FEUC além dos muros

 

Evento realizado no Instituto de Educação Sarah Kubitschek levou informações acadêmicas e profissionais aos estudantes e promoveu a troca de saberes entre universidade e escola

Por Tania Neves e Pollyana Lopes

Como parte das atividades do Dia da Responsabilidade Social 2016, a FEUC construiu uma feliz parceria com o Instituto de Educação Sarah Kubitschek (IESK), em Campo Grande, para a realização do “FEUC além dos muros”. Concebido por docentes e graduandos dos cursos da faculdade, o evento levou aos estudantes secundaristas do IESK, no dia 8 de outubro, uma série de atividades voltadas para as áreas de conhecimento acadêmico e os desafios na formação dos futuros profissionais. Foram palestras, oficinas, debates e aulas práticas abordando o conteúdo dos cursos e temas da atualidade, no intuito de compartilhar com os alunos informações que os ajudem a melhor conhecer algumas carreiras profissionais e refletir sobre questões importantes do mundo de hoje.

Estudantes do Sara, após a oficina de Pedagogia, uma das mais concorridas. (Foto: Pollyana Lopes)

Estudantes do Sara, após a oficina de Pedagogia, uma das mais concorridas. (Foto: Pollyana Lopes)

Pedagogia Sob a coordenação das professoras Maria Licia Torres e Cláudia Miranda, os bolsistas do Pibib do curso promoveram duas oficinas, uma sobre o uso das linguagens artísticas como instrumento pedagógico para abordar os gêneros textuais em sala de aula e outra sobre o resgate da tradição oral por meio das cirandas. Apesar de a maior parte dos estudantes que optaram por essas atividades serem do Ensino Médio Regular e não da Formação de Professores, o entusiasmo foi grande.

Na oficina oferecida pelo subprojeto Interdisciplinar do Pibid FEUC, os estudantes conheceram um pouco da literatura africana e confeccionaram pulseiras. (Foto: Pollyana Lopes)

Na oficina oferecida pelo subprojeto Interdisciplinar do Pibid FEUC, os estudantes conheceram um pouco da literatura africana e confeccionaram pulseiras. (Foto: Pollyana Lopes)

“Fiquei encantada com a forma como eles se envolveram com as atividades. Chegaram a pedir um bis da Capoeira”, conta Maria Licia, considerando que o objetivo maior foi alcançado: “Levar os jovens a refletir sobre os processos de ensino e aprendizagem e a reflexão sobre temas sociais e culturais é muito importante, mesmo que eles não pretendam seguir a carreira docente”, avaliou. Professora tanto da FEUC quanto do IESK, Rita Gemino comandou uma oficina de produção de pulseiras, partindo da inspiração de um belíssimo conto africano, que era lido pelos participantes antes de cada um iniciar a montagem de sua pulseira. Também escritora, Rita tem longa experiência no uso do lúdico como meio de abordar os temas literários em sala de aula, e procura munir seus alunos e alunas com essa bagagem: “É importante que o futuro professor conheça a literatura africana para poder quebrar esses estereótipos de um continente que só tem pobreza e coisas negativas. A África tem uma cultura riquíssima, e é plural, são muitas Áfricas”, diz. Matemática Na oficina de Matemática, ministrada por bolsistas do Pibid e professores da FEUC, foram apresentadas aos alunos do IESK métodos de ensino de matemática para crianças que utilizam as mãos, e o chamado material dourado. A atividade foi aprovada pelas alunas do primeiro ano do Ensino Normal do Sara. Andréa Santana de Jesus e Vivian Cristina Barreto dos Santos comentaram:

Na oficina de matemática, os estudantes aprenderam técnicas para utilizar o material dourado, um jogo que facilita o aprendizado de unidades, dezenas e centenas. (Foto: Pollyana Lopes)

Na oficina de matemática, os estudantes aprenderam técnicas para utilizar o material dourado, um jogo que facilita o aprendizado de unidades, dezenas e centenas. (Foto: Pollyana Lopes)

“Eu me interessei pela oficina porque gosto de matemática e eu gostei muito de saber desses métodos mais práticos de se explicar. Quando eu aprendi era mais complexo, então, é bom a gente ficar sabendo de novas formas até para poder ensinar”, contou Vivian. “Eu já conhecia o material dourado, mas não sabia de todas essas formas de usá-lo. É uma coisa mais fácil e dá pra ensinar. E também mexe muito com materiais, com as mãos, é mais didático e a criança se diverte”, reforçou Andréa. Humanas Os cursos da área de Humanas propuseram caminhos bastante instigantes para acessar os conteúdos das disciplinas – como a charge, explorada pelo grupo de Geografia, e as histórias em quadrinhos, abordadas pelo de História. Nas duas salas a atenção e participação dos alunos era intensa. O professor Jayme Ribeiro ia fazendo as conexões entre acontecimentos históricos e os quadrinhos mais em voga naqueles períodos, mostrando como as mensagens políticas são passadas também por meio da cultura e do entretenimento, e os alunos se encantavam com o modo tão saboroso de aprender história. A professora Márcia Vasconcellos, que dividia com ele a apresentação, vibrava: “Ouvi mais de um aluno dizendo ‘puxa, agora já sei o que vou fazer: história!’. Eu, que amo ensinar história, só posso vibrar com isso”, comentou.

Jayme contextualizou histórias em quadrinhos clássicas, como Capitão América, e questionou o papel ideológico e político das imagens. (Foto: Pollyana Lopes)

Jayme contextualizou histórias em quadrinhos clássicas, como Capitão América, e questionou o papel ideológico e político das imagens. (Foto: Pollyana Lopes)

Já na atividade de Ciências Sociais, os alunos tiveram acesso às informações básicas sobre o curso e também conheceram um pouco do trabalho desenvolvido pelo Pibid, na Escola Municipal Amazonas, onde os bolsistas introduzem a Sociologia aos estudantes do 8º e 9º ano. Como forma de exercitar o senso crítico necessário à Sociologia, eles também assistiram um clipe musical e debateram sobre o conteúdo. “A gente também passou o clip da música Minha Alma, do Rappa. O vídeo mostra um pouco do genocídio do povo negro e agora, depois de debate, eles estão fazendo um trabalho expondo no papel o pensamento deles sobre o vídeo e sobre a sociedade em geral, numa forma de manifestação”, explicou Matheus Henrique Vaz, estudante do 3º período de Ciências Sociais e bolsista do Pibid.

Em um dos trabalhos apresentados pelos alunos da oficina de Ciências Sociais os estudantes demonstraram como a televisão pode mascarar a realidade. (Foto: Pollyana Lopes)

Em um dos trabalhos apresentados pelos alunos da oficina de Ciências Sociais os estudantes demonstraram como a televisão pode mascarar a realidade. (Foto: Pollyana Lopes)

Gestão e tecnologia O auditório recebeu palestras de três professores das áreas de gestão e tecnologia da FEUC. Rodrigo Neves, coordenador dos cursos de Informática da FEUC, buscou dar aos alunos um aperitivo do amplo universo que eles poderão encontrar nessa área; Cátia Regina França, coordenadora de Administração, falou sobre o curso mais procurado por estudantes em todo o Brasil, já que o campo de atuação do administrador é muito amplo. E Kattia Eugênia Medeiros, que coordena o tecnólogo em Automação Industrial, abordou características desse curso e também do tecnólogo em Sistemas Elétricos, lembrando que a exploração de novas fontes de energia – como a solar e a eólica – vem revolucionando este mercado e abrindo muitas oportunidades para os formados nessas áreas. “Vimos alunos muito interessados nesses temas, bastante participativos”, disse o professor Rodrigo. “Observamos que eles pouco conhecem sobre a algumas áreas, como sistemas elétricos e automação, e foi muito bom poder esclarecer dúvidas”, completou a professora Káttia. Outros convidados A segunda etapa do evento contou com outros convidados de fora da FEUC, como a graduanda em Biomedicina, Ingrid Verri Pinto, que explicou como proceder nos primeiros socorros em acidentes cotidianos; e da especialista em Literatura, Marcela Guimarães Valle, que falou sobre o fazer pedagógico e o cotidiano do trabalho docente. Também aconteceram palestras sobre temas atuais, educativos e de prevenção, como a discussão sobre os efeitos psicológicos e sociais consequentes do uso de drogas, orientado pela pedagoga e psicopedagoga, Isabella Marques Santos e o debate sobre violência contra a mulher e a Lei Maria da Penha, conduzido pela defensora pública e coordenadora do Núcleo de Defesa dos Direitos da Mulher (Nudem), Arlanza Rebello. Entre outros aspectos, Arlanza apresentou as várias formas de violência contra a mulher além das já conhecidas violência física e sexual, como a violência patrimonial, moral e psicológica. “A violência patrimonial acontece quando a mulher tem seus objetos quebrados, quando ela não tem acesso a nenhum dinheiro porque o companheiro controla tudo; a violência moral, quando ela é caluniada, quando inventam mentiras a respeito dela, chamam de vadia; e a violência psicológica, quando ela é ameaçada, humilhada, quando o homem diz que ninguém gosta dela. E é importante a gente dizer, todas essas são formas de violência e são cobertas pela Lei Maria da Penha, porque elas não são menores”, explicou.

Outro aspecto apresentado por Arlanza foi a compreensão do conceito de mulher pela Lei Maria da Penha, que também abarca mulheres travestis, transexuais, transgêneros. (Foto: Pollyana Lopes)

Outro aspecto apresentado por Arlanza foi a compreensão do conceito de mulher pela Lei Maria da Penha, que também abarca mulheres travestis, transexuais, transgêneros. (Foto: Pollyana Lopes)

Avaliação do evento e da parceria A professora Jane Souza, que atua tanto no IESK quanto na FEUC, e que foi a ponte para esta parceria, mostrou-se eufórica com a participação da garotada: “Tivemos salas cheias em todas as atividades e estudantes empolgadíssimos, muitos pedindo para esticar a atividade, não querendo que acabasse. E professores do IESK também participando, assistindo em várias salas”, disse. A diretora do Instituto, Dayse Duque Estrada, avaliou como positivo o saldo da feira acadêmica e profissional. “Foi um dia diferente, foi uma atividade bastante estimulante que, com certeza, vai ter desdobramentos ao longo do ano com os professores que acompanharam as oficinas”, declarou. Para a FEUC, o dia também foi proveitoso e de aprendizado, como avaliou a professora Célia Neves, coordenadora do curso de Ciências Sociais e uma das organizadoras do evento. “Para nós da FEUC foi uma oportunidade fundamental da gente esclarecer, para os estudantes do Ensino Médio, sobre os cursos universitários. Muitas vezes o estudante chega na universidade e não sabe muito bem o que é aquilo que ele escolheu. Foi um evento muito bacana, uma troca fantástica e eu acho que a gente tem que ampliar essa interlocução entre os diferentes níveis de ensino. Estou muito feliz com isso”, contou.

Resumimos para você as principais dicas da VI Feira de Estágios e Oportunidades

 

Profissionais convidados a palestrar no evento apresentaram experiências e expectativas do mercado de trabalho sobre os futuros empregados

Por Pollyana Lopes e Gian Cornachini

A VI Feira de Estágios e Oportunidades da FEUC já terminou, mas não faltaram conteúdo e dicas para oferecer. Todos os anos, além de vagas para o mercado de trabalho, a Feira traz profissionais experientes para compartilhar conhecimentos sobre como se introduzir de forma adequada no ambiente profissional. Desta vez, não foi diferente. Durante os dias 6 e 7 de abril, o público pôde participar de diversas palestras, e o conteúdo de algumas delas você pode conferir aqui. Vamos lá?

Fatima Firjan - FEUCFirjan e a dicas valiosas

A assistente administrativa da Firjan Fátima Eloy utilizou sua experiência de 13 anos trabalhando com recrutamento e seleção de estagiários e funcionários para explicar, na palestra “Orientações para o Mercado de Trabalho”, como funciona o mercado e como se preparar para ele, além de destacar a importância de se pensar em uma carreira.

Entre as dicas para ser bem-sucedido nas atividades profissionais estão: planejar o trabalho, ter disciplina, responsabilidade, criatividade, determinação, dar um bom atendimento ao cliente e saber controlar seu dinheiro. Como explica Fátima, “não se esqueçam que existem diferentes maneiras de fazer parte do mercado, e se você é um trabalhador autônomo, um empreendedor individual ou mesmo um microempresário, você precisa saber controlar seu dinheiro porque você vai receber um valor ‘x’ em um mês e, no outro, você pode receber metade ou o dobro disso”.

Fátima também ressaltou as atitudes valorizadas e que fazem a diferença no mundo profissional: “Seja gentil e educado, respeite as regras e cumpra os regulamentos da empresa. Também é muito importante ser pontual e cumprir sempre os prazos estabelecidos”, indicou ela. “E uma atitude muito importante que muita gente não toma, porque tem medo ou vergonha, é pedir ajuda quando não sabe de alguma coisa. Isso não demonstra fraqueza, pelo contrário, mostra que você é humilde e está interessado em aprender”, sugeriu.

Anna Helise também apresentou sua trajetória profissional e indicou aos jovens que almejam uma vaga mas não possuem experiência que façam trabalhos voluntários. (Foto: Pollyana Lopes)

Anna Helise também apresentou sua trajetória profissional e indicou aos jovens que almejam uma vaga mas não possuem experiência que façam trabalhos voluntários. (Foto: Pollyana Lopes)

Wix: Ferramenta básica gratuita que pode ser o diferencial para o mercado

Com o mundo conectado à internet é preciso também estar atento às oportunidades e possibilidades oferecidas pelo meio digital. Por isso, a gerente de marketing da Wix — empresa de venda de domínios de sites — orientou os estudantes a criarem um site com um portfólio on-line. Na palestra “Quer o emprego dos seus sonhos? Aprenda a criar um site incrível”, Anna Helise Raad ensinou as ferramentas básicas para criar uma página na plataforma Wix e falou sobre a importância de estar presente, profissionalmente, na internet.

“A gente pensa: como fazer com que as pessoas e, principalmente, as empresas saibam que você existe e que presta um determinado serviço? Hoje em dia, tudo o que a gente quer saber nós perguntamos ao Google. E se uma dessas respostas for o serviço que você oferece? O seu site precisa ter as informações bem apresentadas e adequadas à sua área de atuação. Esse pode ser o seu diferencial”, explicou.

Cleber Lucena, do CIEE, falou sobre a importância de competências além das técnicas. (Foto: Gian Cornachini)

Cleber Lucena, do CIEE, falou sobre a importância de competências além das técnicas. (Foto: Gian Cornachini)

CIEE destaca comportamento como diferencial

O Centro de Integração Empresa-Escola (CIEE) esteve na FEUC oferecendo vagas de estágio e palestras profissionais. Cleber Lucena, um dos porta-vozes da empresa, reuniu o público para alertar sobre a importância de um comportamento adequado para conseguir um empregado e se manter nele. Diante de milhares de contratos de estagiários que o CIEE coordena, Cleber ressaltou que muitos são finalizados em seis meses ou antes da renovação justamente porque o estudante tem conhecimento técnico de sobra, mas competências comportamentais que deixam a desejar.

“É importante ter o segundo idioma, conhecimentos de informática, experiências práticas e conhecimentos acadêmicos. Mas muitas vezes a gente foca em uma competência técnica e deixa as comportamentais de lado”, disse ele, completando: “Saber ouvir, ter iniciativa — e não achar que o que está acontecendo ao meu lado é um problema que não faz parte da minha atividade —, ter bom relacionamento interpessoal, garra, energia, entusiasmo, flexibilidade — o famoso ‘jogo de cintura’, que é não parar e travar, mas buscar uma alternativa —, capacidade de liderança e de negociação”, destacou ele.

Especialista em desenvolvimento humano ajuda a escolher profissão

Focada em carreira, liderança e performance, a especialista em desenvolvimento humano Monica Motta palestrou sobre descobertas e escolhas profissionais. A sua fala tentou amenizar as dúvidas e receios de jovens que ainda não se descobriram profissionalmente, destacando que nossas escolhas não precisam ser levadas pela vida toda: “Quando a escolha não é feita de forma consciente, a gente vê pessoas atuando no piloto automático. E existem milhares de pessoas assim, frustradas, querendo mudar de carreira”.

Monica apresentou dados do Instituto Lobo, que apontam a evasão de 900 mil estudantes por ano das faculdades brasileiras antes de se formar. É possível, segundo ela, que a maioria não esteja certa com relação à profissão, e muitos podem estar seguindo um rumo que os pais ou as tendências indicam, contrariando os próprios desejos.

Monica Motta propõe que estudantes sigam carreira que os torna felizes. (Foto: Gian Cornachini)

Monica Motta propõe que estudantes sigam carreira que os torna felizes. (Foto: Gian Cornachini)

Portanto, para fazer uma escolha mais consciente por uma carreira, Monica indica uma autoavaliação, preferindo sempre se guiar pela “carreira interna”, que é a profissão que nos torna felizes, pois, assim, teremos condições de desempenhar nossas atribuições de maneira muito mais eficaz e menos estressante. Quando isso não acontece, acaba-se optando pela “carreira externa”, que é quando o ambiente ao nosso redor nos força a seguir uma carreira que a família, o mercado ou as tendências nos ditam.

Uma dica para não viver constantemente frustrado na carreira externa é, segundo Monica, tentar seguir uma “carreira integrada”, que é quando atuamos na área que não gostaríamos de estar, mas desenvolvemos a possibilidade de, em certo momento, poder trocar ou seguir paralelamente uma área que traga satisfação. “Ajudei uma profissional de Recursos Humanos que tinha o sonho de trabalhar com animais. Mas ela achava que estava tarde para cursar veterinária. Então indiquei que começasse a se introduzir na área e, aos fins de semana, ela começou a fazer um curso de banho e tosa. Agora, ela trabalha todo fim de semana com isso e está super feliz por poder estar próxima aos animais”, contou Monica, acrescentando: “Quem sabe ela não abre uma Pet Shop? Rsrs”.

A distância cada vez mais perto

 

Núcleo de Educação a Distância da FEUC se apresenta e convida professores a elaborar cursos especializados

Por Gian Cornachini
emfoco@feuc.br

Flexibilizar o horário e ganhar tempo para os estudos. Parece quase impossível levando em conta a rotina exaustiva de grandes centros urbanos, com engarrafamentos quilométricos e horas perdidas. Mas uma solução para quem não pode ou não quer se deslocar rotineiramente para instituições de ensino tem ganhado mais adeptos. A Educação a Distância (EaD), que hoje representa 15% das matrículas de graduação (de acordo com dados do Censo da Educação Superior de 2013), só cresceu. Em dez anos, o número de cursos aumentou 25 vezes. E a FEUC vem se preparando para também contribuir com a sua qualidade neste cenário. “Levar a nossa educação a distância é levar a mesma educação de 55 anos de tradição, mas de maneira diferente”, destacou Vladimir Gonçalves, coordenador do Núcleo Integrado de Educação a Distância (NIEAD) da FEUC, durante evento realizado em 7 de dezembro para celebrar o Dia Nacional da Educação a Distância (que acontece em 27 de novembro) e, também, apresentar aos professores da casa o processo de implementação da modalidade de ensino na instituição.

Coordenador do NIEAD, Vladimir quer levar a qualidade dos 55 anos da FEUC à EaD. (Foto: GIan Cornachini)

Coordenador do NIEAD, Vladimir quer levar a qualidade dos 55 anos da FEUC à EaD. (Foto: GIan Cornachini)

Segundo o professor, que também é coordenador do bacharelado em Administração das FIC, as vantagens de ingressar em um curso a distância são muitas: mobilidade, aprendizagem colaborativa, flexibilidade de horário, a mesma certificação dos cursos presenciais… Ou seja, o aluno consegue gerenciar seu tempo de aplicação aos estudos, aproveitando-se da facilidade em acessar os conteúdos de qualquer computador ou tablet conectado à internet, em qualquer lugar do mundo, garantindo ainda um certificado igual ao de quem frequentou as aulas presencialmente.

Outra vantagem apresentada por Vladimir é a de poder fazer cursos de extensão a distância – que geralmente têm carga horária pequena. Ele apontou que é possível que qualquer professor, com um conteúdo específico que domina, desenvolva um curso de extensão a fim de aprofundar conhecimentos específicos com os estudantes. E, no momento, são nesses cursos que a EaD da FEUC tem focado, enquanto aguarda liberação do MEC para começar a ofertar pós-graduações a distância. “O professor sempre tem uma ideia na mente que ele pode trabalhar, e a ideia é que ele possa pensar num curso e ser tutor dele. E a gente topa fazer essa ideia acontecer”, convidou Vladimir.

Aline Rosa, professora do curso de Sistemas de Informação, fez uma pós-graduação a distância na UFF e incentivou os docentes a também adentrarem neste novo campo que está por vir na FEUC: “Os professores que nunca fizeram um curso a distância, passem por isso. Muitos alunos não podem estar presentes, e a gente precisa conquistá-los, porque o sucesso de um curso está em cativar o aluno, com o material, atenção e retorno do que está sendo feito.”

Professora Aline Rosa, que já cursou EaD, incentiva os docentes. (Foto: Gian Cornachini)

Professora Aline Rosa, que já cursou EaD, incentiva os docentes. (Foto: Gian Cornachini)

[Primeira pessoa] Música na terceira idade

 

DSC_0337Maestro Enéas Romano
Responsável pelo Coral da UNATIL desde a sua criação

 

Eu comecei a estudar música a partir dos 11 anos de idade.

Hoje, aos 75, descubro que tenho muita coisa para aprender… Difícil é encontrar tempo e disposição, esses dois grandes nossos inimigos.

O estudo musical implica em aquisição de conhecimentos teóricos e exercícios práticos para aprimoramento técnico do instrumento ao qual nos dedicamos. Na terceira idade, tais exercícios tendem a se tornar mais raros, seja por problemas nas articulações, cansaço físico e mental ou até por preguiça mesmo.

Mas, com o passar dos anos, vamos adquirindo experiência e aprendendo a conviver com essas deficiências.

E, por falar em experiência, uma das mais gratificantes é essa de poder trabalhar com um grupo de terceira idade aqui na UNATIL, onde, embora não tenha formação em canto-coral, procuro passar um pouco do que aprendi para essas pessoas maravilhosas.

E qual é a importância da música na vida dessas pessoas? Eu acho que a música é importante e salutar para o bem-estar na terceira idade. Não estou falando da musicoterapia, que é um procedimento médico usado no tratamento e prevenção de vários tipos de doenças. Refiro-me à atividade de cantar ou tocar algum tipo de instrumento. Eu acredito que os nossos ensaios podem ajudar a manter o nosso cérebro saudável, fazendo com que estejamos mais aptos e capazes para enfrentarmos o desafio do envelhecimento.

Por isso eu acho que a música tem, sim, um papel fundamental na nossa faixa etária, pois proporciona, com toda certeza, bem-estar e melhor qualidade de vida.

Tomara que chova, para encher o cofrinho!

 

Sistema de reuso da água de chuva, que está sendo implantado por funcionários da casa, trará economia e exemplo de sustentabilidade  

Por Tania Neves
emfoco@feuc.br

Quem passa em frente à entrada da Educação Infantil já deve ter percebido, no lado oposto, a presença de um estranho objeto azul claro conectado à coluna que canaliza as águas pluviais vindas do alto do prédio A. Trata-se do pontapé inicial de um importante projeto que, a médio prazo, poderá levar a FEUC a reduzir consideravelmente sua conta de água com a Cedae. É um filtro que separa os resíduos que vêm com a chuva e lança a água diretamente na cisterna, a partir de onde será reaproveitada nas descargas de todos os banheiros daquele prédio e também para regar plantas e lavar chão.

“Se tudo der certo com este primeiro teste, replicaremos o sistema nos demais prédios, o que nos permitirá reduzir o consumo de água da Cedae, utilizando-a apenas nas pias e terminais onde se necessita de água potável”, explica o presidente da FEUC, professor Durval Neves, ele próprio o “engenheiro” da obra, que vem sendo tocada por três funcionários da casa: o bombeiro hidráulico Carlos Jorge Rocha, o serralheiro Carlos Alberto Plácido Luiz e o analista de sistemas Fábio Alves Lima, que pesquisa os temas de sustentabilidade e energia alternativa por paixão.

A água que desce do telhado passará pelo filtro e os resíduos maiores (folhas, pedrinhas) serão descartados pelo cano da direita, enquanto a água descerá pelo outro cano à esquerda, que será conectado à cisterna. (Foto: Gian Cornachini)

A água que desce do telhado passará pelo filtro e os resíduos maiores (folhas, pedrinhas) serão descartados pelo cano da direita, enquanto a água descerá pelo outro cano à esquerda, que será conectado à cisterna. (Foto: Gian Cornachini)

Os Carlos estão animados com o projeto. “Acreditamos que em outubro já estará tudo pronto para os primeiros testes, dependendo só de ter chuva”, diz Carlos Jorge, explicando que é preciso primeiro ver se o mecanismo funcionará, fazer os ajustes necessários e somente depois conectá-lo à cisterna. “Funcionando, o passo seguinte é colocar nos outros prédios. E nós vamos construir aqui mesmo os próximos filtros, inspirados neste aí que foi comprado”, completa Carlos Alberto.

Uma vez armazenada na cisterna, a água será impulsionada para a caixa d’água por meio de uma bomba movida a energia solar, outro projeto piloto para o qual Fábio também faz pesquisas: “Esta placa já está em funcionamento, e no futuro teremos muitas outras, que nos permitirão produzir parte da energia usada no prédio”, diz.

Claro que a economia é importante, mas o presidente reforça o caráter mais abrangente da iniciativa: “Somos uma instituição de educação, e educar sobre sustentabilidade passa por essas ações, que servirão de laboratório para nossos alunos dos cursos técnicos e poderão estimular nossos funcionários a replicarem em suas casas, na medida do possível”, diz o professor Durval.

Na ‘Casa das Professoras’, espaço livre para debater empoderamento

 

Roda de conversa sobre violência de gênero e evento preparatório para Conferência de Políticas para Mulheres mobilizaram grandes plateias na FEUC em torno de temas como avanços nas lutas femininas e desafios ainda a enfrentar

Por Pollyana Lopes e Tania Neves
emfoco@feuc.br

No mês em que a lei Maria da Penha completou 9 anos em vigor, a FEUC esteve presente nos importantes debates pela consolidação e ampliação das políticas públicas voltadas para as mulheres, promovendo em parceria com a Defensoria Pública do Rio de Janeiro uma roda de conversa sobre o tema e acolhendo em suas dependências a pré-conferência da AP-5, preparatória para a IV Conferência Municipal de Políticas para as Mulheres do Rio, que aconteceu em setembro.

Arlanza, Célia e Rita Andréa: debate intenso com participação de mulheres e homens. (Foto: Gian Cornachini)

Arlanza, Célia e Rita Andréa: debate intenso com participação de mulheres e homens. (Foto: Gian Cornachini)

A roda de conversa “Lei Maria da Penha e a Violência de Gênero”, realizada no dia 25 de agosto, recebeu as convidadas Arlanza Rebello, defensora pública e coordenadora do Núcleo de Defesa dos Direitos da Mulher (Nudem), e Rita Andréa, socióloga e assessora especial da Secretaria de Políticas para Mulheres (SPM-Rio). Mediadora da conversa, a coordenadora do curso de Ciências Sociais, Célia Neves, lembrou que a FEUC, conhecida como a Casa do Professor, cada vez mais se firma como a Casa da Professora, diante da crescente busca das mulheres pelo ensino superior – uma forma, também, de empoderamento.

Rita Andréa fez um apanhado geral sobre a evolução jurídica e política de alguns temas relacionados à mulher, desde as primeiras legislações até a Lei Maria da Penha, ressaltando o tanto que os movimentos feministas contribuíram para a conquista de leis menos discriminatórias e políticas sociais para o combate à violência de gênero. Chegou a arrancar um “ohhh” do auditório ao lembrar que até 2002 o Código Civil permitia ao homem pedir anulação de casamento se descobrisse que a mulher não era virgem ao se casar.

Arlanza voltou-se mais para explicar o alcance da Lei Maria da Penha e salientar a complexidade da violência doméstica, lembrando que muitas outras ações violentas costumam preceder as agressões físicas, como xingamentos, desqualificação da mulher (“você não serve pra nada”), isolamento dos amigos e até da família, ameaças (“se for à polícia, te mato”), entre outras: “É preciso que a mulher procure ajuda antes de chegar nesse ponto. Neste sentido, a Lei Maria da Penha vem mais para dar possibilidades de defesa à mulher, com os centros de referência e as medidas protetivas, por exemplo, do que para criminalizar o agressor, pois as condutas agressivas já estão todas enquadradas em tipos penais existentes”, explica.

O momento seguinte, de debate, foi dos mais intensos e participativos, não apenas com intervenções das mulheres da plateia, relatando situações vividas e contribuindo com questionamentos importantes, mas sobretudo pelas falas de alguns homens, apoiando o empoderamento das mulheres e o combate à violência de gênero.

Também o quinto encontro preparatório para a IV Conferência Municipal de Políticas para as Mulheres do Rio, no dia 29, teve recorde de público: mais de 200 mulheres dos bairros de Bangu, Campo Grande, Realengo, Santa Cruz e Guaratiba debateram os desafios e propuseram políticas para superar as dificuldades encontradas pela mulher na sociedade. O objetivo dessas prévias, promovidas pela Secretaria Municipal de Políticas para as Mulheres (SPM-Rio), era ouvir e recolher demandas da população em diferentes pontos da cidade para serem discutidas e encaminhadas, em forma de propostas de políticas públicas, à IV Conferência.

A mesa de abertura foi composta por representantes do poder público e moradoras da região engajadas nos movimentos que atuam em questões de gênero. Coordenadora da mesa, a secretária da SPM-Rio, Ana Rocha, foi direto ao ponto: “As mulheres estão em toda parte, são 52% do eleitorado, trabalham, dão um duro danado, mas nos espaços de poder elas são sub-representadas, e isso é um déficit democrático. Não existe democracia sem a participação das mulheres nos espaços de poder”.

Participantes da pré-conferência discutem temas a serem levados para o evento municipal. (Foto: Pollyana Lopes)

Participantes da pré-conferência discutem temas a serem levados para o evento municipal. (Foto: Pollyana Lopes)

Representante da FEUC na mesa, a coordenadora de Extensão, Pós-Graduação e Pesquisa das FIC, professora Gabriela Barbosa, lembrou que a instituição tem como prática abrir seus espaços para esse tipo de debate. “Eu quero dizer, em nome da FEUC, mas também em meu nome, mulher, nascida e criada na Zona Oeste, que é uma honra ter a oportunidade de sediar esse encontro. A instituição, ao longo dos seus 55 anos, sempre participou desse debate, seja cedendo o espaço físico, seja nos ambientes de formação, nos seus cursos de graduação e pós-graduação”, salientou.

Após a mesa de abertura e uma apresentação cultural, as participantes se dividiram em grupos para debater diferentes temas, e listaram no encerramento as propostas a serem levadas à IV Conferência. Destacaram-se sugestões de maior divulgação do papel e funcionamento do recém-criado Conselho Municipal de Direito da Mulher, a reativação do SOS Mulher, a ampliação dos serviços de atendimento à saúde da mulher e o aumento do percentual de participação feminina nas candidaturas eleitorais, entre outras.

Ecos Sonoros no Festival Internacional de Corais em Camboriú

Coralistas da FEUC farão neste próximo fim de semana duas apresentações no evento de Santa Catarina: sábado, em um complexo turístico; e domingo no auditório de uma universidade

Por Tania Neves
emfoco@feuc.br

O maestro David de Souza embarca amanhã para Santa Catarina liderando um grupo de 24 coralistas do Ecos Sonoros e alguns músicos agregados para participar do I Festival Internacional de Corais de Balneário Camboriú. As apresentações serão feitas em dois locais, entre sexta-feira e domingo: no Auditório do campus Camboriú da Universidade do Vale do Itajaí (Univali); e no Complexo Turístico Cristo Luz. Outros 15 corais, de diversos estados brasileiros, também participam do evento, que pretende se firmar como mais uma oportunidade para a divulgação do canto coral no Brasil.

“Além das apresentações em si, este será mais um intercâmbio muito importante para o grupo”, afirma o maestro. Segundo ele, a oportunidade de conhecer o trabalho de outros corais e trocar experiências é fundamental para o crescimento do grupo, e a participação em festivais é sempre um momento proveitoso.

Ecos Sonoros em recente apresentação na FEUC: coral cantará em Balneário Camboriú (Foto: Gian Cornachini)

Ecos Sonoros em recente apresentação na FEUC: coral cantará em Balneário Camboriú (Foto: Gian Cornachini)

Não é a primeira vez que nosso coral Ecos Sonoros ultrapassa a barreira do município e do estado – e mesmo do país – para mostrar sua arte em outras paragens. Desde 1999, quando foi reorganizado pelo maestro David, o grupo já fez apresentações em Belo Horizonte, Conselheiro Lafaiete, Blumenau, Criciúma e outras cidades brasileiras, além das internacionais Bariloche e Córdoba, na Argentina. Também já foi convidado para Roma, na Itália, mas desistiu da viagem por falta de patrocínio.

Maestro David incentiva novos talentos: para se candidatar ao coral, basta marcar teste (Foto: Gian Cornachini)

Maestro David incentiva novos talentos: para se candidatar ao coral, basta marcar teste (Foto: Gian Cornachini)

Coralistas ‘bancam’ a própria viagem

Para realizar a atual viagem, os próprios coralistas fizeram poupanças pessoais ao longo do ano para comprar as passagens e pagar a hospedagem, e ganharam dos organizadores do festival um pacote turístico local para usufruir de alguns atrativos de Camboriú. Para o ano que vem, já têm convites para se apresentar em Campos do Jordão, Bariloche e Roma – mas naturalmente precisam de patrocínios para as viagens mais caras: “Este ano mesmo deixamos de ir a Roma porque era impossível sem patrocínio. Vamos continuar tentando obter parcerias para conseguir levar nossa música e o nome da FEUC por esse país e esse mundo afora”, anima-se o maestro.

Integram o Ecos Sonoros alunos e ex-alunos da FEUC, professores e pessoas da comunidade. Para os interessados em se juntar ao grupo, os requisitos são dois: ser aprovado pelo maestro em um teste de percepção musical e depois passar por um cursinho básico de musicalização e técnica vocal: “São dois meses mais ou menos de treinamento, para se ambientar e entrar no espírito do trabalho”, diz o maestro David, sempre disposto a acolher e incentivar novos talentos.

 

Leitura para agitar o cérebro

 

Biblioteca montada pelos próprios integrantes disponibiliza diversos livros a quem participa da UNATIL

Por Pollyana Lopes

emfoco@feuc.br

Na Universidade Aberta à Terceira Idade Leda Noronha (UNATIL), os idosos têm a oportunidade de manter o corpo dinâmico em aulas de yoga, dança, canto etc. Para manter “mente sã em corpo são”, porém, é preciso trabalhar também o cérebro, o raciocínio, o espírito. Nesse quesito, a leitura pode ser um grande aliado. Para quem já passou dos sessenta e está sujeito a uma série de agravos que podem levar embora até mesmo as lembranças, não há melhor remédio. Por isso a leitura é incentivada entre os integrantes do grupo da terceira idade, por meio de uma biblioteca própria.

DSC_0277Entre uma atividade e outra, nas tardes de terça, quarta e quinta-feira, quem passa em frente à sala da coordenação da UNATIL, na FEUC, encontra uma banca cheia de livros.

A iniciativa de montar a biblioteca partiu de Maria José da Silva, que teve a intuição depois de uma das atividades culturais organizadas pela universidade. Em uma visita ao Castelo Mourisco, o prédio principal da Fundação Oswaldo Cruz, ela e os colegas conheceram o projeto de troca de livros daquela instituição. Zezita, como carinhosamente é conhecida, acreditou que algo parecido poderia ser implementado na UNATIL. Então ela e as colegas, com apoio da FEUC, saíram em busca de doações de livros — e prontamente foram atendidas. Hoje, a pequena biblioteca conta com mais de 150 publicações.

“Eu trouxe a ideia porque vi na Fiocruz uma coisa de troca de livros, nem era uma biblioteca. Lá eles levam um livro, pegam outro e levam pra casa. Eu gostei da ideia e trouxe pra cá, mas aqui nós modificamos. Eu falei com os outros componentes para trazerem livros e doarem para a gente formar uma pequena biblioteca. Assim, nós emprestamos: uns doam e outros levam emprestados, ficam sete dias com o livro e, se não conseguirem ler, é só renovar”, explica Zezita.

Entre as mais empolgadas com a leitura e cativadas pelo projeto está Waldea Bernardo. Apesar de ter a possibilidade de adquirir livros por outros meios, seu nome aparece frequentemente na lista de empréstimos. Ela, que prefere os romances clássicos de Eça de Queiroz, Machado de Assis, José de Alencar e Luis Fernando Veríssimo, destaca a importância da leitura e alerta que o hábito deveria ter mais adeptos: “Ler é importantíssimo, leitura acrescenta tudo na nossa vida. De tudo o que a gente lê, a gente aprende um pouco. Eu acho que as pessoas deveriam ter mais interesse. Quinze, vinte minutinhos que você tira para ler um capítulo, dois, três, não vão ocupar tanto o seu tempo, e só tem a acrescentar, ainda mais na nossa idade”, incentiva Waldea. “A gente tem que ler, procurar sempre atividades pra mente não parar, porque senão ela para e a gente fica só pensando em coisas que não deve. A leitura é o melhor caminho, qualquer tipo de leitura, até gibi eu leio. Eu gosto mesmo!”, enfatiza.

A professora Leda Noronha, fundadora e diretora da UNATIL, ressalta o protagonismo do grupo que teve a iniciativa: “A ideia da biblioteca da UNATIL surgiu dos próprios integrantes. As doações foram feitas por diversas pessoas e não há nenhuma restrição”, esclarece a diretora. “A pessoa doa o que quiser, e o outro lê o que quiser. Livros religiosos, científicos, literatura, tem um pouquinho de tudo porque é um esforço coletivo, um esforço deles. Isso é incentivado por nós porque a gente sempre dá muita importância às atividades que brotam do próprio aluno”, diz.

A banca impressiona pela variedade de livros em oferta. (Foto: Pollyana Lopes)

A banca impressiona pela variedade de livros em oferta. (Foto: Pollyana Lopes)

Tímida, é preciso um pouco mais de conversa para que Zezita conte suas motivações mais íntimas em propor a biblioteca. “Eu adoro ler, por isso eu tive essa ideia. Já li muito na minha vida”, revela. Pensando nos colegas, ela se solidariza: “Às vezes você gosta de ler, mas não tem como, até comprar, porque livro é caro”, pondera Zezita.

O projeto cumpre seu papel, como diz a própria Zezita: “Foi um sucesso. Sempre tem alguém pegando livro”, alegra-se.

Por dentro da biblioteca

 

Tudo o que há e o que está por vir

Por Gian Cornachini
emfoco@feuc.br

Mais de 16 mil títulos impressos estão disponíveis para consultas e empréstimos. (Foto: Gian Cornachini)

Mais de 16 mil títulos impressos estão disponíveis para consultas e empréstimos. (Foto: Gian Cornachini)

Do impresso ao digital, a Biblioteca Joaquim Ribeiro, fundada na FEUC em 1966, oferece hoje um vasto número de livros e publicações que atendem a todos os cursos da instituição, além de serviços e atividades para complementar a formação acadêmica dos estudantes. Peça fundamental para a avaliação das graduações junto ao MEC, o setor é responsável também por contribuir com as boas notas atribuídas aos cursos, como explica o bibliotecário Guilherme Carneiro Santos: “Os avaliadores do MEC ficam encantados em verificar que uma instituição pequena na Zona Oeste tem investimento pesado em conteúdo digital e ferramentas que em instituições de ensino públicas, inclusive nas de origem dos avaliadores, às vezes não tem”, ressalta Guilherme. “Nessa dimensão, eles dão nota máxima na avaliação setorial, e isso potencializa muito as notas finais dos cursos”, afirma ele.

Conheça, a seguir, os serviços e futuras atividades desenvolvidas na biblioteca da FEUC.

Acervo físico e digital

Mais de 16 mil títulos impressos estão disponíveis para consultas e empréstimos. Há também assinaturas de 45 revistas e periódicos específicos por área, como a revista Administração de Empresas da Fundação Getúlio Vargas (FGV), as publicações da Sociedade Brasileira de Computação e a Revista Brasileira de Educação. A disponibilidade do exemplar é consultada por um sistema informatizado na entrada do setor. Basta inserir informações como o nome do livro ou autor para fazer a verificação. O uso do acervo se faz por meio de um cadastro na biblioteca para obter uma carteirinha de acesso. O valor da emissão do documento é de R$ 4,00 (bolsistas do Pronatec estão isentos da taxa). Os empréstimos são gratuitos.

Acervo digital possui mais de 8 mil títulos diferentes e completos. (Foto: Gian Cornachini)

Acervo digital possui mais de 8 mil títulos diferentes e completos. (Foto: Gian Cornachini)

Em 2010, a FEUC implementou a Biblioteca Virtual Universitária, um ambiente on-line que sozinha oferece hoje 3.200 livros digitais de editoras associadas, como Contexto, Papirus, Scipione, e Companhia das Letras, entre outras. A partir de 2014, o acervo mais do que dobrou de tamanho com a inserção da “Minha Biblioteca”, um outro ambiente virtual de publicações digitais de editoras diferentes da Biblioteca Virtual Universitária, como Saraiva, Atual, Santos, Artmed. O acervo digital passa hoje dos 8 mil títulos, podendo ser acessado pelos interessados a partir de qualquer computador, celular ou tablet conectado à internet. Para isso, é só se “logar” na área restrita do aluno pela página da FEUC (www.feuc.br) e verificar no menu as opções “Biblioteca Virtual Universitária” e “Minha Biblioteca”, que automaticamente o usuário será redirecionado para o acervo das editoras. É possível ler o livro completo e imprimir uma quantidade restrita do arquivo, visto que a lei de direitos autorais não permite a reprodução completa da obra. O acervo digital oferecido pelas duas bibliotecas on-line está contemplado, em média, com 50% a 70% do acervo físico por curso.

Bibliografia e normas ABNT

A fim de minimizar erros de formatação de trabalhos com base na Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT), a biblioteca dispõe de uma assinatura direta com a Associação para oferecer as diretrizes de referências mais recentes para consultas. Outra ferramenta para ajudar a montar, por exemplo, monografias, é o “More”, um sistema que cria automaticamente todos os tipos de referência bibliográfica, bastando inserir os dados dos livros. A referência, então, é gerada e, depois, é só copiá-la e colá-la no editor de texto. Informações sobre como utilizar esses recursos podem ser consultadas com os funcionários do balcão de atendimento da biblioteca.

Cabines individuais e salas de estudo em grupo no segundo andar. (Foto: Gian Cornachini)

Cabines individuais e salas de estudo em grupo no segundo andar. (Foto: Gian Cornachini)

Cursos de capacitação

Dois cursos serão ofertados ainda neste semestre pela biblioteca: “Introdução à pesquisa bibliográfica”, voltado para estudantes do primeiro período de quaisquer cursos; e “Seminários de monografia” para alunos matriculados na disciplina. A primeira capacitação terá como objetivo apresentar os recursos da biblioteca e ensinar a utilizar as ferramentas digitais. A segunda funcionará como uma atividade para tirar dúvidas sobre formatação do trabalho monográfico. Ambas serão gratuitas e renderão horas de atividades complementares. Assim que estiverem disponíveis, os alunos serão informados. A ideia é que a partir do próximo semestre os cursos sejam sempre oferecidos no início de cada período letivo.

A biblioteca também está planejando lançar dois cursos de extensão em agosto: “Metodologia da Pesquisa Educacional”, que tem a proposta de tornar o aluno apto a preparar projetos científicos e tomar ciência dos diferentes métodos de pesquisa; e “Tecnologia de Informação Aplicada à Educação”, que capacitará futuros professores a utilizar tecnologias em sala de aula. Os cursos ainda estão em fase de planejamento, portanto sem carga horária, datas e valores definidos.

Núcleo do IBGE

Recentemente, a FEUC assinou um termo de cooperação técnica com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) que fará da instituição um núcleo base do IBGE na Zona Oeste. A biblioteca receberá este ano todas as publicações editadas pelo Instituto e se tornará referência na região para o acesso ao conteúdo oficial do IBGE.

Orquestra e coral em ano de festa

 

Concerto celebra aniversário dos grupos musicais da FEUC

Por Gian Cornachini
emfoco@feuc.br

Grandes comemorações marcaram 2014 na FEUC, a começar pela Universidade Aberta à Terceira Idade Professora Leda Noronha, a UNATIL, que completou 20 anos em agosto. Aos 20 chegou também a Orquestra da FEUC, e o Coro Ecos Sonoros — reorganizado e de volta à ativa em 1999 — celebrou seus 15 anos de muita voz. A festa de toda essa trajetória artística na FEUC não poderia ter sido de outra maneira ou em data diferente: em 22 de novembro, Dia do Músico, a Orquestra e o Coro Ecos Sonoros promoveram um concerto especial de aniversário, que contou com mais de 10 músicas no repertório, apresentação de dança, participação do coral da UNATIL e um reencontro com ex-coralistas.

Maestro David com a orquestra: grupo é composto por mais de quarenta músicos profissionais. (Foto: Gian Cornachini)

Maestro David com a orquestra: grupo é composto por mais de quarenta músicos profissionais. (Foto: Gian Cornachini)

A Orquestra da FEUC foi formada em 1984 pelo maestro Manoel Messias. Hoje, é regida pelo maestro David de Souza e integrada por mais de 40 músicos, entre professores, estudantes, ex-alunos e membros da comunidade. Já participou de diversas apresentações e conquistou títulos e troféus em diversos concursos e festivais. Recentemente, foi inserida entre as 10 melhores bandas civis do estado do Rio de Janeiro por meio de um concurso realizado pela Associação de Bandas de Música do Rio de Janeiro (ASBAM). Já o Coro Ecos Sonoros, que teve como primeiro regente Mário Pinheiro, foi reorganizado em 1999 pelo maestro David, após um longo período sem atividades. Desde então, recebe candidatos para integrá-lo que tenham, segundo o maestro, um mínimo de percepção musical. O coral registra ainda uma lista de diversas apresentações em outros estados e fora do Brasil, como Bariloche e Córdoba, na Argentina.

“A FEUC hoje é uma referência não só aqui, mas até fora do país. O coral e a orquestra levam essa extensão com o nome da instituição para diversos lugares. Temos convites para nos apresentar no ano que vem em Portugal e na Itália”, contou o maestro David, animado após o concerto.

Danilo Peixoto, professor de Matemática formado na FEUC em 2005 e ex-coralista, relembrou, com muita empolgação, os tempos em que fez parte do coral: “Participei de viagens com eles e foi bom demais o período em que fiquei aqui. Se as situações da vida não me ocupassem tanto, com certeza tiraria um tempo para estar no coral mais uma vez”, destacou ele.

 

Confira um resumo do concerto de aniversário [VÍDEO]

Em agradecimento aos presentes no concerto, o presidente da FEUC, professor Durval Neves, elogiou a equipe musical e o trabalho de extensão da Orquestra e do Coro Ecos Sonoros — projeto que flui em parceria com a comunidade acadêmica e externa: “A harmonia da orquestra e do coral impregnou a todos nós nesses últimos anos”, observou ele. “E que a gente amplie cada vez mais, para que nossa querida FEUC possa abraçar a todos que têm vontade de música e vontade de viver, porque aqui a gente vive intensamente”, concluiu.