Orquestra e coral em ano de festa

 

Concerto celebra aniversário dos grupos musicais da FEUC

Por Gian Cornachini
emfoco@feuc.br

Grandes comemorações marcaram 2014 na FEUC, a começar pela Universidade Aberta à Terceira Idade Professora Leda Noronha, a UNATIL, que completou 20 anos em agosto. Aos 20 chegou também a Orquestra da FEUC, e o Coro Ecos Sonoros — reorganizado e de volta à ativa em 1999 — celebrou seus 15 anos de muita voz. A festa de toda essa trajetória artística na FEUC não poderia ter sido de outra maneira ou em data diferente: em 22 de novembro, Dia do Músico, a Orquestra e o Coro Ecos Sonoros promoveram um concerto especial de aniversário, que contou com mais de 10 músicas no repertório, apresentação de dança, participação do coral da UNATIL e um reencontro com ex-coralistas.

Maestro David com a orquestra: grupo é composto por mais de quarenta músicos profissionais. (Foto: Gian Cornachini)

Maestro David com a orquestra: grupo é composto por mais de quarenta músicos profissionais. (Foto: Gian Cornachini)

A Orquestra da FEUC foi formada em 1984 pelo maestro Manoel Messias. Hoje, é regida pelo maestro David de Souza e integrada por mais de 40 músicos, entre professores, estudantes, ex-alunos e membros da comunidade. Já participou de diversas apresentações e conquistou títulos e troféus em diversos concursos e festivais. Recentemente, foi inserida entre as 10 melhores bandas civis do estado do Rio de Janeiro por meio de um concurso realizado pela Associação de Bandas de Música do Rio de Janeiro (ASBAM). Já o Coro Ecos Sonoros, que teve como primeiro regente Mário Pinheiro, foi reorganizado em 1999 pelo maestro David, após um longo período sem atividades. Desde então, recebe candidatos para integrá-lo que tenham, segundo o maestro, um mínimo de percepção musical. O coral registra ainda uma lista de diversas apresentações em outros estados e fora do Brasil, como Bariloche e Córdoba, na Argentina.

“A FEUC hoje é uma referência não só aqui, mas até fora do país. O coral e a orquestra levam essa extensão com o nome da instituição para diversos lugares. Temos convites para nos apresentar no ano que vem em Portugal e na Itália”, contou o maestro David, animado após o concerto.

Danilo Peixoto, professor de Matemática formado na FEUC em 2005 e ex-coralista, relembrou, com muita empolgação, os tempos em que fez parte do coral: “Participei de viagens com eles e foi bom demais o período em que fiquei aqui. Se as situações da vida não me ocupassem tanto, com certeza tiraria um tempo para estar no coral mais uma vez”, destacou ele.

 

Confira um resumo do concerto de aniversário [VÍDEO]

Em agradecimento aos presentes no concerto, o presidente da FEUC, professor Durval Neves, elogiou a equipe musical e o trabalho de extensão da Orquestra e do Coro Ecos Sonoros — projeto que flui em parceria com a comunidade acadêmica e externa: “A harmonia da orquestra e do coral impregnou a todos nós nesses últimos anos”, observou ele. “E que a gente amplie cada vez mais, para que nossa querida FEUC possa abraçar a todos que têm vontade de música e vontade de viver, porque aqui a gente vive intensamente”, concluiu.

FEUC e comunidade trabalhando juntas

 

Dia da Responsabilidade Social teve ações culturais e de saúde

Por Tania Neves
emfoco@feuc.br

Crianças dançando ao som da Orquestra e seus solistas, adultos cantarolando as canções executadas – “Tico-tico no fubá” e “Aquarela do Brasil”, entre outras – famílias chegando para palestras e atendimentos de saúde. Assim foi o Dia da Responsabilidade Social este ano, em 30 de setembro, mais uma vez celebrado pela FEUC em Nova Cidade, levando alguns de seus profissionais para se juntar às promotoras de educação e saúde da comunidade e suas convidadas.

A promotora de saúde Marília faz limpeza de ouvido em morador

A promotora de saúde Marília faz limpeza de ouvido em morador

Dona Elisa Oliveira de Souza, de 84 anos, a Vovó Lili, era das mais entusiasmadas: encantou-se com o espetáculo musical regido pelo Maestro David de Souza, correu para ser a primeira a fazer limpeza de ouvido com o cone hindu, com Marília Correa, e ganhou massagem nas costas feita por Nilda Cabral: “Nossa capelinha é pobrezinha, mas é gostosa”, elogiou.

Após proferir palestras sobre verminose e tuberculose, o professor de biologia do CAEL Adalberto Pacheco juntou-se à também professora Maria Laucimar Santana e à aluna Rebeca Duarte, do 1º ano de Enfermagem do Pronatec/FEUC, para realizar testes de glicose e aferição de pressão arterial nos moradores. Acompanhando de perto, o padre Rafael Nuñez aprovava o trabalho. Que, nas palavras da professora Célia Neves, foi um prazer: “É compromisso da FEUC trazer para fora de seus muros as iniciativas que desenvolve ao longo do ano com o intuito de se servir à comunidade onde está inserida”, disse.

A alegria de tocar ao lado de casa

Moradores de um conjunto habitacional ao lado de Nova Cidade, os músicos da Orquestra Marco Batista (tuba) e Tony Márcio Pinto (trombone) não escondiam a satisfação de se apresentar ali. “É uma região em que a oferta de atrações culturais é pouca, então todos se sentem prestigiados por um espetáculo assim”, disse Marco. E Tony completou, repetindo a já conhecida filosofia do maestro David: “É em momentos como esse que temos a oportunidade de incentivar o amor pela música e quem sabe estimular que um novo músico desponte na comunidade”.

Os músicos Marco Batista e Tony Márcio Pinto. (Fotos: Tania neves)

Os músicos Marco Batista e Tony Márcio Pinto. (Fotos: Tania neves)

Cada qual no seu quadrado

 

Nova etapa do projeto FEUC Ecoeficiente implanta coletores de lixo identificados para separar com mais facilidade os resíduos recicláveis e os não recicláveis

Por Tania Neves
emfoco@feuc.br

Alguma coisa começa a mudar na paisagem de pátios e corredores da FEUC por esses dias: a instalação dos novos coletores de lixo, agora em duas versões — uma para resíduos recicláveis e outra para resíduos não recicláveis. Trata-se de mais uma etapa do projeto FEUC Ecoeficiente, que visa a adequar as ações da instituição aos preceitos da sustentabilidade. Os novos coletores trarão mais eficiência ao processo de reciclagem do lixo produzido internamente. “Em um ano de funcionamento da Unidade de Processamento e Tratamento de Resíduos – a UPTR, como chamamos — conseguimos separar do lixo comum mais de 16 toneladas de resíduos recicláveis que puderam ser vendidas no mercado, reduzindo assim nosso gasto com coleta de lixo”, relata Álvaro Martins, chefe do setor de Patrimônio e Segurança.

Coletores identificados para diferentes tipos de resíduos. (Foto: Gian Cornachini)

Coletores identificados para diferentes tipos de resíduos. (Foto: Gian Cornachini)

A conta é animadora: com a venda dessas 16 toneladas de recicláveis, a FEUC obteve cerca de R$ 5 mil; além disso, como a reciclagem significou redução do lixo geral, a conta mensal de R$ 3 mil que era paga a uma empresa terceirizada da Comlurb para o recolhimento do lixo da instituição caiu pela metade, passando a R$ 1,5 mil. Somando a economia na conta com os ganhos da reciclagem, chega-se a um valor anual de R$ 23 mil. Junto com o funcionário Eremilton Lacerda, responsável pela implantação e dinamização da UPTR, Álvaro Martins já planeja tornar o setor autossuficiente e até lucrativo: “A primeira meta é que essa economia e a renda obtida sejam suficientes para pagar a infraestrutura investida e o salário de quem lá trabalha. Mas, se continuarmos nos aperfeiçoando, a reciclagem poderá ser, no futuro, uma fonte de recursos financeiros para a instituição”.

Eremilton explica como: “Aumentando o volume de reciclados. Hoje, uma parte do que poderia ser reciclado acaba sendo perdida, pois a mistura de lixo molhado com lixo seco danifica principalmente o papel. Os novos coletores devem trazer melhorias para o processo, pois o usuário terá recipientes diferentes para descartar cada tipo de resíduo”. E Álvaro completa: “Além disso, quando o esquema estiver bem ajustado, podemos passar a recolher material reciclável de nossos vizinhos e processar aqui”. Ele mesmo já começou a trazer de casa latinhas de alumínio, embalagens plásticas e papelão para descartar na FEUC, e tem estimulado outros funcionários a também fazê-lo: “Teremos também um tonel para recolher óleo de cozinha usado, e quem quiser poderá trazer o óleo de casa para descartar aqui”, diz.

Os novos coletores estarão em pontos estratégicos das áreas comuns. Nos de resíduos recicláveis devem ser descartados plásticos, alumínio, ferro, papéis e papelões limpos e secos; papéis sujos e/ou molhados, assim como restos de comida, devem ser descartados nos coletores de resíduos não recicláveis. Por exemplo, ao terminar de fazer um lanche na cantina, nada de enfiar o restinho do sanduíche dentro do copo plástico e jogar fora tudo junto: descarte o copo no coletor de recicláveis e o guardanapo com o resto do sanduíche no outro. E nunca jogue o copo ou a latinha de refrigerante ainda com líquido dentro, pois isso danificará os papéis secos que estiverem no coletor.

Nesse primeiro ano da UPTR, os campeões na reciclagem foram o papel (4,5 toneladas), o papelão (3,5 toneladas) e o plástico PP dos copos de guaraná natural (1,3 tonelada), mas garrafas PET, ferro, latinhas de alumínio, jornal e óleo de cozinha também apareceram bastante na lista.

Silvinho em ação na tarefa diária de separar os recicláveis. (Foto: Gian Cornachini)

Silvinho em ação na tarefa diária de separar os recicláveis. (Foto: Gian Cornachini)

Sílvio Gomes da Silva — um dos funcionários mais antigos da FEUC, há 27 anos na casa — é hoje o responsável por fazer a separação dos resíduos recicláveis. Ele conta que a maior dificuldade advém justamente do lixo molhado e dos restos de comida misturados. E já comemora a chegada dos novos coletores: “O trabalho vai render mais”, diz Silvinho, conhecido de todos pelos dotes de dançarino e a animação nas festas internas. “Dançar é muito bom, faz bem. Dançar e caminhar são as melhores coisas para a saúde”, ensina o funcionário, que atribui às caminhadas diárias seu bom humor e o vigor para o trabalho.

Um ‘sacode’ na festa!

 

Por Tania Neves
emfoco@feuc.br

Desde que assumiu, em abril, a organização da Festa dos Aniversariantes, o grupo formado por Elisabete Boti, Kenia Aires, Tayane Duarte, Luiza de Almeida, Carlos Alexandre Rosa, Matheus de Paula, Isabel Evaristo e Fernanda Caroline tratou de aplicar uma injeção de ânimo na galera que se reúne mensalmente para cantar parabéns para os colegas. Segundo Bete, a reunião estava ficando muito burocrática e deixando de cumprir seu objetivo principal, que é integrar a comunidade da FEUC e servir como um momento de descontração e fraternidade. “Notei que estavam se formando grupinhos, cada um no seu quadrado, e muita gente estava deixando de ir por não se sentir à vontade. Daí bolamos um monte de atividades para ajudar a integrar e descontrair”, conta.

Um grupo, vários tons de azul: Michele Araújo, Sarah Lobato, Fernanda Dias, Érica Gomes, Kenia Aires, Elisabete Boti e Angelina Batista. (Foto: Marketing/FEUC)

Um grupo, vários tons de azul: Michele Araújo, Sarah Lobato, Fernanda Dias, Érica Gomes, Kenia Aires, Elisabete Boti e Angelina Batista. (Foto: Marketing/FEUC)

O grupo criou até um nome fantasia — Comissão de Festas Nova Era — e na primeira comemoração fez uma homenagem aos funcionários da conservação e limpeza, vestindo a cor azul, como o uniforme deles, e lendo um texto em homenagem aos trabalhadores do setor.

No roteiro da festa, a introdução de novidades como a dança da amizade (em que os pares de dançarinos se formam por sorteio), foto da amizade, apresentação de peças teatrais ou exibição de talentos pessoais tem feito sucesso. Em abril, Matheus foi a sensação da tarde, filmando a confraternização e convocando todo mundo a participar — e as imagens “bombaram” nas redes sociais! Em maio, a dinâmica “Qual é a música?” permitiu que muitos exibissem seus conhecimentos e dotes musicais, além de se apresentarem aos colegas: “Quem acertava a música tinha que cantar e falar um pouco sobre si próprio para os outros”, lembra Bete.

E nos próximos meses, o que se pode esperar? Segundo a galera da Nova Era, muitas dinâmicas estão sendo cogitadas. E todas com o mesmo objetivo: jogar a timidez para o alto e se divertir em boa companhia! Mas nada de dar detalhes, para não estragar a surpresa…

Fernanda Dias e Lucilaine Valentim posam para a foto da amizade

Fernanda Dias e Lucilaine Valentim posam para a foto da amizade

Luiz Henrique, aluno do CAEL e estagiário do Laboratório de Informática, em dia de artista

Luiz Henrique, aluno do CAEL e estagiário do Laboratório de Informática, em dia de artista

O bem fantasiado trio Antônio Paulo Lima, Rodrigo Berça e Marcelo Ribeiro

O bem fantasiado trio Antônio Paulo Lima, Rodrigo Berça e Marcelo Ribeiro

Alguns dos aniversariantes demaio – Rafael Paes, João Filipe Duarte, Fernanda Dias e Isabel Evaristo – com seus presentes

Alguns dos aniversariantes de maio – Rafael Paes, João Filipe Duarte, Fernanda Dias e Isabel Evaristo – com seus presentes

 

Uma semana para revelar talentos

 

Por Tania Neves
emfoco@feuc.br

Alexandre cantou gospel. (Fotos: Gian Cornachini)

Alexandre cantou gospel. (Fotos: Gian Cornachini)

Agosto, mês do desgosto? Não! Mês das Artes!

Pelo menos é o que decretou Adriano Marcelo, aluno do curso de Letras e coordenador de Teatro da FEUC. Ele está preparando uma vasta programação cultural para a semana de 11 a 16 de agosto. O Explosarte — Explosão das Artes — inclui festival de teatro com a apresentação de cinco diferentes peças, concursos de coreografias, arte livre e desenho, além da disputa final do Concurso de Música, que teve as primeiras audições em maio e junho.

Passaram à segunda etapa do concurso 17 candidatos, que se apresentarão no Explosarte para um júri da área de música. Os cantores contarão com acompanhamento musical e poderão arrastar para a plateia o seu fã clube — o ingresso para assistir às sessões custará R$ 3. No primeiro dia serão cortados 2 candidatos, no segundo saem mais 5 e no terceiro outros 7 se despedem, ficando apenas 3 para o desafio final.

As alunas do CAEL Mariana Henrique, de 15 anos, e Beatriz Louback, de 16, são duas das concorrentes. Na audição de 10 de junho, Mariana cantou uma música de P!nk, em inglês, e Beatriz soltou a voz em japonês, interpretando um hit do pop oriental. Já Alexandre Roberto de Souza Silva, de 29 anos, funcionário do setor de conservação e limpeza, ganhou a vaga naquela audição interpretando uma canção gospel. Conhecido por trabalhar o tempo todo cantando, Alexandre espera contar com a torcida dos “fãs de corredor”.

Acompanhe no site da FEUC em Foco (www.feuc.br/revista) os dias e horários dos eventos.

Beatriz foi de hit japonês

Beatriz foi de hit japonês

Mariana interpretou P!nk

Mariana interpretou P!nk

Administração: Mais uma oportunidade para se graduar

 

Autorizada pelo MEC e com aval do Conselho Regional de Administração do Rio de Janeiro, a FEUC abre em agosto a primeira turma de sua mais nova graduação. Saiba um pouco sobre o novo curso e a atuação do profissional no mercado de trabalho

Por Gian Cornachini
emfoco@feuc.br

Figurando com destaque na formação de professores em nível superior na Zona Oeste do Rio de Janeiro há mais de 50 anos, a Fundação Educacional Unificada Campograndense expande um pouco mais o leque de alternativas na oferta de vagas, com a abertura de seu segundo bacharelado, desta vez em Administração. Após submeter pedido ao Ministério da Educação (MEC) e cumprir os requisitos necessários para a implantação do novo curso, a FEUC recebeu autorização oficial do órgão federal no último dia 30 de maio e já está realizando seleções para sua nova graduação, que terá as aulas iniciadas no mês de agosto. As inscrições para o vestibular 2014.2 estão abertas desde o começo de junho.

Administracao na FEUC

Imagem: Gian Cornachini

Assim, a FEUC passa a contar em seu portfólio com dois bacharelados (Administração e Sistemas de Informação) e sete licenciaturas (Ciências Sociais, Computação, Geografia, História, Letras, Matemática e Pedagogia), mantendo nos dois eixos de formação seu já tradicional compromisso com a preparação do aluno para o mercado de trabalho e o exercício da cidadania, a partir de uma educação crítica e de qualidade.

O porquê do curso

Desde que começou a trabalhar para aumentar suas alternativas na oferta de cursos superiores, a FEUC preocupou-se não somente em oferecer graduações que pudessem cair no gosto do público alvo, mas também unir esse aspecto à questão das necessidades de mão de obra qualificada na região. Em outras palavras, oferecer aos candidatos opções de formação que lhes assegurassem tanto realização intelectual quanto maior empregabilidade. Para isso, pesquisou que profissões a região carecia. Quem explica é o Coordenador Acadêmico das FIC, professor Valdemar Ferreira: “Fizemos estudos preliminares para saber qual seria o curso mais adequado para oferecermos neste momento. Tendo em vista a quantidade de empresas que têm se instalado na região e nas cidades vizinhas, vimos que o ideal seria criar a graduação em Administração”. De fato, a nova configuração da Zona Oeste aponta neste sentido, com fortíssimo comércio, crescimento industrial, explosão da região como centro gastronômico e extrema ampliação na área de serviços que abrange não somente Campo Grande, mas também municípios vizinhos como Itaguaí, com seu porto, Paracambi, Seropédica, Mangaratiba e ainda a expectativa de mais crescimento com o futuro anel viário.

Para abrir um curso, no entanto, não basta apenas o desejo da instituição: é necessário que o MEC autorize, o que só acontece após análise do Plano Pedagógico do Curso (PPC) e uma visita às instalações da faculdade para checar a infraestrutura. Também foi preciso que o Conselho Regional de Administração (CRA) desse seu aval, após avaliar, dentre diversos pontos, se a oferta do curso seria pertinente à população local, como detalha o Presidente do CRA-RJ, Wagner Siqueira: “Consideramos aspectos referentes à demanda da região e à quantidade de vagas ofertadas, aos impactos sociais e econômicos que a oferta deste curso provocará na região e à inovação, que se opõe à estrutura tradicional dos cursos já existentes”.

Em relatório encaminhado à FEUC após a análise, o CRA-RJ elencou uma série de fatores favoráveis à criação do curso. De acordo com o parecer, existem hoje 47 mil administradores no Rio de Janeiro habilitados legalmente para exercer a profissão. O estado é o segundo no país com o maior número de empresas: são quase 630 mil, atrás apenas de São Paulo, que lidera com mais de 1,5 milhão. Diante disso, o CRA-RJ aponta que há um déficit significativo de administradores em todo o estado, pois os novos formados a cada ano ainda representam um número “insuficiente para prover o mercado”, visto que as empresas “ainda encontram dificuldade de contratação de profissionais da área de administração, seja por escassez no mercado ou por falta de mão de obra qualificada na região”. Tal cenário mostrou que não poderia haver momento melhor para a FEUC dar sua contribuição com a formação de novos administradores.

Atuação e faixa salarial

O curso de Administração é bastante abrangente, pois a atuação dos profissionais se estende por áreas como planejamento, organização e gestão de empresas, gerenciamento de finanças, de materiais ou de recursos humanos, dentro de organizações privadas, públicas, não governamentais ou mesmo no empreendimento autônomo. O ganho inicial médio, segundo o Guia de Profissões do portal iG Educação, com base em dados do Guia de Salários Robert Half (2010-2011), varia de R$ 1,8 mil a R$ 2,8 mil para analistas em pequenas e médias empresas (PMEs) e de R$ 2,8 mil a R$ 3,7 mil em grandes empresas (GEs). No cargo de gerência, a faixa salarial salta para R$ 7 mil a R$ 10 mil nas PMEs e de R$ 10 mil a R$ 16 mil nas GEs.

Sirlane Marques, de 34 anos, analista de Recursos Humanos da FEUC, formou-se em Administração em 2002, tem pós-graduação em Gestão Educacional e já trabalhou como supervisora de logística no Comprafacil e como supervisora de coordenação de graduação em instituição de Ensino Superior. A funcionária valoriza as possibilidades de emprego na área: “A gente nunca fica sem emprego, mas é preciso ser um bom profissional e se especializar, estar sempre se reciclando, porque o mercado pede que você esteja aprendendo coisas novas”, observa.

Vislumbrando as diversas áreas de atuação que o campo permite, Damares de Azevedo Siqueira, de 24 anos, apesar de possuir graduação em outra área, optou pela carreira em Administração. Ela, que sempre amou mexer com números, fez Curso Técnico em Informática no CAEL, estagiou na Superintendência da FEUC e depois foi contratada como auxiliar administrativa na secretaria do setor. Em 2009, licenciou-se em Matemática pelas FIC, mas o contato diário com a parte administrativa no trabalho acabou levando-a a buscar uma segunda graduação que contemplasse essas novas aptidões. No fim deste ano, Damares se formará em Administração pela Faculdade Machado de Assis (FAMA), e a qualificação até já lhe rendeu uma promoção: ela agora responde pela chefia do expediente na Secretaria da Superintendência. “Eu me identifiquei mais com essa área pela amplitude de funções que podemos ter. E aqui eu acabo buscando como aplicar o que aprendo no curso para contribuir com o crescimento da FEUC e com a melhora no atendimento aos nossos alunos”, ressalta Damares.

Justamente na procura por alavancar a carreira dentro da empresa, Bruno Coutinho Ribeiro, de 27 anos, morador de Campo Grande e funcionário do setor de contas da Unimed-Rio, decidiu candidatar-se ao curso de Administração da FEUC para iniciar a graduação em agosto: “Escolhi ‘ADM’ como minha primeira graduação para crescimento profissional. Eu tenho interesse em concluir o curso para poder atuar no setor de Recursos Humanos dentro da Unimed”, conta Bruno. “Estou super ansioso para o início das aulas, pois quero aumentar o conhecimento profissional dentro da área que almejo seguir”, revela.

Perfil Profissional

A Zona Oeste e região são ótimas fontes de emprego hoje, principalmente porque médias e grandes empresas estão instaladas nos bairros de Campo Grande, Guaratiba, Santa Cruz e nas cidades de Itaguaí e Mangaratiba. Mas, apesar da lista de possibilidades ser grande, todas elas buscam um determinado perfil profissional. A administradora de relações institucionais da Nuclebrás Equipamentos Pesados S/A (Nuclep), Tatiane Pinto de Oliveira, dá as características do profissional adequado para a empresa, que está instalada em Itaguaí e conta com 14 administradores em um total de 1.053 empregados: “A demanda hoje é por profissionais engajados, que tenham foco no trabalho realizado e, principalmente, visão sistêmica”, aponta Tatiane. “É preciso compreender que as atitudes e decisões tomadas dentro de cada área refletirão na empresa como um todo. O mercado está em um ritmo muito acelerado de inovações, e isso demanda profissionais que tenham dinamicidade suficiente para acompanhá-lo”, destaca.

A administradora também dá dicas de como começar a desenvolver as competências que a área exige. De acordo com Tatiane, o ideal é que desde a graduação o estudante já esteja engajado em atividades voltadas para a Administração: “A faculdade prepara tecnicamente o profissional, porém o mercado de trabalho exige outras habilidades que precisam ser desenvolvidas ao longo do curso universitário, através de estágios, projetos voluntários, participação em cursos e atividades extracurriculares, que poderão auxiliar no preenchimento dessas lacunas”, explica. “Dessa forma, o profissional apresentará um diferencial que tem sido procurado por grandes empresas e atrairá melhores oportunidades no mercado de trabalho”, conclui Tatiane.

Ter um diferencial também é bandeira levantada por Anderson Renon, de 27 anos, estudante do último período de Administração na Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro (UFRRJ). Ele mora na Zona Oeste e sempre buscou empregos na região para poder conciliar estudo e trabalho. Anderson já foi estagiário de logística e qualidade na Ambev e hoje atua como administrador na parte de projetos da Cogumelo (empresa em Campo Grande que fabrica materiais em fibra de vidro), onde entrou como estagiário. O formando acredita no potencial que a região tem em captar profissionais locais, mas aponta a necessidade de se especializar em uma área como saída para a concorrência: “O polo industrial de Campo Grande e Santa Cruz tem aberto muitas oportunidades, mas a competição está bem acirrada”, afirma. “Muita gente investe em inglês e informática, que são necessários, mas é preciso investir em alguma peculiaridade que te faça se destacar na multidão para garantir uma fatia do mercado. Eu, por exemplo, vou me aprofundar na área de estatística aplicada ao marketing e à produção”, conta Anderson, que passou para o mestrado em Estatística Aplicada da Universidade de São Paulo (USP), mas não se mudará para o estado vizinho, já que a Administração no Rio lhe rende um bom salário que permite financiar suas idas às aulas, às sextas-feiras e sábados.

Sobre o curso

O bacharelado em Administração da FEUC terá duração de quatro anos (oito semestres) e será oferecido no período noturno, com 120 vagas anuais — 60 a cada semestre. A mensalidade custará R$ 598,32 sem descontos ou R$ 562,42 para pagamento antecipado.

“O novo curso é como um filho que chega. E a gente vai cuidar dele para que tenha o padrão FEUC de qualidade”, ressalta Valdemar Ferreira, coordenador acadêmico das FIC.

 

O coordenador de Administração e seus planos para o novo curso

 

DSC_0192Vladimir Gonçalves tem apenas 39 anos e uma vasta experiência profissional. Começou a carreira no Exército Brasileiro, com o treinamento de oficiais e administração de pessoal, e assim descobriu sua vocação para o Magistério. Trabalhou em grandes empresas como Bradesco, IBM e Ambev. É bacharel em Administração, especialista em E-commerce, mestre em Economia Empresarial, Finanças e Estratégia Empresarial, e MBA em Gestão de Negócios. Hoje, dedica-se exclusivamente ao Ensino Superior, atuando como Coordenador Acadêmico de Educação a Distância (EAD) da IBMEC, Coordenador de pós-graduação EAD do Senac-Rio, professor da Faculdade Castelo Branco e, agora, como o mais novo coordenador de curso da FEUC.

Feuc em Foco: O que o estudante deve esperar para o curso de Administração? Como será a rotina de estudos?

Vladimir: Queremos implementar uma rotina de estudos intensa, em que desde o primeiro período ele comece com as redes de leitura, com toda uma preparação para interpretação de texto — que é importante para o administrador — mas também será um curso muito voltado para a prática do dia a dia do mundo empresarial, porque o administrador vai atuar em uma empresa, seja grande ou pequena. Ele vai ter contato com a aplicação prática daquele conteúdo com o dia a dia da organização. A metodologia e o contexto foram preparados para que o aluno pudesse manter uma rotina de estudos conciliada com o trabalho, já que o curso será noturno. Mas também terá uma rotina muito focada na aplicação prática dos conhecimentos que a gente queira passar.

FF: O que são essas aplicações práticas?

V: A gente vai trabalhar muito com estudo de caso, com exemplos práticos dos professores, que terão cunho acadêmico, mas também vivência no mercado. Então, vamos trabalhar muito com a vivência pessoal desse professor, com os casos do meio acadêmico e casos verídicos que a gente vê hoje no nosso cotidiano. Teremos muita aplicação teórica com aplicação prática.

FF: Também haverá espaço para as turmas visitarem empresas e verem a parte prática?

V: Sim, temos espaço para visitas técnicas, principalmente porque estamos inseridos em uma região muito rica em termos de indústria. A gente pensa em fazer visitas técnicas a essas instituições para ver o dia a dia das operações, da produção, das atividades meio, como funciona a rotina da empresa. E isso acaba sendo a grande práxis do mercado, que é trabalhar com foco nas empresas.

FF: A primeira disciplina específica do curso no 1º período será “Fundamentos da Administração”, e o senhor é quem vai lecionar. O que será abordado?

V: Vamos trabalhar os quatro pilares básicos do administrador, que são quatro perspectivas de atuação desse profissional dentro do cenário empresarial. São elas o ‘planejamento’, a ‘organização’, a ‘direção’ e o ‘controle’. Essas quatro conjunções fazem com que o administrador tenha um norte do que ele precisa saber para aplicar os conhecimentos administrativos dentro da empresa em que trabalha.

Foto: Gian Cornachini

Foto: Gian Cornachini

FF:  Professor, todas as empresas têm que ter um administrador ou apenas algumas específicas, de determinados ramos?

V: Sim, toda empresa precisa de um profissional de Administração para poder entender e interpretar melhor os processos que envolvem as atividades relacionadas ao marketing, recursos humanos, produção, logística, finanças, entre outras atividades de domínio do administrador. Qualquer ramo de atuação das empresas precisa desse profissional.  Não podemos imaginar uma indústria de aço, por exemplo, sem um planejamento adequado de produção e um controle de estoques coerente, que façam funcionar a produção, ou mesmo um bom plano de recursos humanos. Todas essas atividades são realizadas por um administrador. E, por esse motivo, ele é conhecido como um profissional de formação ampla e geral, pois pode atuar em todos os ramos.

FF: E é possível medir a necessidade de um administrador pelo tamanho da empresa? Ou seja, a partir de tantos funcionários será necessário um profissional da área de Administração?

V: Podemos dizer que, a partir de um funcionário, a empresa precisa de um administrador. A preocupação com a gestão financeira, os resultados operacionais, o planejamento estratégico, a divulgação, promoção, as pessoas, tudo dentro da organização passa pelo administrador.  Empresas de qualquer área da economia e de qualquer porte precisam desse profissional para alcançarem o sucesso ou, ainda, os objetivos traçados.

Wanda Braga está na Unatic há quase 20 anos também

 

Aluna que faz parte do grupo desde o seu surgimento, ela fala um pouco de sua vida e do carinho que tem pela Universidade Aberta à Terceira Idade em Campo Grande

 
Por Tania Neves
emfoco@feuc.br

“Parece que foi ontem que eu cheguei aqui. Conheci tanta gente boa, carinhosa… É uma alegria enorme estar prestes a comemorar os 20 anos da Unatic”, disse Wanda Braga Campos, de 81 anos, que frequenta a Universidade Aberta à Terceira Idade em Campo Grande desde seus primeiros dias de existência. Houve períodos em que ela “deu um tempo”, devido a problemas familiares, mas sempre voltou e hoje é totalmente assídua e participante.

Wanda Braga no pátio da Unatic: alegria de estar no grupo desde o começo.

Wanda Braga no pátio da Unatic: alegria de estar no grupo desde o começo.

Foi uma filha de Wanda que um dia chegou em casa com a novidade: ela ouvira durante uma missa na Igreja Nossa Senhora do Desterro que a FEUC tinha acabado de formar um grupo de terceira idade e estava recebendo interessados em participar. E o incentivo foi feito de forma bem-humorada. “Pra você que gosta de bater perna na rua e não gosta de ficar em casa, é perfeito”, conta ela, completando: “E gosto de bater perna mesmo! Sempre cuidei da minha família, mas hoje tá todo mundo resolvido e eu tenho é que cuidar de mim. Sempre ajudei a cuidar das crianças, sempre ajudei a cuidar dos velhos. Hoje quero só curtir as crianças e os idosos como eu, sem compromisso”.

Depois de cuidar de filhos e netos, a hora de cuidar de si

Wanda sempre trabalhou com corte e costura, tanto sentadinha diante de sua máquina quanto dando aulas em cursos livres e na própria casa. Ela foi casada por quase 55 anos, e está viúva há três. Tem um casal de filhos e 4 netos – uma menina e 3 meninos. Sobre os filhos lhe darem mais netos ou os netos lhe darem bisnetos, diz que “felizmente eles não estão interessados nisso, e nem eu, pois certamente ia sobrar para mim ajudar a cuidar”, brinca Wanda, que hoje em dia quer saber mesmo é de aproveitar a vida com os amigos da Unatic.

Se o passado desta costureira foi difícil, ela não reclama de nada: conta tudo com o maior orgulho, mas só não abre mão de hoje viver o máximo de experiências agradáveis que puder. “Sou descendente direta de escravos. Eu amo saber disso, pois aprendi coisas incríveis com minha avó, Dona Helena Tereza de Jesus, que era mulher de uma sabedoria impressionante. Ela foi mucama do Império, morava lá na Quinta da Boa Vista, e teve que se deitar com um homem branco para ter um filho e criar leite para amamentar os filhos das mulheres brancas”, conta Wanda.

Wanda e os colegas na aula de português da professora Suzana Cruz (no fundo, de vestido)

Wanda e os colegas na aula de português da professora Suzana Cruz (no fundo, de vestido)

Na Unatic, Wanda participa da maior parte das atividades – das aulas de português, que adora, às aulas de inglês, que não gosta muito, “mas amo o professor!”, das excursões com o grupo aos “bate-perna” pelo Centro de Campo Grande com amigos feitos aqui.

“Não imagino minha vida hoje sem a Unatic, é mais uma família que eu tenho, muito bem conduzida pela professora Leda”, diz ela, que o tempo todo por aí faz propaganda das atividades e recomenda a outras pessoas que venham se juntar ao grupo: “Aí tem gente que diz: ‘mas eu não tenho tempo…’. Eu repondo: Se quiser, arruma tempo. A essa altura da vida, nosso tempo tem que ser pelo menos uma boa parte para a gente e não somente para os outros”, ensina.

IV Feira de Estágios e Oportunidades orienta público para o mercado de trabalho

 

Evento organizado pelo CEMT promoveu palestras e exposições de empresas e instituições parceiras a fim de contribuir para o sucesso de estudantes e profissionais

Por Gian Cornachini
emfoco@feuc.br

A Coordenação de Estágios e Mercado de Trabalho (CEMT) realizou, nos dias 2 e 3 de abril, das 9h às 21h, a IV Feira de Estágios e Oportunidades da FEUC, evento aberto à comunidade e destinado a estudantes de cursos técnicos e de graduação. A temática desta edição foi “Relações Humanas: O comportamento como diferencial para o mercado de trabalho”, que abordou a postura esperada de um candidato a uma vaga de estágio ou emprego.

Além de palestras, 20 estandes estiveram montados para expositores parceiros divulgarem vagas de estágio e oferecer serviços. (Foto: Gian Cornachini)

Além de palestras, 20 estandes estiveram montados para expositores parceiros divulgarem vagas de estágio e oferecer serviços. (Foto: Gian Cornachini)

A programação do evento contou com palestras de Michel Simões, do Centro de Integração Empresa-Escola (CIEE); Edivaldo Bomfim, do projeto Inclusão no Trabalho e na Educação Brasileira (INTEB), pertencente à Fundação Bênçãos do Senhor; Flávio Barbosa, da Associação Brasileira de Estudos e Treinamento Empresaria (ABETE), Janaína Braga, supervisora pedagógica da escola de idiomas Yes; Erivelto Reis, professor das FIC; e Livia Souza, representante da Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (Firjan).

Expositores também estiveram presentes na Feira, instalados em 20 estandes montados para oferecer serviços e promover a divulgação de vagas de estágio, de cursos profissionalizantes e de idiomas. Entre as empresas presentes, estavam a Embelleze e a Mary Key, fazendo cortes de cabelo e maquiagens; a Secretaria de Estado de Trabalho e Renda (Setrab), com uma equipe emitindo a carteira de trabalho aos que ainda não a possuíam; e agentes de integração com o mercado de trabalho, como o CIEE, Fundação Mudes e Instituto Empreender.

Livia Souza, representante da Firjan, deu dicas sobre a elaboração de currículos. (Foto: Gian Cornachini)

Livia Souza, representante da Firjan, deu dicas sobre a elaboração de currículos. (Foto: Gian Cornachini)

Um bom currículo

A palestra “Orientação para o mercado de trabalho”, de Livia Souza, representante da Firjan, foi uma das que mais chamaram a atenção nesta edição da Feira. Livia compartilhou com o público informações sobre formas de atuar no mercado de trabalho, como se preparar para uma vaga e montar um currículo, explicou as etapas de um processo seletivo e deu dicas de como se comportar tanto na entrevista como na empresa após a contratação.

As orientações sobre como montar um currículo foi o ponto alto da palestra. Muitas dúvidas surgiram, e a palestrante prontamente respondeu a todos com o objetivo de esclarecer os erros mais cometidos: “Procure não trocar muito o número do celular. Se for preciso, tente manter o currículo atualizado na empresa”, indicou Livia.

Segundo a palestrante, um dos pontos em que há mais erro no currículo é a parte do “Objetivo”. Livia explicou que a intenção desse campo é apontar qual vaga o candidato tem o objetivo de se candidatar. Por exemplo, se o estudante de Administração for enviar o currículo para uma empresa, ele deverá indicar “vaga de estágio em Administração”.

Slide da palestrante: na imagem, orientações para um bom currículo. (Foto: Gian Cornachini sobre apresentação da Firjan)

Slide da palestrante: na imagem, orientações para um bom currículo.
(Foto: Gian Cornachini sobre apresentação da Firjan)

A palestrante também afirmou que o currículo nunca deve ter uma fotografia do candidato, ao menos que a empresa peça. Neste caso, a imagem deve ser no estilo “3x4”, como as utilizadas em documentos de identidade: “Já vi gente usando foto na praia, na boate e corpo inteiro. A foto tem que ser parecida com a do RG. Pode sorrir, mas o fundo da fotografia deve ser neutro, pois ela tem que ser feita especificamente para o currículo”, explicou ela.

Livia ainda chamou a atenção para uma prática muito comum hoje no processo seletivo de candidatos a uma vaga de estágio ou emprego: a verificação dos perfis nas redes sociais. “Através do e-mail ou nome, as empresas acessam nossas redes sociais. Eu já vi estudante ser reprovado por conta de publicações indevidas na internet”, lamentou a palestrante, que afirmou não existir um exemplo padrão de perfis na internet esperado pelas empresas: “O que elas mais se preocupam é com o uso de palavrões e com brincadeiras discriminatórias”, disse.

Perfil do profissional esperado

Já o consultor do CIEE Michel Simões, com a palestra “O mundo do trabalho e empregabilidade”, motivou os estudantes a obterem algo que os diferencie da concorrência, de modo a garantir a chamada “empregabilidade”, que é a capacidade de se manter no trabalho.

“As empresas esperam profissionais com talento e diferencial, que tenham autoconfiança, visão ampla, proatividade, criatividade, capacidade de trabalhar em equipe, adorar desafios e ter atitudes. Uma pessoa com esse perfil chama a atenção no mercado de trabalho, pois traz resultados”, ressaltou Michel.

Michel Simões: "As empresas esperam profissionais com talento e diferencial". (Foto: Gian Cornachini)

Michel Simões: “As empresas esperam profissionais com talento e diferencial”. (Foto: Gian Cornachini)

Edivaldo Bomfim, instrutor de Cursos Livres da Fundação Bênçãos do Senhor e representante do projeto INTEB, seguiu a mesma linha de visão de mercado do palestrante Michel. Ele sugeriu que nós somos responsáveis por nosso futuro e, portanto, o mercado de trabalho vê em nós o futuro para suprir sua necessidade de produção: “Uma vez qualificados, conseguimos ser a resposta para esse mercado. Não podemos nos tornar obsoletos, porque aí aparece alguém mais jovem e com mais força para ocupar nossa vaga. Nossa atualização tem que ser constante para que possamos nos manter empregados”, destacou.

A garantia da empregabilidade também está no segundo idioma. Quem afirmou isso foi a palestrante Janaína Braga, supervisora pedagógica da escola de idiomas Yes. Segundo Janaína, a fluência no inglês permite um aumento entre 20% a 40% no salário. Se o profissional souber inglês e espanhol, essa porcentagem é ainda maior: entre 20 a 60% de aumento.

“A maioria das empresas estrangeiras só contrata profissionais que saibam, pelo menos, inglês. E é preciso correr contra o tempo para aprender, porque senão vocês serão atropelados. Já tem criança aprendendo desde os 4 anos. Imaginem quando elas tiverem a idade de vocês?”, advertiu Janaína.

Thaís Mazeliah, de 16 anos e estudante do 2º ano do Instituto de Educação Sarah Kubitschek, repensou a importância do estudo de idiomas com a palestra: “A segunda língua é fundamental. Hoje estão valorizando muito isso. E nosso currículo também acaba sendo mais valorizado”, disse ela.

A jovem Dalila Cristina Rodrigues, amiga de Thaís e estudante da mesma turma, valorizou a possibilidade de participar do evento: “A gente adquire mais conhecimento e tira nossas dúvidas. Só espero que as portas de trabalho estejam abertas para nós”, estimou Dalila.

Setrab esteve no evento emitindo carteiras de trabalho. (Foto: Gian Cornachini)

Setrab esteve no evento emitindo carteiras de trabalho. (Foto: Gian Cornachini)

Avaliação positiva

A IV Feira de Estágios e Oportunidades teve um resultado muito positivo, de acordo com Elisabete Boti, responsável pelo CEMT: “Fomos parabenizados pelo evento, devido ao sucesso comentado por todos. As empresas agentes de integração relataram ter feito muitos cadastros do público para oportunidades de estágio e emprego. Isso significa que a feira cumpriu com seu papel”, comemora ela.

Para o próximo ano, Elisabete espera ainda mais público no evento, principalmente na parte da tarde, que nesta edição teve uma frequência um pouco abaixa do esperado: “Isso depende muito da divulgação externa. Acabamos convidando as escolas da região em cima da hora. Mas vamos começar a organizar desde o meio do ano a feira de 2015, para que mais escolas saibam do evento e os alunos tenham a oportunidade de encontrar vagas de estágio, tirar documentos como a carteira de trabalho e serem orientados em relação ao seu comportamento para o mercado”, garante Elisabete.

Agentes de integração com o mercado de trabalho divulgaram diversas vagas de estágio e emprego nos estandes. (Foto: Gian Cornachini)

Agentes de integração com o mercado de trabalho divulgaram diversas vagas de estágio e emprego nos estandes. (Foto: Gian Cornachini)

‘Quebrou, chamou, consertou’

 

De um reparo à criação de móveis e estruturas grandiosas: conheça o setor responsável pela manutenção da FEUC                                                                 

Por Gian Cornachini
emfoco@feuc.br

Longe das áreas movimentadas da FEUC, um grupo de trabalhadores atua quase que escondido. É a ‘turma do macacão azul’,  como carinhosamente se referia o professor Wilson Choeri aos funcionários do Departamento de Infraestrutura, que são responsáveis pela manutenção física da instituição. A lista de profissionais do setor é grande: eletricistas, serralheiros, marceneiro, bombeiro hidráulico, pintor, jardineiros, pedreiros e auxiliares de limpeza se dedicam a fazer das instalações da FEUC espaços mais adequados à rotina estudantil e administrativa.

O Departamento de Infraestrutura foi criado em 1986, após a FEUC dar início à expansão dos prédios e receber mais estudantes. Paulo Roberto Ferreira Theodoro, responsável pelo setor desde seu início, conta que dos anos 80 em diante houve a necessidade de evitar a terceirização de serviços de manutenção: “Até fazer o levantamento de preços e contratar um determinado serviço de infraestrutura, demora. Sem contar que acaba saindo muito mais caro nas situações de emergência”, explica Paulo.

Com a formação da equipe, que veio aumentando durante todos esses anos em virtude do crescimento da FEUC, os serviços terceirizados quase não existem. A maioria dos objetos danificados na instituição é consertada no local. Paulo chama o serviço de “pronto atendimento: quebrou, chamou, consertou”. Para se ter uma ideia, todo dia aparece ao menos uma cadeira escolar com braço danificado devido ao mau uso. Ao mês, são reformadas mais de 50 unidades quebradas. Por isso, as cadeiras e outros móveis passaram a ser produzidos pelos próprios funcionários da FEUC, como explica Paulo: “A gente não pode esperar muito para repor os objetos danificados. Às vezes, precisamos de uma medida tal, e no mercado não encontramos essa medida, como no caso de mesas, quadros, portas e janelas. Compramos os materiais necessários e fazemos as peças. Quando, por exemplo, um móvel como um armário estraga, nós tiramos suas medidas e o substituímos fazendo um igual”, conta Paulo.

O serralheiro Francisco, que há 17 anos trabalha na FEUC, solda partes de cadeiras escolares; ao mês, mais de 50 unidades desse móvel são danificadas, a maioria por mau uso. (Foto: Gian Cornachini)

O serralheiro Francisco, que há 17 anos trabalha na FEUC, solda partes de cadeiras escolares; ao mês, mais de 50 unidades desse móvel são danificadas, a maioria por mau uso. (Foto: Gian Cornachini)

O serralheiro Francisco Dias de Almeida, de 53 anos, que há 17 trabalha na FEUC,  procura sempre atender à demanda de trabalho: “Quando nossos superiores perguntam se somos capazes de fazer um serviço, a gente nunca diz que não sabe fazer. Nós damos um jeito”. garante o serralheiro.

O trabalho mais difícil que Francisco e seus colegas do setor fizeram foi a cobertura do corredor entre o prédio das FIC e o CAEL. Tanto os estudantes como funcionários pediam que o espaço fosse coberto, para poderem se deslocar seguramente e a qualquer hora a locais como o prédio da Educação Infantil, a quadra, a copiadora e a tesouraria. Com cinco meses de trabalho, estudos e acompanhamento técnico, a cobertura do corredor ficou pronta, e o resultado orgulha Francisco: “O trabalho foi desafiador. Primeiro por causa da altura, e depois porque eu pensava que nunca faria um ‘troço’ desse. A gente montava as peças aqui na oficina e soldava elas lá em cima. Agora, depois de pronto, a gente olha e… poxa, eu mesmo fiz isso”, exclama o serralheiro, sorridente.

Investir em profissionais próprios que atendam às demandas da instituição torna os serviços de manutenção mais ágeis, além de muito mais econômicos. Segundo Paulo, a diferença de preço entre um serviço contratado e um serviço feito pela competente equipe do Departamento de Infraestrutura chega a ser de 40%: “Isso tudo vai para uma planilha de custos que recai automaticamente sobre as mensalidades das faculdades e colégios da FEUC. Se a gente não tivesse os funcionários do Departamento de Infraestrutura, certamente o preço final das mensalidades seria mais alto”, aponta Paulo.

Apesar dos custos reduzidos com a manutenção na instituição, o responsável pelo setor pede que os alunos tenham mais cuidado com o manuseio dos móveis e objetos da FEUC, principalmente os estudantes do CAEL, que são mais jovens: “O que mais quebra nas cadeiras são os braços. É comum o aluno sentar justamente nessa parte da cadeira. Também há muito problema com as torneiras dos banheiros. Elas são de apertar, mas tem gente que dá soco nelas. Vamos utilizar corretamente o que há em nosso espaço, pois são danos que vêm do mau uso e que podem ser evitados”, frisa Paulo.

Administração: Novo curso das FIC

 

MEC dá sinal verde para instituição começar a ofertar o bacharelado a partir do segundo semestre deste ano                                                         

Por Gian Cornachini
emfoco@feuc.br

As Faculdades Integradas Campo-Grandenses (FIC) receberam autorização do Ministério da Educação (MEC) para oferecer um novo curso na instituição: bacharelado em Administração. A partir do segundo semestre deste ano, a FEUC iniciará a formação de futuros administradores, e passará a contar com nove graduações, sendo sete licenciaturas e dois bacharelados.

O curso de Administração já era uma demanda antiga da comunidade da região, fato confirmado pela telefonista da FEUC Jenifer Kezia Palma: “Administração é um dos cursos mais procurados por quem liga pra cá. Eu dizia que não tinha e eles perguntavam se eu conhecia uma outra faculdade por perto que oferecesse a graduação”, conta ela. A busca pelo curso na região é um reflexo da oferta de trabalho, como explica Valdemar Ferreira da Silva, coordenador Acadêmico das FIC: “Temos muitas empresas instaladas nas redondezas da FEUC e em cidades vizinhas, como o caso de Itaguaí, que tem atraído indústrias para a região por conta da abertura do porto na cidade. E são poucas instituições por aqui que têm o curso de Administração. Há uma demanda reprimida na área”, observa Valdemar.

O pedido de abertura do curso, formalmente apresentado ao MEC, foi aprovado após visita de duas avaliadoras do órgão na primeira quinzena de março. Elas consideraram adequadas a estrutura da FEUC e o projeto da graduação, que já começará a ser ofertada no período noturno do próximo semestre. Serão 120 vagas anuais, sendo metade destinada ao vestibular do início do ano e o restante para o segundo semestre. Vladimir Leite Gonçalves é o novo coordenador do curso. Contratado especialmente para o cargo, o professor é bacharel em Administração, especialista em Comércio Eletrônico e mestre em Economia Empresarial. Além da carreira docente, Vladimir acumula vasta experiência profissional na área: já trabalhou em empresas como Ambev, IBM e Bradesco, e no Exército Brasileiro.

Professores Rafael Neves (à esquerda) e Valdemar Ferreira (à direita) apresentam a instituição para Vladimir Gonçalves, o novo coordenador de Administração (no centro). (Foto: Gian Cornachini)

Professores Rafael Neves (à esquerda) e Valdemar Ferreira (à direita) apresentam a instituição para Vladimir Gonçalves (no centro), o novo coordenador de Administração. (Foto: Gian Cornachini)

“Estamos muito confiantes no curso de Administração da FEUC, pois o corpo docente envolvido no projeto é excelente”, afirma o coordenador. “Constatamos uma carência na região de cursos com qualidade e compromissados com o atendimento de nossa população local.  Estou esperando que essa abertura possa significar um novo marco na educação superior presente na região e que isso possa servir de impulsionador aos nossos futuros alunos e para o mercado de trabalho”, ressalta Vladimir.

Dados do Censo de Educação Superior de 2012 divulgados no ano passado pelo MEC apontam que Administração é o curso mais procurado no Brasil. Ao todo, são mais de 800 mil estudantes matriculados. No entanto, os números não representam grande concorrência para os interessados na área, como explica o professor Vladimir: “Ainda é pouca a formação dessa mão de obra. Temos um cenário que nos mostra um déficit entre a demanda das empresas e a nossa capacidade de formar administradores. Com isso, podemos esperar que o mercado de trabalho absorva a mão de obra qualificada para atender às suas necessidades”, garante o professor.

As oportunidades de emprego para os futuros administradores são muitas, pois podem atuar em qualquer tipo de empresa, desde o ramo de siderurgia até educação, por exemplo. “Isso ocorre pelo fato de que qualquer empresa necessita de um profissional habilitado ao exercício de um plano de carreira, à execução de um orçamento ou controle de fluxo de caixa. Mas há carência nas áreas de projetos, logística e finanças.  Por este motivo, bons profissionais nessas áreas são contratados a ‘peso de ouro’.  Uma preparação de excelência, aliada ao curso de idiomas, trará bons frutos para os novos administradores”, aponta o professor Vladimir.

O presidente da FEUC, professor Durval Neves, acredita que Administração está vindo na hora certa. Segundo ele, a gestão da educação cada vez mais adquire um grau de complexidade que pede soluções criativas e bem dosadas. Como a FEUC tem a tradição de incorporar egressos da graduação em seus quadros profissionais, pode vir futuramente a se beneficiar disso: “Apesar de, no nascedouro, a faculdade ter sido de formação de professores, com o tempo ela caminha para outras direções. Por exemplo, no momento em que a FEUC sentiu necessidade de se informatizar, a maneira mais inteligente que encontrou foi também abrindo o curso de bacharelado em Sistemas de Informação. Isso trouxe um crescimento espetacular não somente no aspecto acadêmico, mas também nos serviços prestados à comunidade e na gestão administrativa, pois o saber especializado dos profissionais da área contribuiu muito para nossa expansão”, lembra Durval. “Com Administração esperamos que aconteça a mesma coisa, e signifique uma nova etapa de crescimento e desenvolvimento da instituição. E outros cursos ainda virão. Estamos estudando algumas possibilidades na área de tecnologia e até mesmo engenharias”, revela, com otimismo, o presidente.