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CAEL recebe palestra sobre drogas com sargento do Proerd

 

Militar falou por cerca de 2 horas com estudantes do 9º ano do Fundamental e 1º ano do Médio sobre os diferentes tipos de drogas e seus riscos à saúde

Por Gian Cornachini
gian@feuc.br

O 2º Sargento Luciano, da PMERJ, alertou sobre os problemas envolvidos no uso de drogas. (Foto: Gian Cornachini)

O 2º Sargento Luciano, da PMERJ, alertou sobre os problemas envolvidos no uso de drogas. (Foto: Gian Cornachini)

O Programa Educacional de Resistência às Drogas (Proerd), presente em todos os estados brasileiros desde 2002, atua no esclarecimento e prevenção ao uso de drogas por crianças e adolescentes. A partir de palestras ministradas por um policial militar treinado, os jovens são orientados no Proerd a evitar o contato com os diferentes tipos de droga, com o objetivo de ficar longe do vício, do crime e de acidentes. Foi com este intuito que o 2º Sargento Luciano, da Polícia Militar do Estado do Rio Janeiro (PMERJ) e integrante do Proerd, veio ao CAEL hoje, dia 21 de junho, para conversar com os estudantes. Abaixo, você confere um resumo das informações repassadas aos alunos pelo militar:

O que são drogas?

Todas as substâncias que, não sendo alimento, em contato com o organismo causam alteração na mente e/ou no corpo.

Qual é a pior droga?

Nem o crack, maconha, cigarro ou álcool. De acordo com o 2º Sargento Luciano, “a pior droga que existe é aquela que você experimenta pela primeira vez”, pois, segundo ele, “é a porta de entrada para drogas mais fortes”.

Quais são os tipos de drogas?

Existem drogas lícitas (permitidas por lei) e ilícitas (cuja comercialização é proibida), e elas são divididas em três classificações, de acordo com seu efeito. São elas as estimulantes, como a cafeína, a nicotina e a cocaína, que aumentam a atividade cerebral; as depressoras, como o álcool, os antidepressivos e a morfina, que diminuem as atividades cerebrais, deixando o indivíduo mais devagar; e as perturbadoras, como a maconha, o LSD e o chá de cogumelo, que distorcem as atividades cerebrais e os sentidos, causando alucinações.

Quais são os tipos de drogas?

Há quatro classificações para usuários de drogas. São elas os usuários recreativos, aqueles que consomem de uma maneira muito episódica um produto tóxico, mantendo suas atividades e funções sociais e profissionais sem comprometimento; os usuários ocasionais, aqueles que têm uso de drogas mais repetitivo, mas onde o equilíbrio sócio-familiar e escolar ainda não foram comprometidos; os usuários semi ocasionais, aqueles onde um ou mais sinais alertam fragilidade; e os usuários dependentes, que são aqueles em que seu mundo passa a girar ininterruptamente em torno da droga, tendo todas as outras relações sociais comprometidas.

Quais os efeitos das drogas no organismo?

- Álcool: afeta o fígado, o sistema digestório, cardiovascular e os membros inferiores, causando doenças como hepatite alcoólica, cirrose, gastrite, hipertensão, problemas no coração e problemas circulatórios.

- Cigarro: a fumaça do cigarro contém mais de 4,7 mil substâncias tóxicas que comprometem o sistema respiratório, causando pneumonia, enfisema pulmonar, derrame cerebral e até mesmo câncer, pois 48 substâncias do cigarro são altamente cancerígenas.

- Cocaína: o usuário tem uma sensação de grande prazer, euforia e de poder. Ela gera dependência e altas doses levam à overdose, convulsão e morte.

- Crack: feita de uma mistura da sobra da cocaína com bicarbonato de sódio, pode ser cinco vezes mais forte que a cocaína. Os efeitos começam em torno de cinco segundos e duram até 10 minutos, e seu uso está associado à insônia, depressão, taquicardia e convulsões.

2º Sargento Luciano: "Pode parecer que álcool não é droga, mas é. E é a maior causa de morte no trânsito". (Foto: Gian Cornachini)

2º Sargento Luciano: “Pode parecer que álcool não é droga, mas é. E é a maior causa de morte no trânsito”. (Foto: Gian Cornachini)

Quais os motivos que levam os jovens a usar drogas?

De acordo com o 2º Sargento Luciano, muitos jovens acabam experimentando algum tipo de droga por curiosidade, por sofrer pressão em casa, por achar que muitos fazem o mesmo, para se divertir, para esquecer os problemas, por medo de dizer “não” aos amigos ou por não se sentirem bem consigo mesmos.

No entanto, para ele, um dos grandes estimulantes ao uso são os amigos que já fazem uso de drogas: “Procurem não andar com gente que faz coisa errada. A vida lá fora não é legal. Já presenciei acidente, troca de tiro, assassinato. Fiquem longe disso”, alertou ele, lembrando: “Pode parecer que álcool não é droga, mas é. E é a maior causa de morte no trânsito”.

Estudantes do CAEL arrecadam alimentos para orfanato

 

Grupo também levou sapatos, brinquedos e outros objetos para ajudar as crianças do abrigo A Minha Casa, de Campo Grande

Por Gian Cornachini
gian@feuc.br

Alunos do curso técnico em Enfermagem do CAEL levaram hoje, dia 21 de junho, alimentos e objetos arrecadados para o abrigo A Minha Casa, de Campo Grande. A ação social fez parte do Projeto Cultural desenvolvido este ano no Colégio e que tem como tema “Construindo pontes, não muros — Valores e Virtudes: preconceito e cidadania”. Localizado na Estrada do Moinho, nº 135, o orfanato acolhe, atualmente, cerca de 40 crianças que aguardam por adoção.

Alunas posam em sala educacional do abrigo "A Minha Casa", após entrega do material arrecadado. (Foto: Gian Cornachini)

Alunas posam em sala educacional do abrigo “A Minha Casa”, após entrega do material arrecadado. (Foto: Gian Cornachini)

“Estamos fazendo a nossa feira cultural e, este ano, surgiu a ideia de fazer esse trabalho social por conta da discriminação que pessoas de diferentes grupos sofrem, como idosos e órfãos”, explicou a professora de Língua Portuguesa Lúcia Piorotti, que acompanhou o grupo de estudantes até o abrigo para fazer a entrega do material arrecadado. “Vir a esse orfanato é uma forma de mostrar a realidade fora da escola, e num país marcado pela desigualdade social e violência, precisamos implantar projetos para reestruturação social, cultural e educacional. E a gente vê que consegue atingir os objetivos ao ver o brilho no olho dos alunos fazendo esse trabalho”, completou a professora, animada após a entrega.

Ainda no CAEL, estudantes juntam material arrecadado para levar ao orfanato. (Foto: Gian Cornachini)

Ainda no CAEL, estudantes juntam material arrecadado para levar ao orfanato. (Foto: Gian Cornachini)

A aluna Giovanna Souto, do 3º ano do curso, contou sobre a percepção que teve ao ficar mais próxima da realidade de crianças órfãs: “Ficamos indignadas com a situação atual, triste por ser algo que a maioria das pessoas finge que não existe”, apontou ela, porém contente pela colaboração que seu grupo teve durante a arrecadação: “Parece pouco se apenas um de nós doar, ajudar. Mas, de um em um, nós conseguimos formar uma multidão de pessoas que não vão fechar os olhos. Se apenas uma pessoa fizer algo bom ao próximo, isso já muda o dia de alguém. Imagina se todos nós fizéssemos”, ressaltou Giovanna.

As amigas Isabele Santos, Isabelle Brandão e Giovanna Souto posam com faixa do Projeto Cultural, no abrigo A Minha Casa. (Foto: Gian Cornachini)

As amigas Isabele Santos, Isabelle Brandão e Giovanna Souto posam com faixa do Projeto Cultural, no abrigo A Minha Casa. (Foto: Gian Cornachini)

As amigas Isabelle Brandão e Isabele Santos, também do 3º ano, concordaram com a fala de Giovanna e acrescentaram seu ponto de vista: “É importante falar desse assunto, porque as crianças são o nosso futuro. Hoje, estamos fazendo essa ação, mas amanhã serão elas”, disse Isabelle Brandão. “E também aprendemos a ser uma pessoa melhor, ter amor ao próximo, buscando, a cada dia, olhar para as necessidades do outro”, afirmou Isabelle Santos.

CAEL: Alunos de administração visitam fábrica da Nestlé, em SP

 

Atividade extracurricular proporcionou uma noção empírica de uma grande empresa

Por Gian Cornachini
gian@feuc.br

Imagine uma grande fábrica, repleta de uma enorme linha de produção de… chocolates! Se você pensou na Fantástica Fábrica de Chocolate, chegou bem perto. Na verdade, trata-se da fábrica de chocolates da Nestlé, localizada em Caçapava, no interior de São Paulo – destino em que nossos estudantes do curso técnico em Administração do CAEL se aventuraram, ontem, dia 27 de abril. Os alunos percorreram mais de 300 quilômetros (4h30min de viagem por trecho) para ver, de perto, o processo industrial de uma empresa de grande porte.

Estudantes aprenderam sobre o processo da fabricação de chocolates. (Foto: Alessandra de Souza) Estudantes aprenderam sobre o processo da fabricação de chocolates. (Foto: Alessandra de Souza)

O tour Nestlé Chocolover foi um verdadeiro desafio de dar água na boca. Os estudantes puderam ver o passo a passo da fabricação de chocolates e bombons, entender como funcionam as plantações de cacau e ter dimensão de como é o processo organizacional, desde o cacau moído até a embalagem, para obter um produto a partir de uma linha de produção em série.

CAEL - Visita tecnica na Nestle Chocolates 8

Coordenadora do curso aproveitou para fazer um registro divertido na fábrica. (Foto: Arquivo Pessoal/Alessandra de Souza)

A coordenadora do curso, professora Alessandra Cardoso de Souza, explica a motivação de realizar a atividade com os alunos: “A importância dessa visita é a de agregar valores pessoais e profissionais aos nossos alunos, além de motivá-los para o exercício futuro da profissão nas áreas afins”, explicou a professora. “Queríamos que eles visualizassem, na prática, a teoria aprendida em sala de aula, sobre um processo de produção através de um trabalho de excelência”, observou.

E foi exatamente isso que os estudantes conseguiram extrair da atividade, como afirma Mariana Aguiar, do 3º ano do técnico em Administração: “Fomos super bem-recepcionados, e podemos ver toda a produção da fábrica, coisa que eu, pelo menos, nunca havia visto. E a primeira coisa que eu fiz quando saímos de lá foi falar para uma amiga sobre a produção em série que estudamos no 1º ano, e que lá era muito mais mecanizada do que manual”, contou a aluna.

Por motivos de segurança, não foi permitido fotografar dentro da fábrica, onde acontece o processo industrial. Mas foi liberado a fotografia em alguns dos espaços. O álbum completo da visita você confere em nossa página no Facebook, clicando aqui.

Páscoa no CAEL: além de ovos de chocolate

Alunos da Educação Infantil e do Fundamental I do CAEL fazem apresentação de Páscoa para familiares e responsáveis

Por Gian Cornachini
gian@feuc.br

A Páscoa já passou, mas o aprendizado é para a vida toda. Na quarta-feira da semana passada (dia 12 de abril), estudantes da Educação Infantil e do Fundamental I fizeram uma belíssima apresentação, para os familiares e responsáveis, sobre o sentido da Páscoa. Cada turma ficou responsável por estudar um dos aspectos que envolvem o feriado e a história por trás da data, que celebra a ressurreição de Jesus Cristo, figura importante para o Cristianismo. Por meio de música, dança, jogral e uma peça teatral, os alunos abordaram a importância do amor, da amizade e do ato de compartilhar.

Em clima de amizade, alunos celebram valores da data comemorativa. (Foto: Gian Cornachini)

Em clima de amizade, alunos celebram valores da data comemorativa. (Foto: Gian Cornachini)

“A Páscoa é uma festa cristã, existe um feriado para isso e as crianças ficam em casa. Então, elas precisam saber o porquê de não terem vindo à escola neste dia, a história por trás da data”, disse Esther Bendelack, coordenadora da Educação Infantil do CAEL. “Mas, o principal de nossa atividade foi trabalhar a troca, e que não precisa, necessariamente, ser de ovos, que são muito caros. Não queremos ensinar o consumismo, mas outros valores, como compartilhar o lanche durante o café da manhã”, explicou.

O álbum de foto da atividade está disponível em nossa página no Facebook. Para vê-lo, clique aqui.

 

Professor de História do CAEL é destaque no YouTube

 

Arão Alves, graduado e pós-graduado na FEUC, faz vídeos para a internet e ajuda estudantes de todo o Brasil a passar no vestibular

Por Gian Cornachini
gian@feuc.br

O fluxo de conhecimento compartilhado por um professor, geralmente, é paralisado por uma questão física: as aulas têm horário de início e fim, assim como o expediente da escola. Mas há quem consiga subverter isso de alguma maneira e ultrapassar esses limites físicos e temporais. Estamos falando do professor Arão Alves, que desde 2000 leciona História no CAEL.

Com bastante experiência em sala de aula, Arão está no CAEL desde 2000. (Foto: Gian Cornachini)

Com bastante experiência em sala de aula, Arão está no CAEL desde 2000. (Foto: Gian Cornachini)

Formado em Ciências Sociais e História pela FEUC, e também pós-graduado por nossa instituição, Arão faz parte de um grupo social que muitos não conseguiriam entrar: os desinibidos. Isso mesmo. Os “sem vergonha” — no bom sentido da expressão. Pronto para experimentar novos caminhos além dos tradicionais, o professor decidiu botar a cara na web e expandir suas aulas para a internet, podendo, assim, ajudar estudantes não só do CAEL, mas de todo o Brasil, a compreender melhor temas importantes de sua área do conhecimento.

O Blog do Professor Arão Alves já existia há 6 anos quando o docente ousou dar um passo além e criar conteúdo em vídeo para o YouTube. Primeiramente, em seu canal pessoal e, recentemente, em um espaço mais profissional chamado “História em Gotas: Sua dose de conhecimento”.

Canal do professor Arão no YouTube. (Imagem: Reprodução)

Canal do professor Arão no YouTube. (Imagem: Reprodução)

“Eu comecei a fazer um blog com o objetivo de passar material para os alunos. Aí eu tive a ideia de fazer vídeos mais curtos e mandava o link para os alunos, para complementar a aula”, conta Arão, que abraçou de vez a ideia de se tornar um professor “youtuber”: “O retorno dos alunos foi sendo muito legal, então eu comecei a aprender sobre edição de vídeo, para fazer melhor”.

O bom trabalho do professor tem rendido muitos depoimentos de pessoas elogiando a qualidade do material, que é capaz de ajudar até mesmo quem sonha em passar no vestibular para uma boa universidade.

Estudante relata experiência com o canal. (Imagem: Reprodução/YouTube)

Estudante relata experiência com o canal. (Imagem: Reprodução/YouTube)

“Você vê a felicidade de uma pessoa, e que foi você quem colaborou com isso. É muito emocionante. Quem é professor, sabe o valor de ajudar a realizar sonhos de pessoas, e que sequer você irá conhecê-las”, diz Arão.

Mas nem todo conhecimento compartilhado na internet é tão bom assim. O professor alerta que vivemos em uma sociedade que se preocupa mais com a estética do que com a qualidade do conteúdo. E isso pode ser bastante perigoso.

“As pessoas têm dificuldade em perceber onde tem qualidade e, às vezes, cai dentro de coisas que não são bem seguras. A internet está cheia de informação. Mas até que ponto essa informação é realmente conhecimento, tem base, ou é apenas uma opinião?”, alerta o professor.

Arão: "As pessoas têm dificuldade em perceber onde tem qualidade e, às vezes, cai dentro de coisas que não são bem seguras". (Foto: Gian Cornachini)

Arão: “As pessoas têm dificuldade em perceber onde tem qualidade e, às vezes, cai dentro de coisas que não são bem seguras”. (Foto: Gian Cornachini)

Segundo ele, o ideal na hora de procurar material online para complementar os estudos é verificar se quem compartilhou a informação é um especialista na área, principalmente porque, para Arão, vivemos um momento complicado de nossa História:

“A História no Brasil está sendo colocada para o canto, desvalorizada por interesses políticos. Aos poucos, é apresentada a nós uma História que agrada e que não tem base científica. E aí você constrói uma memória histórica extremamente problemática”, criticou ele.

Quem quiser ficar por dentro de diversos temas de História, e com a chancela de qualidade de um especialista na área, basta seguir o canal História em Gotas no YouTube (clique aqui para acessá-lo), com vídeos novos todos os sábados, às 18h. E a melhor parte: é de graça e está pronto para ser visto e revisto a qualquer momento e de qualquer lugar.

Seletro aproxima estudantes do mercado de trabalho

A 6ª Semana dos cursos Técnicos em Automação Industrial e Eletrotécnica do CAEL trouxe temas relevantes e visão de mercado aos estudantes

Por Pollyana Lopes

Aconteceu, nos dias 13 e 14 deste mês, a 6ª Semana dos cursos Técnicos em Automação Industrial e Eletrotécnica do CAEL, a Seletro VI. O evento é mais uma das atividades desenvolvidas pela escola no sentido de debater temas atuais e relevantes para suas áreas de formação, e de aproximar os estudantes do mercado de trabalho. Nas palestras, foram discutidos temas como Sistemas de Posicionamento Dinâmico Offshore, Energias Alternativas e os Sistemas de Interface Homem Máquina.

Luiz Fernando Freire atualmente trabalha em um empresa de automação e falou sobre softwares de Sistemas de Supervisão e Aquisição de Dados. (Foto: Pollyana Lopes)

Luiz Fernando Freire atualmente trabalha em um empresa de automação e falou sobre softwares de Sistemas de Supervisão e Aquisição de Dados. (Foto: Pollyana Lopes)

O objetivo do evento, como explica o professor e coordenador do Técnico em Eletrotécnica, Diógenes Rocha, é apresentar, aos estudantes, a visão de profissionais experientes sobre o mercado. “O objetivo é justamente orientar, mostrar a vida profissional aos estudantes para que eles tenham uma noção do que eles vão encontrar lá fora, do que realmente faz aquele profissional, do que é exigido dele, quais atribuições ele recebe, e quais qualificações são importantes”.

A iniciativa é enaltecida pelos palestrantes. “Eu acho muito bacana essa troca de conhecimento, e deveria ser uma coisa constante. O aluno não precisa se deslocar para fazer uma orientação profissional com psicólogo se na escola ele tem uma semana em contato com diversos profissionais, de diversas áreas, para poderem orientar os jovens”, comentou Artur Cesar de Oliveira Ribeiro, engenheiro de Automação e Controle, que falou sobre Energias Alternativas.

Artur Cesar trouxe, para mostrar aos estudantes, o protótipo de placa de energia solar, que o professor Diógenes Rocha exibe orgulhoso. (Foto: Pollyana Lopes)

Artur Cesar trouxe, para mostrar aos estudantes, o protótipo de placa de energia solar, que o professor Diógenes Rocha exibe orgulhoso. (Foto: Pollyana Lopes)

Artur também defendeu a importância de sua área justificando que o país precisa diversificar a matriz energética para modos de produção com menos impactos ambientais. O tema despertou o interesse de estudantes como Erickson Rafael Villa de Oliveira, do 3º ano de Informática que, ao final da palestra, foi conversar com o palestrante sobre as placas de energia solar que ele viu em Campo Grande e sobre modos mais eficientes de utilizá-las. “Eu me interesso bastante pelo tema energia alternativa, ainda mais para analisar o aspecto político delas no Brasil”, declarou.

Mais um palestrante que aprova e estimula eventos como a Seletro é Luiz Antônio Pereira de Azevedo, que é engenheiro de Sistemas de Computação e trabalha em uma empresa petrolífera com ênfase em aplicações offshore e só este ano conseguiu um espaço na agenda para, enfim, aceitar o convite da professora Kattia Medeiros, Coordenadora dos Cursos Técnicos em Eletrônica e Automação. “Eu não tive, na minha época, essa oportunidade de alguém vir e fazer uma palestra sobre o mercado de trabalho. Então eu acho muito importante tentar passar um pouco da minha experiência, da minha vivência, para os alunos que estão prestes a entrar nesse mercado”, revelou.

Luiz Antônio destacou, em sua fala, a importância da postura profissional ética e pró-ativa dentro no ambiente corporativo. (Foto: Pollyana Lopes)

Luiz Antônio destacou, em sua fala, a importância da postura profissional ética e pró-ativa dentro no ambiente corporativo. (Foto: Pollyana Lopes)

Luiz Antônio também destacou um aspecto importante para os estudantes do CAEL: “A formação em nível técnico é fundamental. Na minha visão, hoje, o Brasil precisa de mais técnicos, não de muitos engenheiros”, avaliou.

A Seletro VI contou, ainda, com um churrasco de confraternização animado e informal, como encerramento.

Química do CAEL ganha prêmio em evento científico regional

Estudantes levam trabalho apresentado na EXPO X de 2015 para outros encontros e conquistam reconhecimento

Por Pollyana Lopes

Todos os anos, a EXPO X desafia os alunos do CAEL a colocarem em prática o conhecimento adquirido em sala de aula, e também a criatividade, na produção de trabalhos originais e inovadores. Foi a partir desse incentivo que as alunas Gabriella Lucena, Ana Paula de Oliveira e Beatriz Farias realizaram o trabalho “Obtenção de insumos industriais a partir de alumínio reciclado: economia e sustentabilidade”, que foi classificado em primeiríssimo lugar na EXPO X de 2015. Com isso, conquistou uma vaga na tradicional Feira Brasileira de Ciências e Engenharia (Febrace), realizada em São Paulo. Mas as meninas não pararam por aí e inscreveram o projeto – que descreve como extrair um sal inorgânico (o aluminato de sódio) de embalagens de alumínio descartadas, com a finalidade de utilizá-lo como um coagulante em estações de tratamento de água – no XV Encontro da Regional Rio de Janeiro da Sociedade Brasileira de Química, que aconteceu na UFRJ, em abril.

As estudantes exibem, orgulhosas, os certificados de participação na Febrace e o prêmio do Encontro Regional da Sociedade Brasileira de Química. (Foto: Pollyana Lopes)

As estudantes exibem, orgulhosas, os certificados de participação na Febrace e o prêmio do Encontro Regional da Sociedade Brasileira de Química. (Foto: Pollyana Lopes)

Empolgadas com o aceite do trabalho, elas participaram da feira nos dois dias, mas não ficaram para a premiação, que aconteceria apenas na parte da noite do último dia. Qual não foi a surpresa quando uma das alunas recebeu, em casa, algumas semanas depois, o Prêmio  ngelo da Cunha Pinto, entregue aos três melhores trabalhos apresentados.

“A gente participou da feira e tudo mais, mas como o evento aconteceu no Fundão, ficaria muito tarde para a gente voltar para Campo Grande. Aí, um mês depois chegou o prêmio na minha casa, do nada, eu nem acreditei. Liguei pra uma, liguei para a outra, a gente começou a gritar dentro de casa”, contou Ana Paula.

“Eu estava dormindo, achei que fosse algum cartaz, não conseguia entender direito o que ela estava falando. Só quando eu abri nosso grupo na internet, li as mensagens e vi as fotos do prêmio que eu entendi”, acrescentou Beatriz.

 O projeto das jovens foi escolhido entre os 279 trabalhos inscritos e foi um incentivo a mais para que elas, que hoje estão no 3º ano do Ensino Médio, investissem na área. Ainda em dúvida sobre qual graduação cursar, elas se dividem entre Química Industrial, Engenharia Química e Biomedicina. Enquanto o momento da escolha não chega, elas se preparam para levar o trabalho para mais um encontro científico, a IV Semana de Pesquisa, Tecnologia e Inovação da Reunião Anual de Iniciação Científica da UFRRJ (RAIC 2016), ainda este mês.

Dia da Publicidade do CAEL: aprendendo e praticando

Organizado pelos estudantes do terceiro ano, que colocam em prática os ensinamentos aprendidos em sala, o evento contou com palestras, a experiência de “um dia em uma agência publicitária” e um almoço coletivo

Por Pollyana Lopes

Em 1 de fevereiro é comemorado o Dia do Publicitário. Para marcar a ocasião, todos os anos o curso Técnico em Publicidade do CAEL comemora a data. Mas, como o evento é atividade prática da disciplina ministrada no 3º ano, Produção de Eventos, a celebração acontece em outro dia. Este ano, no dia 20 de maio, manhã e tarde dos alunos do curso foram ocupadas com uma série de atividades.

“O objetivo desse evento é que eles coloquem em prática o que eles estão aprendendo em sala de aula. E o objetivo de trazer pessoas de fora é pra mostrar como é a experiência desses profissionais, como eles trabalham”, explicou a professora Luciane de Rezende Souza, coordenadora do curso de Publicidade. “Fica tudo na mão deles! A professora de eventos, Djanira Barbosa, vai gerenciando em sala e eu em paralelo, vendo a parte burocrática. Tudo isso para que eles possam, no futuro, trabalhar nessa área de produção de eventos, que está crescendo muito nos últimos tempos”, complementou Luciane.

Dia da Publicidade - FEUC - CAEL (1)

Após a abertura oficial, as palestras de Hélcio Peynado e Vitor de Oliveira trataram, respectivamente, sobre a fotografia na publicidade e as diferenças entre marketing e publicidade.

Hélcio trabalhou em agências publicitárias por muitos anos e, há treze anos, decidiu montar um curso de fotografia em Campo Grande. Ele levou câmeras antigas adquiridas em feiras, pela internet ou recebidas como presente de amigos e, em sua fala, fez um histórico do uso de fotos pela publicidade, destacando determinadas indústrias que fizeram campanhas inovadoras e marcantes. Ele também ressaltou a importância de se manter investimentos em propagandas no momento em que as empresas estão em baixa no mercado.

“Em época de crise o grande erro que os clientes cometem é parar de fazer propaganda. É um tiro no pé! Quando você tem uma crise, tem problemas econômicos, tem recessão, mas vocês têm que embutir na cabeça do cliente de vocês que a hora que ele mais precisa é justamente quando ele tem menos dinheiro”, reforçou.

Vitor se formou Técnico em Publicidade pelo CAEL em 2008 e hoje trabalha no setor de marketing da Unimed. (Foto: Pollyana Lopes)

Vitor se formou Técnico em Publicidade pelo CAEL em 2008 e hoje trabalha no setor de marketing da Unimed. (Foto: Pollyana Lopes)

A palestra de Vitor de Oliveira, egresso do curso Técnico em Publicidade do CAEL, começou de maneira diferente: logo no primeiro slide que passou, o analista de marketing esclareceu que os estudantes poderiam permanecer com os celulares ligados e explicou a importância, para os profissionais de comunicação, de estarem conectado com o mundo, mas com clareza do que isso significa: “Se conectar é abrir o G1, se conectar é abrir o New York Times, se conectar é se atribuir um conhecimento”, disse.

A partir da contribuição dos estudantes, Vitor também definiu publicidade e diferenciou a atividade do marketing. “Se vocês tiverem que dizer em poucas palavras o que é publicidade, publicidade é a comunicação de uma ideia”, explicou, em oposição a ideia do marketing: “quando eu falo de marketing eu estou falando em provocação de experiência”.

E para colaborar no entendimento dos alunos sobre o próprio papel, Vitor falou sobre a expectativa do mercado em relação aos profissionais de publicidade: “O que a gente precisa aprender nesse curso é entender de comportamento humano, é entender o comportamento do usuário de internet, é entender como as pessoas pensam. É isso que o mercado precisa: pessoas que entendam de pessoas”.

Agência Vermelha foi a vencedora com proposta com fotografia de noiva e carro de luxo. (Foto: Pollyana Lopes)

Agência Vermelha foi a vencedora com proposta com fotografia de noiva e carro de luxo. (Foto: Pollyana Lopes)

Depois das palestras, os estudantes foram divididos em três equipes: as agências Verde, Azul e Vermelha. Cada equipe também foi desmembrada em três grupos, que simulavam os setores de uma agência de publicidade: Atendimento, Criação e Produção, e Mídia. Todos deviam apresentar, ao final de alguns minutos, o projeto de uma campanha publicitária do curso de fotografia Hélcio Peynado. A equipe escolhida foi a Vermelha, que apresentou o cartaz de uma foto de uma noiva junto de um carro antigo e letras brancas em contraste com um fundo preto.

Após a premiação, os estudantes confraternizaram em um almoço preparado por eles mesmos. Muitas fotos, sorrisos e conversas sobre a organização do evento, nas quais era possível “pescar” opiniões como “essa turma se empenhou mesmo”, “o evento desse ano foi mesmo muito bom”.

Expo X revela talentos da Química e da Publicidade para Febrace e Mostratec

Feira científica do CAEL reuniu trabalhos de todos os cursos técnicos do Colégio com o objetivo de promover a pesquisa e demonstrar o desenvolvimento dos alunos

Por Pollyana Lopes e Gian Cornachini
emfoco@feuc.br

Há 16 anos, estudantes do CAEL se encontram assiduamente em uma grande feira no Colégio, com suas tecnologias, projetos e ideias criativas para facilitar a vida das pessoas, reduzir custos de processos ou promover cultura e ações sociais que impactam positivamente na sociedade. De quebra, dois trabalhos são classificados para a Feira Brasileira de Ciências e Engenharia (Febrace) e a Mostra Técnica de Novo Hamburgo (Mostratec) — prestigiados eventos nacionais de ciência e pesquisa. Entre os dias 26 e 30 de outubro, divididos em dezenas de estandes, os alunos puderam mostrar ao público seus trabalhos. E no último dia do encontro, uma grande surpresa: a presença do curso de Publicidade representando o Colégio na Mostratec de 2016.

Representantes de turmas e professores lotaram o auditório da FEUC na abertura do evento. (Foto: Pollyana Lopes)

Representantes de turmas e professores lotaram o auditório da FEUC na abertura do evento. (Foto: Pollyana Lopes)

Administrações do CAEL e das FIC incentivam os alunos

Na abertura oficial da Expo X, estiveram presentes a diretora do CAEL, Regina Sélia Iápeter; a diretora adjunta, Jane Innocencio da Silva; o coordenador do turno da noite da escola, Paulo Accioly; o coordenador do ensino técnico do CAEL, Carlos Vinícius Nascimento; o diretor das FIC, Hélio Rosa de Araujo; o coordenador acadêmico das FIC, Valdemar Ferreira da Silva; e a represente da Stylus formatura, a maior patrocinadora da feira, Márcia Cristina. Em comum, todos disseram palavras de incentivo e parabenizaram os jovens cientistas.

Professores foram unânimes em parabenizar o esforço e dedicação dos estudantes. (Foto: Pollyana Lopes)

Professores foram unânimes em parabenizar o esforço e dedicação dos estudantes. (Foto: Pollyana Lopes)

A professora Regina destacou o empenho dos estudantes nos trabalhos desenvolvidos: ”Eu tenho certeza que vocês colocaram a alma no trabalho de vocês. A gente pode ver isso na produção de vocês”. Jane reforçou que os frutos do empenho são colhidos ano após ano: “Nós, alunos, professores e coordenadores, formamos uma equipe de muito sucesso. Esse sucesso é tão grande que, a cada ano que passa, a gente tem mais pessoas querendo se juntar a nós. Este ano, talvez, seja o ano em que nós contamos com mais patrocinadores. Isso faz parte do sucesso do trabalho de vocês”.

Como coordenador acadêmico das FIC, Valdemar igualou positivamente a dedicação e o empenho dos estudantes de graduação com o que  viu dos alunos do Ensino Básico. “Vocês não deixam nada a desejar a qualquer aluno do nível superior. Eu acompanho a Expo faz algum tempo e percebo que vocês têm pesquisa, têm estudo. Essa rotina de vocês já é uma vida acadêmica, de alunos que já se apropriam da pesquisa, da investigação, das descobertas”.

Já o coordenador do Ensino Técnico, professor Carlos Vinícius, explicou que a Expo X é filiada a outras feiras técnicas com visibilidade internacional: a Feira Brasileira de Ciências e Engenharia (Febrace) e a Mostra Técnica de Novo Hamburgo (Mostratec): “A nossa feira tem tanta relevância no mercado científico no Brasil que nós fomos escolhidos, entre várias instituições, para ser uma feira afiliada. Essas instituições estão dizendo para nós que os nossos trabalhos têm relevância e que eles querem a gente como parceiros. Isso, mais uma vez, é fruto do trabalho de vocês. Muito obrigado”.

Exposição

Estudantes de Publicidade montaram uma pequena sala de cinema e preparam jogo com temas musicais de grandes produtoras de cinema animado. (Foto: Pollyana Lopes)

Estudantes de Publicidade montaram uma pequena sala de cinema e preparam jogo com temas musicais de grandes produtoras de cinema animado. (Foto: Pollyana Lopes)

Com tantos estandes, a diversidade de trabalhos apresentados foi grande: cerveja artesanal à base de gengibre e hortelã, produzida por estudantes do técnico em Química; robôs de batalha projetados por integrantes de Automação; uma viagem sensorial de alunos de Turismo; além da história do cinema de animação, feita por estudantes do 3º ano de Publicidade. Neste trabalho, Ana Karolyne Cunha dos Santos, Antônio Pereira da Silva, Larissa Timóteo de Menezes, Letícia Ramos Pereira de Almeida, Luzia Costa Correa e Marcele Santos Bittencourt, fizeram uma pesquisa com crianças da família, comparando versões antigas e atuais de filmes animados como “A Fantástica Fábrica de Chocolate” e “Alice no País das Maravilhas”. Para a feira, eles prepararam o ambiente para uma sessão, com direito a pipoca, na qual eram apresentadas montagens das duas versões dos filmes.

“Primeiro nós pensamos em falar sobre a história do cinema, mas como é muita coisa, nós resolvemos focar na história do cinema para crianças. Em como eles tiveram criatividade para reinventar e continuar prendendo a atenção das crianças assistindo e assistindo. E também tem outras questões, por exemplo, como eles inserem o patriotismo estadunidense, sempre tem uma bandeira dos Estados Unidos nos filmes; e o consumismo: sai um filme novo e já tem vários bonecos personagens para vender”, explica Luzia. “Assistindo o dia todo”, reforça Letícia.

Thalya e Maressa apresentaram projeto sobre doação de sangue. (Foto: Pollyana Lopes)

Thalya e Maressa apresentaram projeto sobre doação de sangue. (Foto: Pollyana Lopes)

Além de críticos, alguns trabalhos também manifestaram interesse no bem-estar social. Como o apresentado por Thalya Fidalgo e Maressa Almeida, que estão no 1º ano do Técnico em Enfermagem. O objetivo do projeto foi o de esclarecer todos os aspectos relacionados à doação de sangue. “Nós resolvemos fazer sobre isso, mesmo parecendo ser algo batido, porque a gente quer incentivar as pessoas a doarem. Esse é o nosso objetivo, incentivar, mostrar que não precisa ter medo, que doar sangue é um ato de salvar vidas”, explica Thalya.

Febrace e Mostratec

Os melhores trabalhos apresentados em cada edição da Expo X podem ser avaliados e classificados para a Febrace e a Mostratec. As vagas são poucas — apenas uma para cada feira — mas a criatividade é grande. As alunas Gabriella Lucena, Ana Paula Oliveira Lopes Inacio e Beatriz Farias Costa de Brito, ainda no 2º ano de Química, conquistaram a tão disputada vaga para a Febrace com o projeto “Obtenção de insumos industriais a partir de alumínio reciclado: economia e sustentabilidade”. O objetivo do trabalho foi extrair um sal inorgânico (o aluminato de sódio) de embalagens de alumínio descartadas com a finalidade de utilizá-lo como um coagulante em estações de tratamento de água. Isso significa obter um material mais barato para ser utilizado no processo de decantação — fase em que as partículas orgânicas se agrupam e se separam da água para deixá-la mais pura.

Gabriella e suas amigas do projeto de Química comemoram classificação para Febrace. (Foto: Gian Cornachini)

Gabriella e suas amigas do projeto de Química comemoram classificação para Febrace. (Foto: Gian Cornachini)

“Além de o nosso produto ser extraído de um material que é descartado incorretamente, como latas de bebidas e embalagens à base de alumínio — que levam 100 anos para se decompor — estamos barateando o custo com a obtenção de um aglutinador em aproximadamente 90%”, destacou Gabriella, contente por prosseguir com a tradição do curso de Química de sempre ter um trabalho selecionado para uma feira externa: “Desde que entramos no Colégio, escutamos o nome Febrace e vemos como um desafio a ser ultrapassado. Além de honrarmos o nome do curso, batalhamos muito para descobrir soluções e desenvolver um projeto sustentável e barato”.

Mas a grande surpresa desta edição da Expo X foi o trabalho selecionado para a Mostratec. Fugindo de tradições, a estudante Thaís Paixão de França, do 3º ano de Publicidade, mostrou que seu curso tem potencial para formar alunos capazes de dar asas a grandes ideias. Com o projeto “Educomídia — Desenvolvimento Midiático de Inclusão Cultural e Educacional”, a aluna encantou os professores avaliadores devido ao viés social de sua proposta, que é criar uma rede colaborativa de voluntários da área de educação e arte com o intuito de levar conhecimento e diversidade cultural a regiões periféricas das cidades, disponibilizando, também, esses conteúdos em um portal para estarem acessíveis e gratuitos para qualquer pessoa.

“Os programas educacionais, culturais e exposições são concentrados na área do Centro, da Zona Sul e da Barra da Tijuca, e muita gente não tem condições financeiras ou tempo para ir a esses lugares. A minha iniciativa é de ajudar as pessoas a terem acesso a esses programas através das mídias e por voluntários, que se inscrevem no portal e a gente seleciona as áreas onde eles podem atuar”, explicou Thaís, que contou como a ideia surgiu: “Fui ao evento Hack Day, no Centro, em um programa que ensinava ciência da computação para meninas, e vi que várias garotas eram de comunidade ou da Zona Sul. Só tinha eu da Zona Oeste. Perguntei para as pessoas aqui se sabiam do evento. Ninguém conhecia e disseram que se soubessem, iriam. Então eu quero que essas coisas aconteçam aqui”, ressaltou ela.

Thaís, finalista da Mostratec, durante a apresentação do trabalho de Publicidade para os avaliadores. (Foto: Gian Cornachini)

Thaís, finalista da Mostratec, durante a apresentação do trabalho de Publicidade para os avaliadores. (Foto: Gian Cornachini)

O professor Carlos Vinicius Nascimento, coordenador do ensino técnico do CAEL, comentou a aprovação do projeto de Publicidade que, segundo ele, é algo inédito até o momento: “O curso de Publicidade nunca participou de uma avaliação da Febrace e Mostratec. É uma grande surpresa e, sem dúvida, gratificante. Esse projeto é relevante e muda esse conceito de que tem que ter protótipo para ganhar. A Thaís mostrou que não fez protótipo e levou”, observou.

A mostra de trabalhos finalistas da Febrace acontece entre 15 e 17 de março de 2016, em São Paulo, e a Mostratec no segundo semestre do próximo ano, em Novo Hamburgo, no Rio Grande do Sul.

 

Cultura de mãos dadas com o esporte e a alegria

 

Olimpíadas do CAEL trazem conhecimento sobre o Rio de Janeiro e muita diversão

Por Gian Cornachini
emfoco@feuc.br

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“Eu vou citar quatro palavras: respeito, gentileza, tolerância e solidariedade. Se nós carregarmos conosco o significado dessas quatro palavras, tudo vai ser dez, vai ser mil. Porque o CAEL tem tolerância zero com violência, e esta semana vai ser especial porque você vai respeitar, vai ser gentil, tolerante e solidário”. Regina Sélia Iápeter, diretora do Colégio, resumiu um pouquinho o papel das Olimpíadas do CAEL durante a abertura do evento, em junho passado. Mas quatro palavras não bastam. Esporte. Estudo. Dança. Pesquisa. Cultura. Arte. Integração. A lista do que as Olimpíadas do CAEL promovem todos os anos é imensa, grande como a energia dos alunos em cada edição, comprometidos a dar o melhor de si nos jogos e abusar da criatividade na mostra de trabalhos. Durante uma semana inteira, a escola virou de ponta-cabeça: não se viam estudantes com caderno na mão preocupados com as provas, mas alunos se divertindo, jogando futebol, vôlei, queimada, torcendo. “A importância do evento é a gente trabalhar valores, o autocontrole, aprender a lidar com as diferenças, incentivar a solidariedade. Buscar sempre o seu melhor e se divertir também”, explicou o professor Luis Claudio Bastos, um dos coordenadores das Olimpíadas.

DSC_0411Mas o evento não se encerrou com as vitórias em cada modalidade esportiva. Em vez de acordar tarde no sábado sem aula, a escola toda voltou para a FEUC, com o objetivo de fazer jus à semana inteira especial que Regina Sélia havia previsto. Às 10h do dia 20 de junho, com os grupos de alunos devidamente divididos e prontos para exibir seus belíssimos estandes, a diretora adjunta Jane Innocencio da Silva Teixeira deu a largada do projeto cultural “CAEL passeando pela história dos 450 anos do Rio de Janeiro”, valorizando o empenho das equipes: “Parabéns aos alunos do CAEL, que sabem apresentar os melhores trabalhos do mundo, especialmente em um sábado de manhã, quando poderiam estar dormindo”, encorajou Jane. Os elogios não eram para menos. Isso porque, além de brilharem na parte esportiva das Olimpíadas, agora os estudantes também estão tendo que trabalhar toda a criatividade com a missão de aprender e compartilhar conhecimento e cultura com a escola e visitantes.

O aniversário do Rio de Janeiro foi inspiração para os alunos cumprirem a missão de trazer para a quadra e pátio da FEUC características, destaques e particularidades de 32 bairros da cidade. “Escolhemos falar dos bairros porque foi um ano típico de falar do Rio de Janeiro. A gente fez um sorteio entre as diversas localidades, incluindo não só os bairros turísticos, mas os da Zona Oeste também, e aproveitamos para falar de Campo Grande, da história da FEUC e do CAEL”, conta Jaqueline Cossatis, supervisora do Ensino Médio e idealizadora do projeto. De acordo com Jaqueline, além da troca de conhecimento, um dos principais objetivos do projeto é fortalecer a formação do aluno: “O projeto envolve todas as disciplinas. Pega a parte histórica, a geografia, e faz ele pensar o espaço urbano. O aluno faz pesquisas, conhece a origem da sua cidade e do próprio lugar onde vive”, destaca Jaqueline.

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A estudante Giulia Vianna, do 3° ano do técnico em Meio Ambiente, foi sorteada com seu grupo para abordar o bairro de Jacarepaguá. Além de toda a parte histórica, Giulia montou com as amigas uma pequena banca de doação de livros, onde qualquer pessoa poderia levar um exemplar. “Em Jacarepaguá tem o Maciço da Pedra Branca, a Cidade de Deus, mas também tem a Bienal do Livro. Então a gente decidiu doar livros, porque hoje em dia as pessoas parecem ler menos. A gente trouxe ficção e até livro religioso para quem se interessar. É para estimular a leitura mesmo”, contou Giulia.

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Quem gostou da ideia foi a professora aposentada Cecília Rocha, avó da estudante Ana Gabriele, do 1º ano de Meio Ambiente. Cecília foi à exposição para conferir a mostra de trabalhos dos alunos, acabou levando um livro para a casa e ainda deu algumas dicas para as meninas: “Achei ótima essa ideia. E posso dar uma sugestão? Esse cartaz poderia estar mais no alto, porque está muito escondidinho, então as pessoas podem não saber que vocês estão distribuindo livros”, recomendou ela. Essa troca de ideias faz valer a proposta de mudar para o sábado o projeto cultural, que é dar oportunidade para estudantes, professores, visitantes e familiares também participarem da constante construção do conhecimento.

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Fantasiados ou preparando um prato típico, o fato é que a criatividade rolou solta. No improvisado calçadão de Copacabana, os vendedores de DVDs. Diretamente da Urca, as antigas noites cariocas, com “visita” especial de Carmem Miranda (veja foto ao lado). No estande de Guaratiba, o cheiro de peixe grelhado. De Padre Miguel, o samba. E samba ao vivo com a participação de integrantes da escola mirim Estrelinha da Mocidade! Aliás, os convidados surpresa foram ponto alto do evento, levando muita animação à escola, assim como fez o funkeiro Mc Bob Rum, representando o bairro de Santa Cruz. Já estamos ansiosos pelo próximo ano!

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