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Páscoa no CAEL: além de ovos de chocolate

Alunos da Educação Infantil e do Fundamental I do CAEL fazem apresentação de Páscoa para familiares e responsáveis

Por Gian Cornachini
gian@feuc.br

A Páscoa já passou, mas o aprendizado é para a vida toda. Na quarta-feira da semana passada (dia 12 de abril), estudantes da Educação Infantil e do Fundamental I fizeram uma belíssima apresentação, para os familiares e responsáveis, sobre o sentido da Páscoa. Cada turma ficou responsável por estudar um dos aspectos que envolvem o feriado e a história por trás da data, que celebra a ressurreição de Jesus Cristo, figura importante para o Cristianismo. Por meio de música, dança, jogral e uma peça teatral, os alunos abordaram a importância do amor, da amizade e do ato de compartilhar.

Em clima de amizade, alunos celebram valores da data comemorativa. (Foto: Gian Cornachini)

Em clima de amizade, alunos celebram valores da data comemorativa. (Foto: Gian Cornachini)

“A Páscoa é uma festa cristã, existe um feriado para isso e as crianças ficam em casa. Então, elas precisam saber o porquê de não terem vindo à escola neste dia, a história por trás da data”, disse Esther Bendelack, coordenadora da Educação Infantil do CAEL. “Mas, o principal de nossa atividade foi trabalhar a troca, e que não precisa, necessariamente, ser de ovos, que são muito caros. Não queremos ensinar o consumismo, mas outros valores, como compartilhar o lanche durante o café da manhã”, explicou.

O álbum de foto da atividade está disponível em nossa página no Facebook. Para vê-lo, clique aqui.

 

Semana do Índio no CAEL teve muitas atividades

A partir da apresentação de vídeos, leituras, oficinas de produção de objetos  e até um depoimento pessoal de um indígena, o evento teve o objetivo de abordar  e valorizar as diferenças culturais 

Sarapó fala às crianças sobre sua cultura e exibe objetos de várias tribos

Sarapó fala às crianças sobre sua cultura e exibe objetos de várias tribos

Já na abertura da Semana do Índio, no dia 12, em quatro apresentações feitas para alunos da Educação Infantil e do Ensino Fundamental do CAEL, o índio Sarapó Wakona – da tribo Xucuru Kariri, de Alagoas – despertou interesse dos pequenos com relação ao modo de vida nas aldeias, mas também provocou polêmicas: “Podem rasgar os livros de vocês que falam sobre os índios”, disse ele, defendendo a tese de que os próprios índios é que devem falar às pessoas sobre sua cultura.  “Os livros falam pouco dos índios e falam coisas erradas, antigas, ultrapassadas. Nossa história é viva e continua sendo reinventada sempre”, disse Sarapó.

Desde criança rodando o Brasil para falar de sua cultura

O índio Sarapó tem 33 anos e desde os 10 anos faz este trabalho de divulgação de sua cultura, viajando pelo Brasil como integrante do Projeto Cultural Cara de Índio. Idealizado por caciques de sua tribo, o projeto tem o intuito de levar aos pequenos estudantes uma visão desmistificada da cultura indígena, contestando versões que chegaram a ser senso comum sobre os povos originais – por exemplo, de que são violentos, canibais, preguiçosos. “A história dos brancos diz que índio era preguiçoso, não servia para o trabalho. O que aconteceu de verdade foi que não nos deixamos escravizar”, afirma Sarapó, que exibiu para as crianças e demonstrou o uso de diversos instrumentos e objetos da vida cotidiana de cerca de 20 etnias indígenas brasileiras.

Nas salas de aula, oficinas e brincadeiras inspiradas na cultura indígena

Turminha do Fundamental posa diante do mural com os textos produzidos sobre a Semana do Índio

Turminha do Fundamental posa diante do mural com os textos produzidos sobre a Semana do Índio

A semana seguiu com uma série de atividades sobre o tema sendo desenvolvidas nas turmas, com pesquisas sobre a cultura indígena e manifestações culturais. Incluindo a leitura de muitas obras da literatura infantil mais recente, que aborda de forma respeitosa e reflexiva não somente a cultura indígena: “Quando criticou os livros, Sarapó se referia a velhos livros didáticos, mas hoje temos uma produção, principalmente em literatura infantil, que aborda as diferenças culturais de forma muito interessante. Junto com as crianças, os professores também levantaram vídeos, histórias de diversas tribos e manifestações como danças, rituais, celebrações. E os assuntos foram trabalhados conforme as idades”, conta a professora Esther Bendelack, que coordena a Educação Infantil e divide com a professora Sônia Folena a coordenação do primeiro segmento do Ensino Fundamental.

Destaque para o uso de mandioca, milho e batata doce na alimentação saudável

Outro ponto forte das atividades da Semana do Índio foi o estudo dos alimentos mais consumidos pelas tribos originais, como a mandioca, o milho e a batata doce. Os pequenos conheceram os alimentos in natura, estudaram suas propriedades, e depois acompanharam a preparação de alguns deles, como um incentivo para adotar hábitos alimentares mais saudáveis. O CAEL já desenvolve com os alunos das primeiras séries um projeto chamado “Descascar mais e desembalar menos”, de incentivo ao consumo de alimentos mais naturais e redução dos alimentos processados no cardápio diário.

Ao fim de cada turno nesta terça-feira, os alunos foram embora paramentados com os enfeites e objetos indígenas que prepararam sob a orientação dos professores, ou simplesmente pintados, conforma a tradição indígena.

Veja abaixo algumas fotos das atividades:

Capoeira como ferramenta pedagógica e transformadora

 

Ao som do berimbau e regada com histórias da cultura afro-brasileira, mestre Anisio aposta na capoeira para exercitar e integrar seus alunos

Por Gian Cornachini
emfoco@feuc.br

Mestre Anisio: “Eles sabem o básico e ninguém se machuca”. (Foto: Gian Cornachini)

Mestre Anisio: “Eles sabem o básico e ninguém se machuca”. (Foto: Gian Cornachini)

Patrimônio Cultural Imaterial da Humanidade pela Unesco desde 2014, a roda de capoeira também integra as atividades semanais do maior patrimônio da Educação Infantil do CAEL: as crianças que, num gingado aqui e num movimento ali, respondem disciplinarmente às instruções do mestre Anisio do Nascimento Neto — chamado carinhosamente entre os pequeninos de “Tio Capoeira”.

“A capoeira, no tempo da escravidão, era considerada uma luta. Mas, para ela se manter viva durante todos esses anos, ela foi se tornando uma dança, que já não é lutada, mas jogada”, explica o mestre Anisio, que já dedicou 40 de seus 54 anos de idade à capoeira. Formado em Pedagogia e, atualmente, pós-graduando em Educação Especial nas FIC, mestre Anisio vem cada vez mais se apropriando de seu hobby e tornando-o um trabalho cultural, pedagógico e transformador para as crianças: “A gente desenvolve aqui no CAEL uma capoeira pedagógica, uma ferramenta para socializar e integrar os alunos, e para contar uma história que não foi contada”, diz ele. “Nosso objetivo aqui é fazer exercícios, despertar a lateralidade, a coordenação motora, a flexibilidade. E, também, que as crianças vejam o berimbau e associem à cultura afro-brasileira, floresçam o conhecimento da nossa música e conheçam a história de nossos antepassados”, completa o mestre, revelando a finalidade educadora das rodas de capoeira no Colégio: “Queremos que eles sejam adultos diferentes, sem preconceito, mais solidários e conhecedores de sua própria cultura”.

Quem ainda não viu uma aula de capoeira no CAEL ficará encantado ao notar a disciplina dos pequenos alunos e o respeito que eles têm aos comandos do mestre Anisio. Parados cada um em um ponto pré-determinado do pátio, basta o professor ditar os golpes que todos os colocam em prática simultaneamente. “Eles sabem o básico da capoeira: a ginga, cocorinha, negativa, queda de quatro e roleta. E ninguém se machuca, porque a finalidade não é acertar o adversário, mas de se alongar e ter disciplina”, lembra o mestre, que em seguida forma duplas para jogarem a capoeira ao som de um berimbau tocado ao vivo por Anisio, enquanto cada um espera ansiosamente a sua vez.

Educação Infantil dá boas-vindas às crianças com Semana de Adaptação

Até sexta-feira, responsáveis podem permanecer no Colégio para ajudar os novos estudantes a se adaptarem à escola

Por Gian Cornachini
emfoco@feuc.br

Desgrudar da família e ir à escola pela primeira vez nem sempre é fácil. As aulas no CAEL recomeçaram ontem, dia 10, e novos rostinhos de crianças podem ser vistos pelos espaços do Colégio. E para que esse novo momento na vida dos pequeninos seja o mais tranquilo possível, a Educação Infantil está realizando até sexta-feira, dia 14, das 8h às 10h30min, a Semana de Adaptação das turmas do Maternal II e Pré-escolar I e II. Em vez de aulas formais, a semana será apenas de brincadeiras, contação de histórias, passeio pelos ambientes da escola e atividades lúdicas. Nesses dias, é indicado que os responsáveis pelo novo estudante participem das aulas no Colégio, a fim de que a criança fique mais à vontade e se adapte ao ambiente que fará parte de sua vida por muitos anos.

Durante a Semana de Adaptação, as atividades são mais lúdicas, como brincadeiras e contação de histórias. (Foto: Gian Cornachini)

Durante a Semana de Adaptação, as atividades são mais lúdicas, como brincadeiras e contação de histórias. (Foto: Gian Cornachini)

Monique Elen Sousa de Melo é mãe de João Victor, de 4 anos, novo aluno do Pré I. Este é o segundo ano que o garoto vai à escola, e Monique quis acompanhá-lo com receio de que seu filho não se acostumasse ao novo colégio: “O João Victor está vindo de uma outra escola, e decidi trazê-lo para cá porque o CAEL fica mais perto de casa. Ano passado, ele fez o Maternal II, e a adaptação dele foi muito difícil, ele chorou demais. Achei que este ano seria a mesma coisa, mas fiquei surpreendida”, conta a mamãe, com o rosto estampando alívio pela tranquilidade de seu filho.

A mamãe Monique Elen observa o filho de longe, mas não se aproxima para evitar que ele pare de interagir com o grupo.(Foto: Gian Cornachini)

A mamãe Monique Elen observa o filho de longe, mas não se aproxima para evitar que ele pare de interagir com o grupo. (Foto: Gian Cornachini)

Mesmo presente com o filho, Monique prefere ficar afastada de João Victor para que ele a esqueça um pouco e se relacione mais com os novos amigos e professora: “Fico olhando o João Victor de longe porque tenho medo de chegar perto e ele não querer interagir com os alunos. De vez em quando ele me procura, me vê e dá um tchauzinho, mas continua seguindo em frente. Cheguei a me esconder dele, e o via sem ser vista, para saber qual seria a sua reação, mas meu filho nem notou minha falta. Acredito que ele vai ficar tranquilo aqui”, afirma Monique.

João Pedro (à direita) não sentiu a falta dos pais; brincou, estudou e já virou amigo de Caio (à esquerda). (Foto: Gian Cornachini)

João Pedro (à direita) não sentiu a falta dos pais; brincou, estudou e já virou amigo de Caio (à esquerda). (Foto: Gian Cornachini)

Já o estudante João Pedro, de 5 anos, entrou agora na escola, está no Pré II e ficou muito confortável no Colégio sem a presença de um responsável: “Eu não queria que minha mãe ficasse comigo porque eu nunca fico com vontade de chorar”, revela João Pedro, mostrando desde pequeno seu espírito de independência. O garoto está adorando frequentar a escola e já aponta o que mais gostou de fazer em seu primeiro dia de aula: “Achei legal ficar brincando e estudando. Estava fazendo desenho e escrevendo meu nome, mas escrevi errado. Era para escrever na linha, mas escrevi fora da linha”, disse o menino, gesticulando com os braços e externando sua insatisfação consigo mesmo.

Além de um dia agradável, João Pedro vai levar pra casa a alegria de ter feito novos amigos. Caio de Sousa Granja, também de 5 anos, já estudava no CAEL e recebeu o colega com muita simpatia: “Ele é muito legal, aí eu fiz amizade com ele. Agora ele fica agarrado comigo. Onde vou sentar, ele senta”, conta Caio, dando uma gargalhada e fazendo João Pedro rir também do que acabara de dizer.

A professora do Pré II, Barbara Jupira, explica que a animação dos estudantes neste nível escolar é muito comum: “Geralmente, eles já vieram de outra escolaridade. Por isso, são mais soltos, não são tão resistentes. E eles gostam de vir para a escola. Os pais me falaram que eles estavam super ansiosos. E estavam mesmo: chegaram contando tudo sobre as férias”, comenta Barbara.

Professora Barbara faz passeio com as crianças do Pré II para que conheçam o Colégio. (Foto: Gian Cornachini)

Professora Barbara faz passeio com as crianças do Pré II para que conheçam o Colégio.
(Foto: Gian Cornachini)

Apesar de a Semana de Adaptação estar ocorrendo muito bem, a coordenadora da Educação Infantil, Esther Bendelack, aponta a reduzida presença dos pais e ressalta a importância de os responsáveis participarem deste momento tão novo na vida das crianças: “A Semana de Adaptação é uma semana diferente, de acolhimento, em que os pequenos vão fazer o tempo todo atividades prazerosas, sem conteúdo rígido. É importante que o responsável participe também, para que a criança aprenda a confiar no espaço novo, na professora, nos coleguinhas, e para que ela não fique com a sensação de ter sido abandonada em um lugar onde ela não conhece ninguém”, ressalta Esther.

Expo X reúne trabalhos do Ensino Médio até sexta-feira

 

Mostra de projetos de estudantes do Ensino Médio foi aberta ontem, após apresentação de trabalhos do Fundamental II; exposição conta com 200 projetos e muitas novas ideias

Por Gian Cornachini
emfoco@feuc.br

Estudantes do Ensino Médio do CAEL começaram a apresentar seus projetos ontem, dia 5, na 14ª Expo X. O evento foi aberto na segunda-feira, dia 4, com a mostra de trabalhos científicos de alunos do Ensino Fundamental II, que seguiram em exposição até as 10h do dia seguinte, quando o espaço foi liberado para que grupos do 1º ao 3º ano do Ensino Médio preparassem os 130 estandes disponíveis para a exposição. A abertura oficial da Expo X também foi realizada ontem, às 10h, com uma cerimônia no Auditório da FEUC e participação dos diretores do Colégio. Já a mostra de trabalhos começou às 14h e se estendeu ao período noturno. Até sexta-feira, dia 8, cerca de 200 projetos serão apresentados durante os três turnos do dia. O anúncio dos vencedores será feito na sexta-feira, a partir das 16h.

Foram montados 130 estandes na quadra e pátio da FEUC para 14ª Expo X. (Foto: Gian Cornachini)

Cerca de 130 estandes foram montados na quadra e pátio da FEUC para 14ª Expo X. (Foto: Gian Cornachini)

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- Expo X tem início com mostra do Ensino Fundamental

Cerimônia de abertura

A abertura oficial da 14ª Expo X foi realizada no Auditório da FEUC, às 10h da manhã de ontem. Em uma breve cerimônia, diretores do Colégio agradeceram a participação de toda a comunidade acadêmica envolvida no evento e fizeram discursos.

Regina Sélia Iápeter, diretora do CAEL, falou sobre a importância do ensino diferenciado do Colégio: “A gente incentiva o empreendedorismo, a criatividade, a capacidade de inovação. A tecnologia e ciência têm aqui um papel determinante para oferecermos um ensino de excelência. Mas queremos também que, além do conhecimento técnico, vocês possam lidar melhor uns com os outros e serem cidadãos plenos”, disse a diretora.

Carlos Vinicius, supervisor do Ensino Técnico, estima público de 2,5 mil pessoas no evento. (Foto: Gian Cornachini)

Carlos Vinicius, supervisor do Ensino Técnico, estima público de 2,5 mil pessoas no evento. (Foto: Gian Cornachini)

O supervisor do Ensino Técnico, professor Carlos Vinicius Nascimento, falou sobre as expectativas para o evento: “Esperamos mais de 2.500 pessoas visitando nossos espaços, entre empresas parceiras, alunos e familiares, professores e a comunidade geral, pois a Expo X é um grandioso evento de tecnologia e ciência, a ponto de instituições concorrentes estarem aqui dentro olhando o que fazemos para nos copiarem”, revelou o professor.

Carlos Vinicius também falou aos estudantes sobre a dificuldade de avaliar os projetos: “A gente briga com vocês porque queremos excelência, que deem o melhor de si, e sabemos que vocês são capazes disso. A cada ano que passa, fica mais difícil de os avaliarmos. A gente vê o aluno do 1º ano fazendo um simples projeto, que vai ganhando corpo até chegar no 3º ano. Vocês vão melhorando muito, e isso é gratificante, pois dá a sensação de que a coisa deu certo!”, reconheceu ele.

William Cuba, do 2º ano de Publicidade, apresenta modelo de vestido feito de lona de banner criado por sua equipe. (Foto: Gian Cornachini)

William Cuba, do 2º ano de Publicidade, apresenta modelo de vestido feito de lona de ‘banner’. (Foto: Gian Cornachini)

O descarte virou moda

Depois de iniciada a exposição do Ensino Médio às 14h, e começar uma intensa movimentação na FEUC, quem passa pelos corredores dos estandes montados no pátio e na quadra tem a sensação de estar percorrendo uma grande feira de ideias. Dezenas de trabalhos expostos dizem um pouco sobre a mudança que cada grupo quer para o mundo e como pretendem tornar as atividades humanas mais simples e saudáveis.

Apaixonado por moda, o estudante do 2º ano do técnico em Publicidade William Cuba dos Santos, em parceria com os alunos Hugo Costa e Luana Botelho, pensou em uma finalidade para o descarte do material utilizado em campanhas publicitárias: transformá-los em roupas. Batizado de “Clother Lona”, o projeto prevê o uso de lonas de banners na fabricação de peças como vestidos e camisetas. É o lixo que vira moda!

A equipe fabricou um vestido e colocou à mostra na exposição: “A ideia é conscientizar o publicitário de que ele não pense apenas na campanha, mas também no meio ambiente, preocupando-se em não simplesmente descartar os banners como lixo na natureza, mas dar um fim devido a este material”, explicou William.

O jovem garante que as roupas são confortáveis e não há atrito com o corpo: “Eu passei 24 horas utilizando um casaco que eu fiz com o mesmo material e não senti desconforto por atrito, apenas calor. Então, estou trabalhando em cima de modelos que são mais abertos para dar uma arejada e o usuário não sentir nenhum desconforto”, afirmou o estudante.

Arte do bem

A aluna do 2º ano do técnico em Química Fernanda Rodrigues Machado, que formou equipe com Aymée Ninck Figueiredo e Matheus Rodrigues Calixto, conta que começou a pintar desde os 7 anos (hoje ela tem 17). Quem a ensinou foi seu avô, que também se iniciou na pintura quando tinha 7 anos. Hoje ele não pinta mais, devido a uma cegueira causada pelo diabetes, e Fernanda também não pode praticar muito o hobby porque tem problemas respiratórios – a tinta a óleo, que precisa de solventes para ser diluída, oferece riscos à saúde, principalmente problemas de intoxicação.

A batalha entre saúde e arte pode ter um fim, se depender dos experimentos da equipe de Fernanda. O grupo está trabalhando na criação de tintas totalmente orgânicas, que podem ser diluídas à base de água ou óleo de soja.

Aymée e Fernanda, do 2º ano de Química, trabalham na criação de uma tinta totalmente orgânica que substitua a tinta a óleo. (Foto: Gian Cornachini)

Aymée e Fernanda, do 2º ano de Química, trabalham na criação de uma tinta totalmente orgânica que substitua a tinta a óleo, produto tóxico e nocivo à saúde. (Foto: Gian Cornachini)

“Esse é o nosso primeiro ano com o projeto e esperamos dar continuidade para atingir a qualidade das tintas vendidas no mercado”, contou Fernanda. “Como é uma ideia que ainda não foi lançada e patenteada, fomos orientados a não explicar a composição das tintas”, disse a estudante, revelando apenas que extraem as cores de sementes e plantas. No caso de pigmentos de difícil extração de materiais orgânicos, como a cor azul, o grupo tem utilizado corantes culinários para produzir as tintas orgânicas.

O desejo de Fernanda é que sua equipe consiga chegar na meta sonhada: fabricar tintas com a mesma qualidade, cor e textura das que são vendidas no mercado: “Não estou fazendo isso por mim, mas por todos nós que pintamos, e por meu avô. Ele respirava arte e eu fui a única neta que aprendi isso com ele. Quero que todos possamos pintar sem prejuízo à saúde”, ressaltou ela.

‘Filho de peixe, peixinho é’

A Expo X é um evento aberto ao público em geral e podem participar pessoas de todas as idades. Até os pequenos da Educação Infantil já começaram a visitar a feira de ciência e tecnologia do Colégio. Na tarde de ontem, os alunos do Pré II percorreram os corredores da exposição acompanhados da professora Luciana Lucena. Muito atentas, as crianças observavam toda a movimentação e os trabalhos expostos, totalmente diferentes da realidade das atividades lúdicas de que elas participam hoje.

Crianças da Educação Infantil do CAEL visitam Expo X e não perdem a oportunidade de fazer perguntas. (Foto: Gian Cornachini)

Crianças da Educação Infantil do CAEL visitam Expo X e não perdem a oportunidade de fazer perguntas. (Foto: Gian Cornachini)

“Eu trouxe os alunos para que eles comecem a se identificar com a Expo X, ter uma noção do que é cada curso, o que é que eles estudam e, também, para que comecem a ver como funciona tudo isso aqui, que será uma atividade de que todos terão que participar no futuro aqui no Colégio”, destacou a professora Luciana.

A Expo X é a tradicional feira de ciência e tecnologia do CAEL e acontece todos os anos, sempre no último bimestre do período letivo, com o objetivo de fortalecer o desenvolvimento dos alunos e produzir conhecimento. Durante o evento, são expostos projetos científicos de alunos do 6 ao 9º ano do Ensino Fundamental e de todas as séries do Ensino Médio do CAEL. Os trabalhos servem como nota final do bimestre para todas as disciplinas, além de haver uma premiação para os três melhores trabalhos de cada curso.

Educação Infantil expõe trabalhos matemáticos no pátio do CAEL

 

Mostra temática da Turma da Mônica reúne atividades lúdicas desenvolvidas durante o ano letivo

Da Redação
emfoco@feuc.br

Exposição contempla atividades com jogos e brincadeiras montadas em cima do universo da Turma da Mônica. (Foto: Gian Cornachini)

Exposição contempla atividades com jogos e brincadeiras montadas em cima do universo da Turma da Mônica. (Foto: Gian Cornachini)

A Educação Infantil do CAEL está com uma exposição sobre matemática montada no pátio do CAEL, na FEUC. A mostra é a tradicional Expomática, que acontece sempre no segundo semestre do ano e exibe trabalhos de estudantes do Berçário até o Pré II, com faixa de idade entre 4 meses e 5 anos. Todas as atividades foram desenvolvidas em cima da comemoração dos 50 anos da Turma da Mônica, de Maurício de Sousa.

Veja também:
- ‘Corredor Literário’ é aberto com presença de escritora e ex-aluna do CAEL

Exposição ficará montada até a próxima terça-feira, dia 29. (Foto: Gian Cornachini)

Exposição ficará montada até a próxima terça-feira, dia 29. (Foto: Gian Cornachini)

Aprender brincando é uma das características do ensino lúdico. Com este método, as crianças do Colégio têm desenvolvido suas competências cognitivas, e a Expomática é um resumo de todas as brincadeiras educativas que elas vêm aprendendo na escola, como explica a coordenadora pedagógica da Educação Infantil, Ester Bendelack: “A gente percebe que, através do lúdico, das brincadeiras e dos jogos, os alunos retêm o conhecimento e conseguem levar vários desses conceitos aprendidos para o Ensino Fundamental, como a geometria, adição e algumas contas simples”, explica Ester. “Essa exposição é uma mostra dos trabalhos que foram construídos para que eles pudessem adquirir esses conceitos de maneira que atingissem um aprendizado eficiente”, afirma ela.

Todo o processo de desenvolvimento dos trabalhos à mostra na Expomática foi fotografado. Ao lado de cada um deles, uma galeria de fotos apresenta o envolvimento das crianças com a atividade. Também estão descritos o que são esses trabalhos e quais as contribuições que eles oferecem para a formação cognitiva e social da criança.

A exposição ficará montada até a próxima terça-feira, dia 29, e estão convidados a visitá-la os pais dos alunos da Educação Infantil, estudantes do CAEL e das FIC, professores e funcionários da instituição, além de membros da comunidade externa.

‘Corredor Literário’ é aberto com presença de escritora e ex-aluna do CAEL

 

Trabalhos resultantes das atividades desenvolvidas em cima dos 50 anos da Turma da Mônica estão expostos em frente à Secretaria do Colégio

Por Gian Cornachini
emfoco@feuc.br

Qualquer pessoa que caminhe pelas instalações da FEUC pode conferir a exposição.(Foto:Gian Cornachini)

Qualquer pessoa que caminhe pelas instalações da FEUC pode conferir a exposição.
(Foto:Gian Cornachini)

O corredor principal do CAEL está repleto de arte infantil. Desde ontem, dia 19, e até a próxima segunda-feira, dia 23, ficará montado o “Corredor Literário”, cenário composto por pinturas, desenhos e textos de crianças do 1º ao 5º ano do Ensino Fundamental. A mostra reúne trabalhos realizados durante as atividades que os estudantes desenvolveram em cima da comemoração dos 50 anos da Turma da Mônica, de Maurício de Sousa. Qualquer pessoa que transitar pelas dependências da FEUC poderá conferir a exposição, que está montada em frente à secretaria do CAEL.

Crianças também trabalharam com assuntos ligados ao 'bullying'.(Foto: Gian Cornachini)

Crianças também trabalharam com assuntos ligados ao ‘bullying’.
(Foto: Gian Cornachini)

“No primeiro semestre, levamos as crianças para assistirem ao musical da Turma da Mônica, no Theatro Net. E, durante o ano, a gente vem explorando as diversas possibilidades que a obra infantil pode dar para nós, entrelaçando com os conteúdos e aprendizagem das crianças”, explica Sonia Ferreira Larrubia Folema, supervisora pedagógica do Ensino Fundamental. Com os personagens dos famosos gibis infantis, é possível fazer uma ponte até com questões sociais, como o bullying: “Tem o Cebolinha, que fala errado; o Chico Bento, que é do interior e que tem toda uma característica diferente de nós, da cidade, tanto no jeito de se vestir como em sua linguagem”, lembra Sonia. “Trabalhamos a temática de diferenças em sala de aula, que é uma questão que deve ser levantada sempre, ainda mais entre os alunos do 4º e 5º anos, que são muito críticos em relação a eles e aos outros também”, observa.

Contação de história na abertura

As crianças do Ensino Fundamental I tiveram uma surpresa agradável na abertura do Corredor Literário. A ex-aluna do CAEL Mariana S. Silva-Buck, formada no Ensino Médio Regular em 2000, é fotógrafa e escritora nos Estados Unidos e veio ao Brasil lançar a versão em português de “As Aventuras de Zandor”, seu primeiro livro infantil.

Em três sessões de quase uma hora de interação com as crianças, Mariana leu seu livro, distribuiu autógrafos, respondeu perguntas e tirou fotos com os alunos do 1º e 2º anos, depois com os do 3º, 4º e 5º anos, e à tarde com os estudantes do 1º e 2º anos.

Mariana veio ao Brasil para lançar seu primeiro livro infantil. (Foto: Gian Cornachini)

Mariana veio ao Brasil para lançar seu primeiro livro infantil. (Foto: Gian Cornachini)

A autora ficou emocionada em participar de um evento no Colégio, agora como escritora: “É muito surreal voltar ao CAEL. A escola está muito diferente, cresceu”, nota Mariana. “Quando eu estava falando com as crianças, veio à memória a imagem de mim em sala de aula, ouvindo os professores, tendo esses momentos com convidados na escola. E, agora, eu sou a convidada!”, comemora ela.

Crianças ganharam autógrafos da ex-aluna do CAEL. (Foto: Gian Cornachini)

Crianças ganharam autógrafos da ex-aluna do CAEL. (Foto: Gian Cornachini)

“As aventuras de Zandor” conta a história de Zandor, um cachorrinho de 5 anos da raça jack russel que leva a vida de forma aventureira. O personagem foi inspirado em seu próprio animal de estimação, que acompanha os passeios de Mariana com sua família pelos Estados Unidos e, inclusive, no Brasil. A escritora sempre observa o bichinho enquanto passeia com ele e imagina como seria se o cão estivesse em sua própria aventura. Foi desses momentos que surgiu o enredo.

Para os interessados em adquirir um exemplar de “As Aventuras de Zandor”, Mariana deixou dez livros à venda na coordenação do Ensino Fundamental. O valor é de R$ 25,00. Uma porcentagem da renda será revertida para um orfanato de Campo Grande. Já as versões digital e impressa na língua inglesa podem ser adquiridas no site da Amazon pelo endereço http://www.amazon.com/The-Adventures-of-Zandor-ebook/dp/B00C9IWPSQ

Muito além dos livros e cadernos

 

Profissionais como nutricionista, orientadora educacional, enfermeira e fonoaudióloga estão a postos para garantir o bem-estar do aluno na execução de suas atividades diárias

Da redação
emfoco@feuc.br

Um aluno que desmaia com frequência; outro que não consegue acompanhar a fala do professor e se dispersa; um terceiro que até presta atenção, mas retém pouca coisa. Já se foi o tempo em que tudo isso poderia passar despercebido ou ser tratado como preguiça ou mera indisciplina. Com o time de especialistas em atuação também fora das salas de aula no CAEL – como fonoaudióloga, orientadora, enfermeira e nutricionista – esses pequenos problemas são detectados antes que se tornem grandes e atrapalhem a vida de crianças e jovens nos estudos. “E tratados da maneira mais transparente possível, unindo forças da escola, da família e do próprio aluno” diz a diretora Regina Sélia Iápeter.

Regina explica que, além de dar suporte aos estudantes, a função desses profissionais também é a de promover a integração da família com a escola. Cecília Laranjeira, orientadora educacional do Ensino Médio e Técnico, ressalta o papel de sua especialidade: “Embora os professores também estejam voltados para isso, cabe ao orientador fazer a supervisão das questões de relacionamento entre todos na escola e cuidar para que haja um ambiente propício ao crescimento pessoal e profissional, tanto do ponto de vista individual quanto coletivo”.

Casos de atritos entre alunos ou entre eles e professores são as ocorrências mais comuns a demandar a intervenção do orientador, mas Cecília conta que também é feito um trabalho preventivo, para evitar que se chegue ao atrito: “Há a figura do aluno representante e do professor conselheiro em cada turma para justamente incentivar o diálogo”, diz.

Outra frente em que esses profissionais atuam é na detecção antecipada de problemas. A fonoaudióloga Daniele Anjo já observou crianças no berçário com dificuldades auditivas que as famílias ainda não haviam percebido. E já chamou a atenção de pais para razões simples que levam ao mau rendimento escolar, mas que poucos notam: “Uma criança que vive com nariz entupido e respirando pela boca, por exemplo, terá não somente dificuldade de se concentrar, por falta de oxigenação, como pode desenvolver anomalias na fala”, ensina Daniele, que também é dentista e promove campanhas de saúde bucal na escola.

Enfermeira e coordenadora do Centro Médico, dona Armelina Guimarães Oliveira volta e meia recebe estudantes com pequenas dores, ferimentos ou mal-estar. Ela faz o atendimento de sua competência e, quando isso não basta, chama o responsável e/ou encaminha para atendimento médico em uma clínica conveniada do seguro saúde da instituição.

Na creche, os pequenos Luiz Miguel, Maria Roberta e Joaquim observam o preparo de salada de frutas e aprendem com Fernanda sobre as vitaminas (Foto: Gian Cornachini)

Na creche, os pequenos Luiz Miguel, Maria Roberta e Joaquim observam o preparo de salada de frutas e aprendem com Fernanda sobre as vitaminas (Foto: Gian Cornachini)

Em alguns casos, uma “junta de especialistas” chega a se formar para atuar na solução. “Foi o caso de uma menina que desmaiava com frequência”, lembra Suellen Oliveira, orientadora educacional da Educação Infantil e do Fundamental: “A professora observou isso e me passou. Dona Armelina também comentou que a coisa era muito frequente. Os colegas contaram que a estudante não se alimentava, e houve suspeita de bulimia. Conversei com a jovem e com a família e pedi ajuda à nossa nutricionista”, relata. Fernanda Rosa dos Santos, a nutricionista, descobriu que era um hábito da família não tomar o café da manhã. Ela orientou a jovem e os pais sobre a importância dessa primeira refeição e o problema foi resolvido.

Para prevenir casos assim, Fernanda faz um trabalho de avaliação e orientação nutricional desde o berçário. Ela examina as crianças e prescreve os cardápios de acordo com o desenvolvimento e o estado nutricional e de saúde de cada um. Além disso, promove sessões de preparo de alimentos simples – como saladas de frutas e bolos – para estimular a curiosidade e o gosto dos pequenos pelos alimentos saudáveis. Um jeito gostoso de ensinar e aprender.