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Estudantes do CAEL arrecadam alimentos para orfanato

 

Grupo também levou sapatos, brinquedos e outros objetos para ajudar as crianças do abrigo A Minha Casa, de Campo Grande

Por Gian Cornachini
gian@feuc.br

Alunos do curso técnico em Enfermagem do CAEL levaram hoje, dia 21 de junho, alimentos e objetos arrecadados para o abrigo A Minha Casa, de Campo Grande. A ação social fez parte do Projeto Cultural desenvolvido este ano no Colégio e que tem como tema “Construindo pontes, não muros — Valores e Virtudes: preconceito e cidadania”. Localizado na Estrada do Moinho, nº 135, o orfanato acolhe, atualmente, cerca de 40 crianças que aguardam por adoção.

Alunas posam em sala educacional do abrigo "A Minha Casa", após entrega do material arrecadado. (Foto: Gian Cornachini)

Alunas posam em sala educacional do abrigo “A Minha Casa”, após entrega do material arrecadado. (Foto: Gian Cornachini)

“Estamos fazendo a nossa feira cultural e, este ano, surgiu a ideia de fazer esse trabalho social por conta da discriminação que pessoas de diferentes grupos sofrem, como idosos e órfãos”, explicou a professora de Língua Portuguesa Lúcia Piorotti, que acompanhou o grupo de estudantes até o abrigo para fazer a entrega do material arrecadado. “Vir a esse orfanato é uma forma de mostrar a realidade fora da escola, e num país marcado pela desigualdade social e violência, precisamos implantar projetos para reestruturação social, cultural e educacional. E a gente vê que consegue atingir os objetivos ao ver o brilho no olho dos alunos fazendo esse trabalho”, completou a professora, animada após a entrega.

Ainda no CAEL, estudantes juntam material arrecadado para levar ao orfanato. (Foto: Gian Cornachini)

Ainda no CAEL, estudantes juntam material arrecadado para levar ao orfanato. (Foto: Gian Cornachini)

A aluna Giovanna Souto, do 3º ano do curso, contou sobre a percepção que teve ao ficar mais próxima da realidade de crianças órfãs: “Ficamos indignadas com a situação atual, triste por ser algo que a maioria das pessoas finge que não existe”, apontou ela, porém contente pela colaboração que seu grupo teve durante a arrecadação: “Parece pouco se apenas um de nós doar, ajudar. Mas, de um em um, nós conseguimos formar uma multidão de pessoas que não vão fechar os olhos. Se apenas uma pessoa fizer algo bom ao próximo, isso já muda o dia de alguém. Imagina se todos nós fizéssemos”, ressaltou Giovanna.

As amigas Isabele Santos, Isabelle Brandão e Giovanna Souto posam com faixa do Projeto Cultural, no abrigo A Minha Casa. (Foto: Gian Cornachini)

As amigas Isabele Santos, Isabelle Brandão e Giovanna Souto posam com faixa do Projeto Cultural, no abrigo A Minha Casa. (Foto: Gian Cornachini)

As amigas Isabelle Brandão e Isabele Santos, também do 3º ano, concordaram com a fala de Giovanna e acrescentaram seu ponto de vista: “É importante falar desse assunto, porque as crianças são o nosso futuro. Hoje, estamos fazendo essa ação, mas amanhã serão elas”, disse Isabelle Brandão. “E também aprendemos a ser uma pessoa melhor, ter amor ao próximo, buscando, a cada dia, olhar para as necessidades do outro”, afirmou Isabelle Santos.

Educação Infantil tem tarde de incentivo à higiene

 

Projeto “Amigos da Higiene” foi realizado com crianças de 2 a 5 anos da Educação Infantil do CAEL para conscientizá-las sobre higiene bucal, capilar e corporal

Por Gian Cornachini
emfoco@feuc.br

Crianças limpas, cheirosas, com dentes escovados e livres de piolhos: estes foram hábitos de higiene compartilhados com os pequeninos da Educação Infantil ontem, dia 31 de outubro, em uma atividade lúdica desenvolvida pelo curso de técnico em Enfermagem do CAEL. Organizado pela professora Sarita Camara, o projeto “Amigos da Higiene” fez parte do trabalho de encerramento de estágio “Fase 1” do técnico, que acontece no primeiro ano do curso e envolve práticas relacionadas à saúde da criança. Mais de 60 alunos da Educação Infantil, entre 2 e 5 anos, participaram da tarde de conscientização, que contou com uma apresentação teatral, momento de diversão com equipe de animadores, a presença de uma dentista e distribuição de kits de higiene.

Turma do 1º ano do técnico de Enfermagem apresentou uma peça teatral sobre a importância de manter a higiene do corpo. (Foto: Gian Cornachini)

Com muitas canções, turma do 1º ano do técnico de Enfermagem apresentou uma peça teatral sobre a importância de manter a higiene do corpo. (Foto: Gian Cornachini)

O projeto “Amigos da Higiene” teve o objetivo de orientar as crianças sobre hábitos importantes para manter uma boa saúde. Durante a atividade, foram trabalhadas a importância de escovar os dentes após cada refeição a fim de evitar cáries, os riscos de contrair piolhos com a troca de pentes e a atenção para a higienização corporal por meio de banhos diários.

De acordo com a professora Sarita Camara, organizadora do “Amigos da Higiene”, as orientações sobre o tema são dadas na escola, mas é necessário que os pais continuem com o trabalho em casa: “É na escola que a gente começa a ensinar esses comportamentos às crianças. Mas fazemos um trabalho de formiguinha, ensinando de pouco em pouco, e precisamos que os pais reforcem isso em casa, se não a higiene não funciona”, afirma a professora.

Crianças se divertem tirando as cáries do figurino do dente mal cuidado. (Foto: Gian Cornachini)

Crianças se divertem tirando as cáries do figurino do dente mal cuidado. (Foto: Gian Cornachini)

Para que os pequenos estudantes pudessem compreender a mensagem de uma forma mais clara e divertida, os alunos do 1º ano de Enfermagem fizeram uma apresentação teatral temática. Os jovens encarnaram diversos personagens: a escova de dentes, o creme dental, o dente saudável, o dente com cárie, o xampu e o sabonete, que iam entrando em cena e cantando músicas sobre suas especificidades para a saúde corporal.

Os baixinhos chegaram até a interagir com um dos personagens do teatro: o dente cariado, que recebeu a ajuda de dois alunos para voltar a ser um dente saudável. A brincadeira consistiu na retirada de papeis pretos colados na fantasia de uma estudante vestida de dente. Os papeis representavam a cárie, e o objetivo era que os alunos não deixassem nenhuma manchinha preta na fantasia. A atividade fez alusão à importância de manter a higiene bucal e se distanciar da cárie – deterioração do dente que atinge mais de 50% das crianças com 5 anos no Brasil, segundo dados de 2012 do Ministério da Saúde.

Dentista ensina o melhor modo de fazer a escovação dos dentes. (Foto: Gian Cornachini)

Dentista ensina o melhor modo de fazer a escovação dos dentes. (Foto: Gian Cornachini)

Na tarde de conscientização, a dentista Laura Ribeiro Moço foi convidada para ensinar como realizar uma escovação de forma correta. Segundo a dentista, o maior desafio para uma boa higiene bucal das crianças é a presença dos pais neste processo de aprendizado da criança: “Os alunos tendem a não transpor o que aprendem aqui para a casa. Isso dificulta a constante limpeza bucal, mas o desafio maior está nos pais, que não têm a garra de mostrar a importância da escovação para as crianças”, explica Laura. “E quando eles falam sobre escovação, eles criam um outro problema que é colocar o dentista como uma ameaça. O pai diz logo que se o filho não escovar os dentes, ele será levado ao dentista para tirar a cárie, o que será pior por causa da dor”, diz a dentista, que aconselha uma atitude de incentivo à escovação pelo lado positivo da higiene bucal, e não conduzir o ensinamento pelo medo: “O pai deve questionar a criança: ‘Você quer ter dentes bonitos e fortes para toda a vida?’. Ela vai passar a não ter medo do dentista e de cuidar dos dentes, mas vê-lo como um aliado à saúde”, conclui.

Ao fim do evento, a professora Sarita distribuiu kits de higiene para os alunos da Educação Infantil, seus professores e os estudantes do técnico em Enfermagem. O kit era formado por uma escova de dentes, creme dental, pente fino, toalha de rosto e bombons, dentro de uma sacola personalizada com o nome do projeto.

Grupo de alunos e professores que colaboraram com o projeto "Amigos da Higiene" posam para foto ao término da tarde de conscientização. (Foto: Gian Cornachini)

Grupo de alunos e professores que colaboraram com o projeto “Amigos da Higiene” posam para foto ao término da tarde de conscientização. (Foto: Gian Cornachini)

Publicidade e Propaganda do CAEL promove ação de prevenção ao câncer de mama

 

Alunos convidam enfermeira do Inca para esclarecer sobre uma das doenças que mais matam as mulheres no mundo

Da Redação
emfoco@feuc.br

Um grupo de estudantes do técnico em Publicidade e Propaganda do CAEL promoveu uma ação de prevenção ao câncer de mama hoje, dia 24, durante o intervalo de aulas do Colégio na parte da manhã. O ato faz parte de um trabalho que estão desenvolvendo para a Expo X, Feira de Ciência e Tecnologia do CAEL, que acontecerá  entre os dias 4 e 8 de novembro. Durante alguns minutos, Lucimere Maria dos Santos, enfermeira especialista em oncologia do Instituto Nacional do Câncer (Inca) e professora do técnico em Enfermagem do CAEL, tirou dúvidas de alunas e funcionárias a respeito da prevenção e detecção do câncer mamário.

Lucimere Maria dos Santos, enfermeira do Inca e professora do CAEL, esclareceu dúvidas do público sobre a doença. (Foto: Gian Cornachini)

Lucimere Maria dos Santos, enfermeira do Inca e professora do CAEL, esclareceu dúvidas do público sobre a doença. (Foto: Gian Cornachini)

De acordo com Evelyn Signor, de 18 anos, estudante do 3º ano de Publicidade e Propaganda e representante do grupo que idealizou o ato, o objetivo foi trazer um pouco da discussão sobre a doença para a FEUC no mês internacional do combate ao câncer de mama, chamado de “Outubro Rosa”: “Nosso projeto da Expo X é uma agência de fotografia que tem como público alvo a mulher. Como este mês é o Outubro Rosa, decidimos realizar este trabalho aqui porque já ouvimos história de aluno que morreu diagnosticado com câncer. Não era de mama, mas achamos que deveríamos fazer essa prevenção aqui e alertar não só as pessoas mais velhas, mas as jovens também”, explica Evelyn.

Evelyn agradece professora e público por participarem do momento de prevenção. (Foto: Gian Cornachini)

Evelyn agradece professora e público por participarem do momento de prevenção. (Foto: Gian Cornachini)

Segundo dados da Organização Mundial da Saúde (OMS), o câncer de mama é a quinta maior causa de morte por câncer no mundo. A enfermeira Lucimere esclareceu algumas dúvidas do público e alertou para a necessidade de exames preventivos: “Diferentemente do que muitos pensam, o câncer tem cura. E a cura é a detecção precoce da doença. Por isso, a gente só vai melhorar a qualidade da saúde quando acontecer mais deste tipo de iniciativa preventiva em todos os lugares”, afirma Lucimere.

Evelyn ficou contente por promover um encontro que permitisse o compartilhamento de informações para o benefício da saúde de outras pessoas: “As pessoas puderam ouvir um pouco mais sobre o câncer de mama e eu tenho certeza que saberão como lidar com isso, caso elas mesmas ou alguém da família venha sofrer com doença”, ressalta a estudante.

Orquestra da FEUC toca ao ar livre e encanta Nova Cidade

A apresentação fez parte da segunda etapa do Dia da Responsabilidade Social, que contou ainda com palestra, aferição de pressão, teste de glicose, além de atividades da própria comunidade, como massagem terapêutica, limpeza de ouvido e recreação para as crianças

Por Tania Neves
emfoco@feuc.br

A chuva fina que caía na manhã do domingo não foi suficiente para estragar um belíssimo encontro marcado entre a Orquestra Sinfônica da FEUC e a comunidade de Nova Cidade, em Inhoaíba: protegidos por uma lona, os músicos brindaram o público com uma seleção de músicas entre o clássico e o popular, e a plateia retribuiu com animados – e molhados – aplausos. “Coisa mais linda isso!”, disse a moradora Valdeia da Costa, de 71 anos, que nunca antes havia assistido a uma orquestra tocando: “Trouxe meu chapéu, a chuva não me espanta”, comentou no finalzinho, já ao som de “Emoções”, de Roberto Carlos, um dos pontos altos do espetáculo, que teve ainda “Maria, Maria”, “Aquarela do Brasil” e “Cidade Maravilhosa”, entre outras.

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Regida pelo maestro David, Orquestra da FEUC toca ao ar livre em Nova Cidade. Fotos de Tania Neves

Padre Rafael e senhor Francisco Liberato agradecem a presença dos músicos

No final, brincando que iria cantar “La donna è mobile” – o que infelizmente não foi possível, pois não fazia parte do repertório da orquestra – o padre Rafael Nuñez cumprimentou o maestro David de Souza e os músicos: “Fico muito grato por essa apresentação, que nos emocionou a todos”, disse ele, acompanhado na opinião pelo morador Francisco Liberato do Nascimento, que é de uma família de músicos e sonha poder realizar  oficinas musicais para as crianças da comunidade: “A música é muito importante para nós, a comunidade ficou feliz, pena que passou tão rápido”.

Público enfrenta chuva fina e aplaude apresentação. Foto de Tania Neves

Público enfrenta o início da chuva fina e aplaude apresentação

A apresentação da Orquestra e de solistas do Coral Ecos Sonoros fez parte da segunda etapa da programação do Dia da Responsabilidade Social, iniciada no sábado da semana anterior (dia 21 de setembro) na FEUC, com o oferecimento de cursos, oficinas e uma sessão do “Cinema na FEUC”, seguida de debate, nas dependências da instituição. Veja aqui a reportagem sobre os eventos do dia 21.

Alunas de enfermagem do CAEL fizeram 42 aferições de pressão e 55 testes de glicose

Neste domingo, dia 29, a comunidade de Nova Cidade recebeu, além da Orquestra, alunas e professores de enfermagem do CAEL, que tradicionalmente participam das atividades do Dia da Responsabilidade Social levando alguns serviços e sorrisos aos moradores daquela comunidade. Coordenadas pelo professor de biologia Adalberto Pacheco e pela professora de enfermagem Maria Laucimar Santana, as alunas do 3º ano de Enfermagem Mayara, Mylena, Bianca, Marcele, Lílian e Amanda passaram toda a manhã de domingo fazendo aferição de pressão arterial e testes de glicose nos moradores que se apresentaram no estande montado na entrada da Capela São José Retirante. Ao todo, foram feitas 42 aferições de pressão e 55 testes de glicose.

Na entrada da Capela, alunas de enfermagem do CAEL testavam glicose a aferiam pressão arterial

Na entrada da Capela, alunas de enfermagem do CAEL testavam glicose a aferiam pressão arterial

“A maioria estava com índices normais”, afirmou a estudante Mylena Gomes. “Aos que apresentavam índices mais altos, nós orientamos que procurassem o posto de saúde para uma consulta médica e novos exames”, completou Mayara Ferreira. O comerciante Paulo Roberto da Silva, de 41 anos, que estava com 137 mg/dl, foi um deles. De bom humor, ele alegou que costuma beber muito suco de laranja, por isso às vezes a glicose fica mais alta. Já o senhor João Ferreira da Silva, de 77 anos, saiu orgulhoso com a marca de 90 mg/dl: “A minha é sempre baixinha, eu me cuido. E a pressão também, nunca fica alta demais. Às  vezes fica até baixa, aí eu coloco uma pitada de sal debaixo da língua e melhora”, ensinou seu João, revelando ainda uma outra receita para essas horas: “Faço um franguinho bem temperadinho e é ótimo”.

Informações sobre esporotricose – doença  que cresce na região – foram dadas por enfermeira

Além desses serviços, outras atividades – promovidas pela FEUC e por grupos da comunidade – ocuparam os espaços da Capela São José Retirante, como a palestra da enfermeira Maria Laucimar sobre como evitar verminoses e identificar a esporotricose – doença dermatológica transmitida por gatos e que tem tido grande incidência em pessoas e animais na Zona Oeste: “É preciso ficar atentos a isso: trata-se de um caroço avermelhado que surge na pele e que vai aumentando, virando ferida. Muita gente trata como se fosse uma dermatite comum, mas na verdade é uma doença causada por um fungo presente nas unhas de gatos infectados ou na terra em que esses gatos mexem, e só se cura com um tratamento específico”, explicou Laucimar, lembrando que é preciso tratar a pessoa e também o animal infectado.

A enfermeira Laucimar fala à comunidade sobre temas de saúde

A enfermeira Laucimar fala à comunidade sobre temas de saúde

A enfermeira chamou a atenção para o fato de que não necessariamente é preciso ter tido contato diretamente com um gato infectado para pegar a doença. “Às vezes a pessoa não tem gato, mas o vizinho tem; ou mesmo um gato de rua pode deixar o fungo na terra do jardim ou numa árvore, quando afia as unhas, daí a pessoa pega ao mexer na terra. Tendo a suspeita de que a doença é essa, é preciso procurar o posto de saúde logo, que vai encaminhar para tratamento na Fundação Oswaldo Cruz”, disse Laucimar, informando que o Instituto Evandro Chagas, da Fiocruz, é o único lugar que oferece o tratamento gratuito no Rio para a esporotricose.

Pastoral faz pesagem de crianças

Como o Dia da Responsabilidade Social coincidiu com o Dia da Saúde, em que a comunidade desenvolve uma série de atividades ligadas ao tema, lá estavam os integrantes da Pastoral da Criança fazendo a pesagem mensal das crianças atendidas pelo programa. Fábio de Almeida era quem coordenava a atividade: “A gente pesa as crianças todo mês e passa os resultados para os líderes que acompanham cada uma delas. Esses valores vão ser comparados com os dos meses anteriores e, levando em conta o que deveria ser o desenvolvimento de cada uma, serão dadas orientações nos casos de peso baixo ou alto demais para a idade e estatura”, explicou.

Fábio pesa o menino Bryan.

Fábio pesa o menino Bryan, observado por outras crianças

O porteiro Rodrigo Lopes Silva, de 26 anos, levou o filho Bryan, de 3 anos, para se pesar. A balança registrou 26 kg, e ele acha que vai ter “a orelha puxada” por o menino estar gordinho. Já Darlane dos Santos, de 33 anos, esperava a hora de pesar a filha Kaylane, de 5 anos, torcendo para que ela tivesse “encorpado” mais um pouquinho: “Quando completou 1 ano ela pesava 9kg, tinha um quadro grave de raquitismo. Desde que isso foi descoberto, eu recebo orientação e apoio da Pastoral pra tratar, pego leite na Defensoria e  suplementos na Pastoral. Hoje ela está superando, mas ainda temos que ficar acompanhando”, disse.

Promotoras de educação e saúde fizeram limpeza de ouvido e massagem

Outros serviços que tiveram filas durante toda a manhã foram a massagem terapêutica e a limpeza de ouvido, feitos pelas promotoras de educação e saúde da comunidade e suas convidadas. Aplicando massagens de reflexologia nas mãos, dona Maria De Lourdes do Nascimento observava que a maioria das pessoas que ela massageou estava sofrendo de males ligados ao estresse. Foi o caso do pedreiro José Avelino de Freitas, de 66 anos: “Ele deve ter muitas preocupações, deu para sentir nas mãos dele que tinha estresse acumulado. E olha que, apesar de pedreiro, ele não tem as mãos grossas: é porque aceita a profissão que tem”, explicou dona Maria de Lourdes, revelando que as pessoas que trabalham com desconforto, sem gostar do que fazem – seja na profissão de pedreiro ou na de professor, por exemplo – se fecham no próprio corpo e acumulam toxinas que maltratam os órgãos e membros usados para exercer a profissão.

Dona Maria do Carmo (à esquerda) e Noêmia fazem limpeza de ouvido com cone hindu.

Dona Maria do Carmo (à esquerda) e Noêmia fazem limpeza de ouvido com cone hindu

Na limpeza de ouvido, as promotoras de educação e saúde Maria do Carmo Dias da Silva e Noêmia Margarida Lopes de Freitas não tiveram tempo livre, atendendo a uma longa fila de interessados em se livrar do cerúmen acumulado nos ouvidos, por meio da técnica do cone hindu, um cone de tecido de algodão parafinado que é introduzido no ouvido da pessoa e tem a outra extremidade acesa: conforme o cone vai queimando, o calor suga a cera acumulada no ouvido e promove também uma limpeza energética.

Pastoral da Crisma se encarregou da recreação das crianças na manhã de domingo

Enquanto os adultos se envolviam em suas atividades, as crianças receberam o carinho do grupo da Pastoral da Crisma, que as reuniu numa sala para cantar, dançar e pintar. Foi disputadíssimo um lugarzinho no chão para espalhar os papéis e copinhos de tinta. No final, as lindas pinturas – a  maioria retratando céu azul, pássaros e sol brilhante – foram penduradas para secar e, quem sabe, depois enfeitar alguma parede.

Josélia, da Pastoral da Crisma, atende as crianças durante atividade de pintura.

Josélia, da Pastoral da Crisma, atende as crianças durante atividade de pintura

Convite à comunidade para se integrar à orquestra e convocar mais a presença da FEUC

Coordenadora das atividades promovidas pela FEUC em Nova Cidade, a professora Célia Neves considerou o dia altamente positivo. E aproveitou para fazer dois importantes convites: o primeiro, para que a comunidade convoque mais os profissionais da instituição para palestras sobre temas de seu interesse, como as questões de saúde abordadas pelos professores e alunas do CAEL; o segundo, para que aqueles que têm interesse mais aprofundado por música possam se aproximar da orquestra: “Essa orquestra e também o Coral Ecos Sonoros  são dois grandes projetos da FEUC abertos à comunidade. Muitos desses músicos que aí estão ou foram ou são alunos da FEUC, ou então são pessoas da comunidade que nos procuraram para desenvolver seu talento musical. Aqueles ou aquelas aqui de Nova Cidade que julgarem que querem ou podem fazer parte, que cantam ou tocam algum instrumento musical, podem procurar o maestro David que ele terá o maior prazer de orientá-los e encaminhá-los”, disse a professora.

Sobre as palestras, ela também pôs a instituição ao dispor da comunidade: “Nós da FEUC e do CAEL estamos sempre prontos a vir aqui, mas é preciso que vocês nos convidem, que organizem os grupos que querem palestras ou oficinas sobre algum tema que dominamos e nos convidem. Viremos sempre, mas é preciso que vocês queiram e nos convidem”, finalizou.

Confira abaixo a galeria com outras imagens feitas durante o evento, clicando em cada foto para ver em tamanho maior.