segundo o órgão de pesquisa, apenas um em cada quatro brasileiros domina plenamente as habilidades de leitura, escrita e matemática. Muitos alunos se formam no Ensino Fundamental e no Médio com habilidades de escrita e leitura rudimentares, sem capacidade de produzir textos plenos ou ler textos longos. Esses são os denominados “analfabetos funcionais”.

Para a professora Arlene, a realidade constatada pelas pesquisas fere os dois artigos postos em discussão: “O sujeito recebe um diploma da escola, mas não sabe escrever ou ler direito. Como é que ele vai ter direito ao trabalho? Que educação é essa que está sendo oferecida a esse sujeito?”, questionou a professora. “O jovem, que será adulto, ficará sempre na condição de subemprego, já que ele não será capaz de encarar o mercado de trabalho por não estar plenamente alfabetizado”, explicou.

O professor deve ter, segundo Arlene, consciência desse problema da educação brasileira: “A partir dessa consciência, o professor se opõe às políticas públicas que promovem uma educação de baixa qualidade para as classes menos favorecidas. Devemos questionar os índices que apontam avanço na educação. Eles revelam dados que a gente precisa explicar melhor, por isso a importância de conversar com os professores sobre a sua função em sala de aula”, comentou Arlene.

Atividades paralelas

Orquestra da FEUC tocou no evento. (Foto: Gian Cornachini)

Orquestra da FEUC tocou no evento. (Foto: Gian Cornachini)

Além das atividades direcionadas ao tema dos direitos humanos, a XXII Semana de Letras contou com apresentação musical do coral e banda da FEUC – na abertura e encerramento do evento. A banda emocionou o público com canções clássicas como “Think Of Me”, do musical “O Fantasma da Ópera” e a reprodução de trilha orquestrada do filme “Como treinar o seu dragão” (Dream Works Studios, 2010).

Outra atividade paralela foi o “Labirinto Literário”. Montada de um lado todo do pátio da FEUC, a estrutura simulava um trajeto entre a literatura portuguesa e brasileira dividido em 14 blocos temáticos, tais como barroco, romantismo, renascimento, entre outros.

O Labirinto Literário foi idealizado pelo estudante Adriano Marcelo Leandro Monte, do 5º período do curso de Literaturas. Para confeccionar a estrutura, foram utilizados quase 300 metros de tecido TNT, que serviram de divisórias para os blocos temáticos: “Eu quis criar tudo isso para mostrar a literatura de uma forma mais lúdica, diferente da aprendida em sala de aula; uma literatura que as pessoas pudessem ver, ler, tocar nos objetos, sentir o ambiente, a luz, a própria literatura”, contou Adriano. “Foi um trabalho bem maçante e desgastante montar tudo isso, mas valeu a pena”, revelou.

Aberto nos três dias do evento, Labirinto Literário simulou trajeto entre a literatura portuguesa e brasileira. (Foto: Gian Cornachini)

Aberto nos três dias do evento, Labirinto Literário simulou trajeto entre a literatura portuguesa e brasileira. (Foto: Gian Cornachini)

Balanço foi positivo

A coordenação do curso divulgou ontem, dia 23, informações sobre o balanço final da XXII Semana de Letras. O público foi grande: só o número de participantes chegou a quase 350 pessoas, sem contar os visitantes. Outro número de peso foram os 68 palestrantes diferentes, envolvidos em 55 atividades durante os três dias de evento.

Um questionário também foi aplicado para que o público avaliasse a Semana de Letras. De acordo a professora Renata, que também é vice-coordenadora do curso, o público foi muito participativo: “Os dados dos questionários mostram que a Semana foi muito bem avaliada pelos estudantes, os palestrantes foram bem aceitos e ainda houve muitas sugestões de que o evento deva acontecer durante a semana toda”, revelou a professora. “Fiquei muito contente em ver a movimentação dos estudantes querendo aprender mais, conhecer visões diferentes. Pretendemos aprimorar a Semana de Letras para que ela seja prazerosa e que contribua mais para a construção do conhecimento”, destacou a professora.

Semana de Letras terá mais de meia centena de atividades

 

Palestras de professores das FIC e de convidados, além de oficinas, mesas-redondas, minicursos e comunicações sobre pesquisas concluídas ou em andamento compõem a programação do evento

Por Tania Neves
emfoco@feuc.br

O poeta Primitivo Paes terá sua obra discutida em palestra na XXII Semana de Letras, pelos professores Arlene da Fonseca Figueira e Erivelto Reis. Foto de Divulgação

O poeta Primitivo Paes terá sua obra discutida em palestra na XXII Semana de Letras, pelos professores Arlene da Fonseca Figueira e Erivelto Reis. Foto de Divulgação

“A poética da liberdade na obra de Primitivo Paes” é o título da atividade que abrirá, no Auditório da FEUC, a XXII Semana de Letras, na próxima segunda-feira, dia 13 de maio. Apresentada pelos professores Arlene da Fonseca Figueira, coordenadora do curso de Letras, e Erivelto Reis, professor de Português das FIC, a palestra terá o especial significado de uma homenagem ao poeta que tantas vezes participou dos eventos culturais promovidos na instituição. Neste ano, a Semana de Letras abordará o tema “O papel da Língua e da Literatura na formação do indivíduo: uma questão de Direitos Humanos”.

Ao longo de três dias – de 13 a 15 de maio – professores e alunos das FIC, além de professores e pesquisadores convidados, movimentarão os espaços da FEUC com 55 atividades agendadas, entre palestras, minicursos, mesas-redondas, comunicações e oficinas. Completam ainda a programação uma exibição de sete pôsteres e a exposição “Labirinto literário: uma viagem na literatura, a descoberta de uma identidade, um direito do homem”, que ocupará o pátio do Bloco A.

As atividades acontecerão em dois turnos: de manhã, entre 7h e 11h40m; e à noite, entre 18h20m e 22h. A participação em um dos turnos renderá aos alunos o equivalente a 20 horas de atividades complementares, enquanto a participação nos dois turnos dará direito a 40 horas. As inscrições para as atividades podem ser feitas no setor de Cursos Livres, e o investimento é de R$ 10 para alunos e ex-alunos e de R$ 20 para o público externo. Todas as atividades do evento são abertas também à comunidade e a alunos de outras instituições de ensino.

Tanto na noite de segunda-feira (às 18h30m, antes das atividades noturnas) quanto na noite de encerramento da XXII Semana de Letras, na quarta-feira, haverá apresentação do Coral Ecos Sonoros, solistas e Banda Sinfônica da FEUC, sob a regência do maestro David de Souza.

Acesse aqui a programação completa da XXII Semana de Letras.