Como o professor prepara uma aula?

 

A revista FEUC em Foco foi atrás de respostas

Por Gian Cornachini
emfoco@feuc.br

Na última edição da revista, o estudante Gabriel Boti, do 9º ano do Ensino Fundamental, deu entrevista para a matéria “Estudo, Adrenalina e Diversão” (leia em http://migre.me/eNFt3). Depois de vê-la impressa, sugeriu uma pauta em cima de uma dúvida sua: “Eu queria saber como é que um professor prepara uma aula”, questionou o jovem. A revista FEUC em Foco foi atrás de respostas para a questão.

O coordenador do curso de Matemática das FIC, professor Alzir Fourny Marinhos, sugere algumas etapas na preparação das aulas: “O primeiro foco é a busca por respostas: o que pretendemos ensinar? O que esperamos alcançar? Ensinar para quem? Quais as competências e habilidades que podemos construir?”, lista Alzir. Para o professor, o planejamento nasce após uma análise da turma: “É necessário visualizar o conhecimento social e acadêmico dos alunos, que está subordinado a vários aspectos”, constata ele.

Essa análise é um dos pontos chaves na hora de preparar uma aula. Quem explica isso é Lorelaine Saurina Machado, professora do curso de Letras. Ela ministra aulas de estágio orientado — uma disciplina que, dentre outros objetivos, ensina o futuro professor a planejar suas aulas — e enfatiza a importância de o docente conhecer bem seus alunos para saber o que deve ser ensinado: “Cada turma tem a sua necessidade, suas especificidades. O professor descobre isso na prática, tomando conhecimento das deficiências de seus alunos”, afirma.

Outro ponto é que cada escola exige que os conteúdos sejam trabalhados à sua própria maneira, como explica Lorelaine: “Há escolas que só passam uma referência e o professor monta sua aula a partir dela. Já outras dão uma apostila com o conteúdo de cada aula pronta e ele é obrigado a seguir esse material. Mas isso não significa que o professor não possa buscar outras leituras paralelas para complementar sua aula — que é o que eu indico que seja feito”, esclarece ela.

E um exemplo de professor que prepara bem suas aulas? A revista FEUC em Foco fez uma rodada de perguntas a estudantes do CAEL durante um intervalo de aula. O nome que mais apareceu entre as respostas? “Cristiano da biologia”.

Professor utiliza recursos audiovisuais para dinamizar e exemplificar as aulas de biologia.(Foto: Gian Cornachini)

Professor utiliza recursos audiovisuais para dinamizar e exemplificar as aulas de biologia.
(Foto: Gian Cornachini)

O professor Cristiano Santiago Ferreira dá aula de biologia no colégio e tem boa reputação entre os estudantes, como revela Matheus Marques de Souza, de 16 anos, aluno do 1º ano de Edificações: “As aulas dele são muito interessantes porque chamam bastante a nossa atenção. Ele usa data show, mostra imagens, vídeos; não é só aquela coisa de explicação, sabe?”, observa Matheus.

Cristiano conta como prepara as aulas que fazem dele um professor querido entre os estudantes: “Eu delimito os objetivos que eu quero com as aulas e me preocupo em conectar as ideias abordadas para que tudo faça sentido”, explica ele. O professor faz essas conexões por meio de exemplos reais do mundo da biologia no próprio dia a dia das pessoas. Para isso, ele se utiliza de tecnologias como internet e projetores em sala de aula para exemplificar aquilo que está ensinando. Segundo Cristiano, essa técnica de ensino faz diferença no aprendizado: “A aula deve ser dinâmica, e a interação do professor com o aluno é importante. O estudante, quando estimulado, contribui para a aula acrescentando informações vivenciadas por si mesmo. Até nós, professores, acabamos aprendendo com eles”, revela Cristiano.

Para a professora Lorelaine, a aproximação com o estudante é outro ponto essencial para uma aula bem preparada e executada: “A gente tem que se dar a chance de ouvir o aluno para que ele diga o que realmente deseja aprender, ler, fazer, como ele quer crescer.  Isso é construção coletiva de conhecimento, e todos ganham dessa maneira. O professor não fica desmotivado, nem o aluno entediado”, assegura Lorelaine.

Matheus e seus colegas do 1º ano de Edificações prestam bastante atenção na aula de biologia.(Foto: Gian Cornachini)

Matheus e seus colegas do 1º ano de Edificações prestam bastante atenção na aula de biologia.
(Foto: Gian Cornachini)

Exposição de fotos: alunos de publicidade lançam um olhar amoroso sobre a Zona Oeste

 

Por Gian Cornachini
emfoco@feuc.br

O curso técnico em Publicidade e Propaganda promoverá, de 26 de abril a 25 de maio, a exposição de fotografias “Zona Oeste – Eu amo”. A mostra reunirá fotografias da Zona Oeste do Rio que retratem o que os estudantes enxergam de mais belo na região. O trabalho tem a coordenação dos professores Luciane de Resende e Rafael Castro, e será montado no corredor principal do CAEL e no pátio da FEUC.

A ideia de fazer a exposição surgiu da coordenadora do curso técnico em Publicidade e Propaganda, Luciane Resende: “Eu estava vendo uma mostra fotográfica que o banco Santander fez para que as pessoas mostrassem o que havia de mais belo no Rio de Janeiro. Percebi que 99% das fotos eram da Zona Sul. As pessoas esqueceram da Zona Oeste!”, conta a professora.

As estudantes Ingrid Monteiro e Rafaela de Sá acompanham os professores Luciane Resende e Rafael Castro na verificação dos lugares registrados nas fotos. A exposição deve conter apenas fotografias da Zona Oeste. (Foto: Gian Cornachini)

Luciane e o professor de fotografia Rafael Castro desenvolveram a atividade com os estudantes dos três anos do curso com o objetivo de explorar a beleza da Zona Oeste e aprimorar capacidades artísticas deles. “É uma boa forma de desenvolver o lado criativo do profissional em Publicidade e Propaganda”, afirma Rafael.

A estudante do 3º ano Rafaela de Sá, de 16 anos, está tendo dificuldades em acompanhar a atividade: “Eu não tive ideia ainda, não consigo pensar em um lugar bonito em Campo Grande”, lamenta a jovem.

Segundo a professora Luciane, é comum ouvir comentários como o da estudante Rafaela: “Os referenciais de beleza que temos são sempre da Zona Sul. Os alunos não usam referências da Zona Oeste”, explica. “Eles chegam em mim e falam assim: ‘Professora, mas o que é que tem de belo em Campo Grande?’ E eu insisto que quero que eles tenham uma visão criativa, que a gente possa ver os olhares desses adolescentes sobre a Zona Oeste”, esclarece ela.

Já o professor Rafael afirma que as paisagens passam despercebidas na rotina diária da população urbana: “De repente, a paisagem está ali todo dia, mas você está cansado no ônibus, pois acordou cedo, trabalhou o dia todo e foi à noite para a faculdade. Então, você não olha para aquela paisagem. Mas se estiver com um olhar mais fresco, você percebe que aquele lugar que está na esquina da sua rua tem sua beleza, mas que passa invisível aos seus olhos”, exemplifica Rafael.

Ingrid Monteiro, de 17 anos, estudante do 3º ano, não terá problemas em trazer o que enxerga de mais bonito para a exposição: “Moro em Barra de Guaratiba e lá tem muitas praias, lugares bonitos para serem fotografados. A professora Luciane me pediu para fazer várias fotos de lá. Vou trazer umas dez!”, garante Ingrid.

III Feira de Estágio e Oportunidades começa na próxima terça-feira

 

Da Redação
emfoco@feuc.br

Nos dias 19 e 20 de março, das 9h às 21h, será realizada a “III Feira de Estágio e Oportunidades da FEUC”. O evento é organizado pela Coordenação de Estágio e Mercado de Trabalho (CEMT) e contará com palestras de agentes de capacitação de oportunidades e empresas. O objetivo da feira é de ampliar a oferta de estágios aos estudantes do Ensino Médio e Superior da região, além de discutir a importância do estágio na formação do estudante, avaliar resultados da lei de estágio e proporcionar o contato entre os alunos e empresas.

Lorelaine Saurina Machado, coordenadora de estágio, avalia a importância de propor atividades como essa para a comunidade estudantil: “A nossa meta é viabilizar para os discentes a oportunidade de serem inseridos em vagas de estágio e recolocados no mercado de trabalho”, diz ela. A “recolocação” proposta por Lorelaine está associada aos muitos alunos que possuem empregos, mas procuram uma nova colocação no mercado.

A III Feira de Estágio e Oportunidades será aberta ao público e a entrada gratuita. Somente para as palestras será necessário fazer inscrição. Para isto, basta chegar com meia hora de antecedência e procurar pelo estande do CEMT, que estará montado no pátio da FEUC. Cada palestra valerá 2h de atividade complementar.

Estudo, adrenalina e diversão

 

De casa ao CAEL: estudantes escolhem o skate para percorrer o trajeto

Gian Cornachini
emfoco@feuc.br

Tem gente que vai para a escola a pé, outros são levados pelos pais, e há, também, aqueles que preferem pedalar para encurtar o tempo do trajeto. Agora, usar skate para chegar mais rápido e, de quebra, se divertir no caminho é uma opção para poucos — ou melhor, para corajosos.

Os amigos Felipe Bento e Gabriel Coli aboliram a caminhada: o trajeto da casa deles até o CAEL não passa de 5 minutos com o longboard (Foto: Gian Cornachini)

Os amigos Felipe Bento e Gabriel Coli aboliram a caminhada: o trajeto da casa deles até o CAEL não passa de 5 minutos com o longboard (Foto: Gian Cornachini)

No Colégio de Aplicação Emmanuel Leontsinis, o CAEL, é possível encontrar alguns corajosos que ousam fazer o trajeto de casa à escola em cima de um skate. Até o ano passado, Felipe Bento, formado no Ensino Médio e técnico em Publicidade e Propaganda, era um dos estudantes que trocavam a caminhada pelas quatro rodinhas: “Tentei juntar o que gosto com o lugar em que tinha que ir. Moro perto do CAEL e, ao invés de ir a pé, eu ia de longboard”, conta o jovem. Felipe prefere o skate tipo longboard ao comum, pois, para ele, nesse equipamento é mais fácil de se equilibrar: “No longboard, a base é maior. No skate, eu me sinto mais limitado, não dá para abrir mais a perna senão já sai fora dele”, explica Felipe.

A graça pelo longboard não apareceu da noite para o dia. O desejo pelo objeto veio de alguém que exibia suas manobras para Felipe: era Gabriel Coli, amigo do mesmo condomínio e, também, do CAEL. Gabriel está no terceiro ano do Ensino Médio, cursa técnico em Informática e, assim como seu amigo, aboliu a caminhada: “Às vezes acordo atrasado e, por isso, prefiro ir de longboard. Demora uns dez minutos da minha casa até a escola. De ‘long’, dá só uns quatro minutos”, observa Gabriel.

Trânsito: o maior inimigo

Dividir a rua com carros não é nada fácil para skatistas. É comum ouvir histórias de gente que já se acidentou colocando seu skate para andar, lado a lado, com automóveis no trânsito. Até mesmo Felipe e Gabriel não escaparam de alguns perigos em seus passeios com o longboard. “Certa vez, quando eu atravessava uma rua, meu ‘long’ travou na calçada, eu caí e me ralei todo. Mas o pior foi o carro ter atropelado meu ‘long’. O motorista poderia ter desviado…”, lembra Gabriel. Com Felipe, algo mais sério quase aconteceu: “Eu estava andando na rua e um motorista de uma van me prensou, até que o pneu dela agarrou em meu ‘long’. Eu caí, não me machuquei muito, mas poderia ter sido pior. O motorista jogou o carro em cima de mim, foi de propósito”, conclui o jovem.

No Brasil, não há uma lei de trânsito que enquadre os skates. Por isso, segundo o advogado especialista em direito de trânsito Marcelo Araújo, não é possível ordenar que os skatistas devam andar na rua ou na calçada: “Os skates são objetos que permitem deslocamento terrestre, mas não são classificados como veículos”, explica o advogado. “Até então, esses equipamentos são desportivos e inapropriados para uso na via pública. O recomendado é utilizá-los em ambientes recreativos, fora do trânsito de automóveis”, esclarece Marcelo. Enquanto uma lei não regula o skate, a atenção dos motoristas deve ser constante, conforme sugere o advogado: “Como não há regras para os skatistas, não dá para prever o comportamento deles no trânsito. Cabe ao motorista adotar prudência e atitude defensiva”, recomenda.

Tanto Gabriel como Felipe já viram que andar na rua com longboard não é só diversão. Os estudantes também adotaram medidas preventivas para evitar possíveis acidentes: eles andam na calçada, não correm muito e vão para a rua somente quando o semáforo está fechado. “A gente evita andar na rua quando está muito movimentada. Ficamos mais na calçada, apesar delas serem horríveis. Precisaria ter ciclofaixas em Campo Grande e no caminho para a escola. Seria perfeito!” — sugere Felipe.

Na ausência de espaços mais seguros, a dupla só coloca o longboard na calçada para se locomover: “No condomínio em que moramos tem mais espaço, não passa carro e dá para praticar as manobras”, afirma Gabriel. “Então, a gente prefere dar nossos ‘rolés’ lá mesmo, que é muito mais tranquilo”, garante Felipe.

 

Dois irmãos, um skate, um longboard e um plano

Ao contrário de Felipe Bento e Gabriel Coli, os irmãos Gabriel e Rafael Boti não estão liberados para percorrer o trajeto de casa ao CAEL de skate. Gabriel está no 9º ano do Ensino Fundamental e Rafael no 8º ano. Para completar, a mãe deles, Elisabete Boti, está no 7º período do curso de Pedagogia das FIC e trabalha como auxiliar de Recursos Humanos na Coordenação de Estágios e Mercado de Trabalho (CEMT), na FEUC. Elisabete não deixa seus filhos irem de skate para o colégio. O motivo é o trânsito: “Os motoristas são muito irresponsáveis, não dá para confiar em deixá-los andar na rua de skate. É muito perigoso, e eu tenho medo de que eles sejam atropelados ”, assume a mãe.

Elisabete (ao fundo), mãe de Rafael e Gabriel, descobre a o plano dos garotos (Foto: Gian Cornachini)

Elisabete (ao fundo), mãe de Rafael e Gabriel, descobre a o plano dos garotos (Foto: Gian Cornachini)

Os irmãos já tentaram ‘passar a perna’ em Elisabete — o que rendeu uma boa história: “Os dois aproveitaram que vínhamos juntos para a FEUC e colocaram o skate e o longboard no porta-malas do carro”, conta a mãe. “Era rotina eles saírem da aula e guardarem as mochilas no carro para eu levá-las embora. Nesse dia, quando foram guardá-las, lembrei de falar algo para eles e peguei os dois no flagra: meus filhos estavam retirando o skate e o ‘long’ do porta-malas do carro para voltar com eles para casa”, lembra Elisabete, rindo da história.

Para ajudar a diminuir os riscos no trânsito e os acidentes no desporto, Alex Batista, instrutor e sócio da Guanabara Longboard Escola, oferece algumas dicas: “Equipamentos de segurança nunca são demais. Capacetes e joelheiras são primordiais”, aponta Alex. “Há muitos motoristas mal-educados. Por isso, deve-se evitar a disputa do espaço com automóveis ou frequentar lugares muito movimentados”, aconselha o instrutor.

A fim de prezar pela segurança de seus filhos, Elisabete leva Gabriel e Rafael, frequentemente, para pistas de skate de Campo Grande, Zona Sul e Itaguaí: “Eu não os deixo andar na rua, mas compenso levando-os para as pistas de skate. Tem dias que fico até de madrugada com eles nas pistas. Aproveito até para levar meu tablet e colocar meus e-mails e trabalhos em dia”, diz ela.

Além de diversão para os irmãos, os skates despertam o coração das garotas: “As meninas acham legal ver a gente andar de skate”, garante Rafael. “Com certeza, elas ficam interessadas. Já estão até chegando em nós”, revela o garoto, com um sorriso largo e bochechas vermelhas.

 

Muito além dos livros e cadernos

 

Profissionais como nutricionista, orientadora educacional, enfermeira e fonoaudióloga estão a postos para garantir o bem-estar do aluno na execução de suas atividades diárias

Da redação
emfoco@feuc.br

Um aluno que desmaia com frequência; outro que não consegue acompanhar a fala do professor e se dispersa; um terceiro que até presta atenção, mas retém pouca coisa. Já se foi o tempo em que tudo isso poderia passar despercebido ou ser tratado como preguiça ou mera indisciplina. Com o time de especialistas em atuação também fora das salas de aula no CAEL – como fonoaudióloga, orientadora, enfermeira e nutricionista – esses pequenos problemas são detectados antes que se tornem grandes e atrapalhem a vida de crianças e jovens nos estudos. “E tratados da maneira mais transparente possível, unindo forças da escola, da família e do próprio aluno” diz a diretora Regina Sélia Iápeter.

Regina explica que, além de dar suporte aos estudantes, a função desses profissionais também é a de promover a integração da família com a escola. Cecília Laranjeira, orientadora educacional do Ensino Médio e Técnico, ressalta o papel de sua especialidade: “Embora os professores também estejam voltados para isso, cabe ao orientador fazer a supervisão das questões de relacionamento entre todos na escola e cuidar para que haja um ambiente propício ao crescimento pessoal e profissional, tanto do ponto de vista individual quanto coletivo”.

Casos de atritos entre alunos ou entre eles e professores são as ocorrências mais comuns a demandar a intervenção do orientador, mas Cecília conta que também é feito um trabalho preventivo, para evitar que se chegue ao atrito: “Há a figura do aluno representante e do professor conselheiro em cada turma para justamente incentivar o diálogo”, diz.

Outra frente em que esses profissionais atuam é na detecção antecipada de problemas. A fonoaudióloga Daniele Anjo já observou crianças no berçário com dificuldades auditivas que as famílias ainda não haviam percebido. E já chamou a atenção de pais para razões simples que levam ao mau rendimento escolar, mas que poucos notam: “Uma criança que vive com nariz entupido e respirando pela boca, por exemplo, terá não somente dificuldade de se concentrar, por falta de oxigenação, como pode desenvolver anomalias na fala”, ensina Daniele, que também é dentista e promove campanhas de saúde bucal na escola.

Enfermeira e coordenadora do Centro Médico, dona Armelina Guimarães Oliveira volta e meia recebe estudantes com pequenas dores, ferimentos ou mal-estar. Ela faz o atendimento de sua competência e, quando isso não basta, chama o responsável e/ou encaminha para atendimento médico em uma clínica conveniada do seguro saúde da instituição.

Na creche, os pequenos Luiz Miguel, Maria Roberta e Joaquim observam o preparo de salada de frutas e aprendem com Fernanda sobre as vitaminas (Foto: Gian Cornachini)

Na creche, os pequenos Luiz Miguel, Maria Roberta e Joaquim observam o preparo de salada de frutas e aprendem com Fernanda sobre as vitaminas (Foto: Gian Cornachini)

Em alguns casos, uma “junta de especialistas” chega a se formar para atuar na solução. “Foi o caso de uma menina que desmaiava com frequência”, lembra Suellen Oliveira, orientadora educacional da Educação Infantil e do Fundamental: “A professora observou isso e me passou. Dona Armelina também comentou que a coisa era muito frequente. Os colegas contaram que a estudante não se alimentava, e houve suspeita de bulimia. Conversei com a jovem e com a família e pedi ajuda à nossa nutricionista”, relata. Fernanda Rosa dos Santos, a nutricionista, descobriu que era um hábito da família não tomar o café da manhã. Ela orientou a jovem e os pais sobre a importância dessa primeira refeição e o problema foi resolvido.

Para prevenir casos assim, Fernanda faz um trabalho de avaliação e orientação nutricional desde o berçário. Ela examina as crianças e prescreve os cardápios de acordo com o desenvolvimento e o estado nutricional e de saúde de cada um. Além disso, promove sessões de preparo de alimentos simples – como saladas de frutas e bolos – para estimular a curiosidade e o gosto dos pequenos pelos alimentos saudáveis. Um jeito gostoso de ensinar e aprender.