JURA: Agricultores defendem direito à terra e à alimentação saudável

 

Encontro fez parte da Jornada Universitária em Defesa da Reforma Agrária e contra-argumentou crítica do ministro da Justiça

Por Gian Cornachini
gian@feuc.br

Mais uma atividade da Jornada Universitária em Defesa da Reforma Agrária (JURA)— evento nacional do qual a FEUC participa anualmente —, aconteceu ontem, dia 10 de maio, trazendo à instituição diversos agricultores da região para esclarecer os estudantes sobre a luta por terras e pela produção de alimentos saudáveis. A partir da crítica do novo ministro da Justiça, Osmar Serraglio, direcionada aos índios em entrevista à Folha de São Paulo, na qual ele declarou que terras “não enchem barriga de ninguém”, o encontro pautou o debate na temática “Terra enche barriga sim: a terra por quem nela trabalha e produz alimento e vida”.

"[Terras] não enchem barriga de ninguém", diz o ministro Osmar Serraglio, em empasse com índios. (Foto: Gian Cornachini)

“[Terras] não enchem barriga de ninguém”, diz o ministro Osmar Serraglio, em empasse com índios. (Foto: Gian Cornachini)

Bernadete Montesano, representante da Rede Carioca de Agricultura Urbana, grupo que agrega produtores em defesa de uma produção e consumo de alimentos de forma ética e responsável, iniciou a mesa-redonda rechaçando a crítica do ministro, que é ligado ao agronegócio: “A luta pela terra não é só para encher barriga, mas para alimentar de forma saudável quem a gente convive. Comer é um ato político, e quando escolhemos o que vamos comer, você está decidindo entre contribuir com o agronegócio ou com a agroecologia”, destaca “Berna”, como é conhecida.

Bernadete: "A luta pela terra não é só para encher barriga, mas para alimentar de forma saudável quem a gente convive". (Foto: Gian Cornachini)

Bernadete: “A luta pela terra não é só para encher barriga, mas para alimentar de forma saudável quem a gente convive”. (Foto: Gian Cornachini)

Produtores ligados ao movimento agroecológico criticam o modelo de produção e de economia do agronegócio, que abusa dos pesticidas e fertilizantes, além de concentrar grandes quantidades de terras nas mãos de poucos e tornar a produção de pequenas famílias cada vez mais difícil.

Luciana Sales, agricultora de 21 anos, moradora de Magé e estudante de licenciatura em Educação do Campo na UFRRJ, contou justamente sobre os desafios que enfrenta sendo jovem e trabalhadora da terra: “A juventude do campo vive em constante processo de territorialização, desterritorialização e reterritorialização. A gente afirma que é agricultor, mas em alguns momentos a gente quer ir para o mercado de trabalho e ter um salário fixo. Mas, então, nos reterritorializamos, pois nossa forma de produção de vida é no campo, é onde a gente resiste e faz luta, enche a barriga de terra, ar limpo e água pura”, ressaltou a agricultora.

JURA - FEUC 2017 - 07

Essa conexão com a terra também foi defendida por Tania Regina Prado das Neves, bióloga ligada à Pastoral da Criança e que colabora com a Horta da Brisa — um espaço de cultivo de alimentos naturais e sem agrotóxicos voltado para crianças carentes, em Guaratiba.

“A nossa terra é tudo isso aqui, e a gente tem que cuidar para poder plantar e colher alimentos saudáveis. Pode ser até dentro de um vasinho, no seu quintal. Não tem essa de não ter tempo”, apontou Tania, que também desmotivou a compra de produtos industrializados: “Temos que ter coragem de não comprar coisas em caixinhas, porque é tudo agrotóxico”.

Tania: "A nossa terra é tudo isso aqui, e a gente tem que cuidar". (Foto: Gian Cornachini)

Tania: “A nossa terra é tudo isso aqui, e a gente tem que cuidar”. (Foto: Gian Cornachini)

Preocupados com a relação harmônica entre alimento, produção e ambientes urbanos, representantes do grupo Permacultura Lab também participaram do evento contando a experiência da agrofloresta coletiva que está sendo cultivada na praça Edgar do Amaral, em Campo Grande, e conhecida como praça do Pistão por possuir uma pista de skate. “A gente quer mostrar o valor do alimento e conscientizar as pessoas sobre isso”, disse Diogo Majerowicz, membro do Permacultura Lab.

A agrofloresta conta com dez espécies frutíferas, flores ornamentais, ervas, temperos e plantas medicinais. A colheita é livre, podendo ser feita por qualquer pessoa, e a manutenção do espaço também é coletiva e de forma colaborativa.

Matheus Rosa, do CIEP Rubem Braga, ajuda a preparar horta em seu Colégio e troca experiências durante o evento. (Foto: Gian Cornachini)

Matheus Rosa, do CIEP Rubem Braga, ajuda a preparar horta em seu Colégio e troca experiências durante o evento. (Foto: Gian Cornachini)

Prestes a finalizar uma horta consciente e livre de pesticidas no colégio, estudantes do CIEP Rubem Braga, em Senador Camará, vieram assistir ao debate sobre o tema e trocar experiências com os participantes. Matheus Reis, 17 anos, do 2º ano do Ensino Médio, contou que sempre gostou do contato com a natureza, e que discutir a sua preservação é fundamental para os jovens:

“Falar sobre agricultura ajuda a conscientizar as pessoas sobre a nossa alimentação. E é muito bom saber que podemos plantar em casa, ter menos custos, mais saúde, além de se divertir em plantar e ver o seu alimento”, comentou Matheus, aproveitando a entrevista para pedir que fosse divulgada a Roda Cultural que ele está organizando na Casa Brasil de Imbairê, em Duque de Caxias, no dia 20 de maio, às 19h: “É uma roda cultural, com rep, para os jovens da Baixada se expressarem contra a violência policial”.

“Ensinar gênero nas escolas é não formar adultos agressores”

 

Frase dita pela professora Cristiane Cerdera, do Colégio Pedro II, durante Ciclo de Debate de História da FEUC, reforça a importância de discutir gênero nas escolas

Por Gian Cornachini
gian@feuc.br

O XVIII Ciclo de Debates de História se encerra hoje, dia 10 de maio, e você ainda pode participar do último encontro, que está marcado para as 19h, no Auditório da FEUC. A palestrante convidada Luciana Lins Rocha, doutora em linguística aplicada e professora do Colégio Pedro II, finalizará o evento discutindo diretamente o tema central Ciclo (“Gênero: Novas perspectivas e debates”) a partir de sua palestra “Quem tem medo da ideologia de gênero?”.

Discussões anteriores

O tema vem sendo abordado desde segunda-feira, dia 8, durante os turnos da manhã e noite, com a participação de professores externos, alunos e ex-alunos, sempre abordando a importância de se discutir questões de gêneros em sala de aula, a fim de formar cidadãos cada vez menos violentos. É o que afirmou, sobre o tema, a professora Cristiane Pereira Cerdera, do Colégio Pedro II, na noite do primeiro dia do evento.

Cristiane vê a escola como peça fundamental no combate à violência de gênero e sexual. (Foto: Gian Cornachini)

Cristiane vê a escola como peça fundamental no combate à violência de gênero e sexual. (Foto: Gian Cornachini)

“A escola é nossa primeira frente de combate. Se a violência é cultivada socialmente, como a gente reverte isso? Na escola!”, enfatizou Cristiane, que vinha discutindo em sua palestra a violência contra a mulher. “Por que precisamos falar de diversidade sexual na escola? Porque ensinar gênero é não formar adultos agressores”, ressaltou.

A ex-aluna Luana Alencar, formada em História pela FEUC em 2014, também opinou sobre o tema durante apresentação de parte de sua pesquisa monográfica sobre as mulheres na obra do escritor Lima Barreto (1881-1922). Segundo a historiadora, há uma personagem na literatura do autor que chega a morrer por não aguentar a pressão social após seu noivo ter abandonado-a, chegando a ser culpabilizada pelo fato.

Luana acredita defende que as denúncias das mulheres não devem ser relativizadas. (Foto: Gian Cornachini)

Luana acredita defende que as denúncias das mulheres não devem ser relativizadas. (Foto: Gian Cornachini)

“As pessoas precisam aprender a parar de relativizarem. Enquanto não alcançarmos esse nível de entendimento, as pessoas irão continuar relativizando nossas dores”, destacou Luana, em referência à deslegitimação que mulheres sofrem ao denunciar as opressões que enfrentam.

XVIII Ciclo de História debate questões de Gênero

 

Evento da graduação acontece nos próximos dias 8 e 10 de maio

Por Gian Cornachini
gian@feuc.br

Começa na próxima segunda-feira, dia 8 de maio, o XVIII Ciclo de Debates do Curso de História que, nesta edição, discutirá o tema “Gêneros : Novas Perspectivas e Debates”. Nas manhãs e noites dos dias 8 e 10, os estudantes terão oportunidade de participar de mesas-redondas com palestrantes de outras instituições do Rio de Janeiro, como UFRJ e Colégio Pedro II, que virão compartilhar seus conhecimentos e experiências envolvendo o assunto em questão.

De acordo com a professora Marcia Vasconcellos, vice-coordenadora do curso de História das FIC, abordar a temática de gênero é extremamente relevante, dado o contexto de intolerância em que vivemos: “Consideramos esse tema importante porque o preconceito tem ganhado uma dimensão muito grande. Fala-se sobre a questão da reforma do ensino médio e sobre ideologia de gênero nas escolas, mas este já é um conceito equivocado, pois não é uma ideologia, é uma questão real, concreta”, afirma Marcia sobre a existência inquestionável de múltiplas identidades de gênero.

“A gente só vai conseguir ultrapassar o nível da intolerância se debatermos o tema da violência contra a mulher, lésbicas, gays, bissexuais, travestis, transexuais, e ver como trabalhar isso nas escolas, nos colégios, pois a FEUC é a casa do professor e nossos alunos serão futuros professores”, ressalta.

As inscrições para o curso devem ser feita pela internet, na Área Restrita do aluno, ao custo de R$ 5,00. A presença no evento renderá 20 horas de atividades complementares aos participantes.

PROGRAMAÇÃO DO XXVIII CICLO DE DEBATES DO CURSO DE HISTÓRIA

DIA 8 DE MAIO

Manhã – 8h
Abelardo e Heloisa: considerações sobre o corpo, o pecado e a mulher na Idade Media
Palestrante: Manoela Bernardino da Silva (Graduada em História pela Uerj, especialista em Ensino de História/PPGH – Pedro II e professora das redes Municipal e Estadual do Rio de Janeiro)

Noite – 19h
O escola sem partido e a perseguição às discussões de gênero na escola
Palestrante: Fernanda Pereira de Moura (Especialista em gênero e sexualidade pela Uerj e mestra em Ensino de História pela UFRJ)

DIA 10 DE MAIO

Manhã – 8h
Mulheres e a escravidão: passado e presente
Palestrante: Marcia Vasconcellos (Doutora em História Econômica e professora da FEUC  e Uniabeu) – a confirmar

Noite – 19h
Quem tem medo da ideologia de gênero?
Palestrante: Luciana Lins Rocha (Doutora em Linguística Aplicada pela UFRJ e docente do Departamento de Línguas Anglo-Germânicas do Colégio Pedro II)

CAEL: Alunos de administração visitam fábrica da Nestlé, em SP

 

Atividade extracurricular proporcionou uma noção empírica de uma grande empresa

Por Gian Cornachini
gian@feuc.br

Imagine uma grande fábrica, repleta de uma enorme linha de produção de… chocolates! Se você pensou na Fantástica Fábrica de Chocolate, chegou bem perto. Na verdade, trata-se da fábrica de chocolates da Nestlé, localizada em Caçapava, no interior de São Paulo – destino em que nossos estudantes do curso técnico em Administração do CAEL se aventuraram, ontem, dia 27 de abril. Os alunos percorreram mais de 300 quilômetros (4h30min de viagem por trecho) para ver, de perto, o processo industrial de uma empresa de grande porte.

Estudantes aprenderam sobre o processo da fabricação de chocolates. (Foto: Alessandra de Souza) Estudantes aprenderam sobre o processo da fabricação de chocolates. (Foto: Alessandra de Souza)

O tour Nestlé Chocolover foi um verdadeiro desafio de dar água na boca. Os estudantes puderam ver o passo a passo da fabricação de chocolates e bombons, entender como funcionam as plantações de cacau e ter dimensão de como é o processo organizacional, desde o cacau moído até a embalagem, para obter um produto a partir de uma linha de produção em série.

CAEL - Visita tecnica na Nestle Chocolates 8

Coordenadora do curso aproveitou para fazer um registro divertido na fábrica. (Foto: Arquivo Pessoal/Alessandra de Souza)

A coordenadora do curso, professora Alessandra Cardoso de Souza, explica a motivação de realizar a atividade com os alunos: “A importância dessa visita é a de agregar valores pessoais e profissionais aos nossos alunos, além de motivá-los para o exercício futuro da profissão nas áreas afins”, explicou a professora. “Queríamos que eles visualizassem, na prática, a teoria aprendida em sala de aula, sobre um processo de produção através de um trabalho de excelência”, observou.

E foi exatamente isso que os estudantes conseguiram extrair da atividade, como afirma Mariana Aguiar, do 3º ano do técnico em Administração: “Fomos super bem-recepcionados, e podemos ver toda a produção da fábrica, coisa que eu, pelo menos, nunca havia visto. E a primeira coisa que eu fiz quando saímos de lá foi falar para uma amiga sobre a produção em série que estudamos no 1º ano, e que lá era muito mais mecanizada do que manual”, contou a aluna.

Por motivos de segurança, não foi permitido fotografar dentro da fábrica, onde acontece o processo industrial. Mas foi liberado a fotografia em alguns dos espaços. O álbum completo da visita você confere em nossa página no Facebook, clicando aqui.

CAEL recebe mostra literária elaborada pelos estudantes

 

Corredor Literário, exposição que acontece anualmente no Colégio, reúne trabalhos de alunos da Educação Infantil e do Ensino Fundamental

Por Gian Cornachini
gian@feuc.br

Um cenário composto por desenhos, pinturas, colagens, dobraduras e… muita literatura. Isso é o que pode ser visto no corredor principal do CAEL — e é daí que vem o “Corredor Literário”, nome da atividade. A mostra, que acontece anualmente no mês de abril por conta do Dia do Livro (23 de abril), reúne trabalhos realizados pelos estudantes da Educação Infantil e do Ensino Fundamental em cima de obras literárias.

Atividades estão expostas nas paredes próximas à Secretaria do CAEL. (Foto: Gian Cornachini)

Atividades estão expostas nas paredes próximas à Secretaria do CAEL. (Foto: Gian Cornachini)

Nesta edição, as crianças tiveram o contato com poemas e contos de grandes nomes da Literatura Brasileira, como Vinicius de Moraes, Monteiro Lobato e Ziraldo. A partir desses autores, os pequenos soltaram a imaginação e ajudaram a criar uma exposição com conteúdos relacionados à temática.

Silvia Cezar, supervisora pedagógica do CAEL, explica a ideia por trás do Corredor Literário: “O objetivo com a atividade é que os nossos alunos desenvolvam a imaginação e sentimentos através da literatura infantil, para que criem o hábito de leitura na infância e tenham contato com autores diferentes”, aponta ela.

Crianças da Educação Infantil fazem apresentações diárias durante a Exposição. (Foto: Gian Cornachini)

Crianças da Educação Infantil fazem apresentações diárias durante a Exposição. (Foto: Gian Cornachini)

O Corredor Literário foi montado ontem, dia 25 de abril, em frente à secretaria do CAEL e no pátio da FEUC. Aberto com apresentações de estudantes da Educação Infantil e do Fundamental I, a mostra ficará disponível para o público até o fim da semana. Ainda durante a mostra, os alunos farão leituras de poemas e contação de histórias para os familiares e responsáveis no horário de saída das aulas. Na próxima semana, a partir do dia 2 de maio, é a vez de os estudantes do Ensino Fundamental II montarem sua exposição literária.

Alunos do Fundamental I contam para os familiares e responsáveis histórias de Ziraldo. (Foto: Gian Cornachnini)

Alunos do Fundamental I contam para os familiares e responsáveis histórias de Ziraldo. (Foto: Gian Cornachnini)

Mais fotos do Corredor Literário 2017 estão disponíveis em nossa página no Facebook. Clique aqui para acessá-la.

CAEL: Educação Infantil comemora Dia do Índio

 

Crianças fizeram trabalhos e comeram alimentos típicos da cultura indígena

Por Gian Cornachini
gian@feuc.br

O Dia do Índio é comemorado, anualmente, em 19 de abril. O CAEL não deixou a data passar despercebida e trabalhou, junto com as crianças da Educação Infantil, os saberes e universo por traz dessa população tão importante para o nosso país. Os pequenos tiveram a oportunidade de conhecer um pouco sobre alimentos típicos da cultura indígena, como a batata doce e o aipim, além de hábitos de vida e de transporte, como o uso de canoas.

Alunos aprenderam sobre os hábitos indígenas e degustaram batata doce e aipim.

Alunos aprenderam sobre os hábitos indígenas e degustaram batata doce e aipim.

“Aproveitamos a data para resgatar e valorizar nossas origens”, disse a professora Silvia Cezar, supervisora pedagógica do CAEL. “O objetivo de trabalharmos essa data foi o de fazer com que as crianças pudessem conhecer a beleza e a diversidade da cultura indígena e sua influência em nós”, explicou ela.

Exposição reúne trabalho das crianças sobre o transporte dos índios.

Exposição reúne trabalho das crianças sobre o transporte dos índios.

Para materializar o conhecimento, os pequenos também se vestiram a caráter, fizeram trabalhos de pintura e desenho ilustrando o transporte nos rios e montaram uma pequena exposição próxima ao portão de entrada da Educação Infantil para todos conferirem a tamanha criatividade desde tão pequeninos.

O álbum completo de fotos do Dia do Índio no CAEL está disponível em nossa página no Facebook. Clique aqui para acessá-lo.

Comissão convoca formação de chapas para assumir DCE

Chapa vencedora irá gerir o Diretório pelos próximos dois anos

Por Gian Cornachini
gian@feuc.br

A Comissão Eleitoral do Diretório Central dos Estudantes (DCE) da FEUC realizará amanhã, dia 20 de abril, às 11h30 e às 18h, no Auditório FEUC, uma assembleia geral com o objetivo de formalizar a inscrição das chapas candidatas a gerir o grupo. Além das eleições para o DCE, serão abordados no encontro temas de relevância para a comunidade estudantil e em discussão nacional, como o passe livre universitário, verbas para o FIES e o Prouni.

Para submeter uma chapa ao processo eleitoral do DCE é preciso reunir dez comprovantes de matrícula (que correspondem à quantidade de cargos e membros no grupo) e enviá-los para o e-mail da Comissão: comissaoeleitoralfeuc@gmail.com. O período de votação acontecerá nos dias 26 e 27 de abril, durante o dia todo. Urnas estarão espalhadas pelos espaços da FEUC para facilitar a participação massiva dos alunos nas eleições. O resultado será divulgado no dia 27, à noite, após o encerramento do período de votação. A posse da chapa vencedora está prevista para acontecer no dia 2 de maio, uma segunda-feira, e a permanência do grupo na gestão terá duração de dois anos.

Flávio Bento, da Comissão Eleitoral, já foi presidente do DCE e agora ajuda no processo para uma nova gestão. (Foto: Pollyana Lopes)

Flávio Bento, da Comissão Eleitoral, já foi presidente do DCE e agora ajuda no processo para uma nova gestão. (Foto: Pollyana Lopes)

Flávio Bento, estudante do último período de História nas FIC, membro da Comissão Eleitoral e ex-presidente do DCE da FEUC, explica a importância de manter o Diretório em funcionamento e de os estudantes participarem ativamente do processo eleitoral: “O movimento estudantil tem papel fundamental na organização da nossa universidade, pois é por ele que discutimos a qualidade do nosso ensino. Mas é por ele, também, que debatemos pautas nacionais, junto à UNE, como instrumentos de democratização do acesso à universidade, e lutamos à favor da Educação para conquistar direitos e qualidade de ensino”, ressalta Flávio.

Páscoa no CAEL: além de ovos de chocolate

Alunos da Educação Infantil e do Fundamental I do CAEL fazem apresentação de Páscoa para familiares e responsáveis

Por Gian Cornachini
gian@feuc.br

A Páscoa já passou, mas o aprendizado é para a vida toda. Na quarta-feira da semana passada (dia 12 de abril), estudantes da Educação Infantil e do Fundamental I fizeram uma belíssima apresentação, para os familiares e responsáveis, sobre o sentido da Páscoa. Cada turma ficou responsável por estudar um dos aspectos que envolvem o feriado e a história por trás da data, que celebra a ressurreição de Jesus Cristo, figura importante para o Cristianismo. Por meio de música, dança, jogral e uma peça teatral, os alunos abordaram a importância do amor, da amizade e do ato de compartilhar.

Em clima de amizade, alunos celebram valores da data comemorativa. (Foto: Gian Cornachini)

Em clima de amizade, alunos celebram valores da data comemorativa. (Foto: Gian Cornachini)

“A Páscoa é uma festa cristã, existe um feriado para isso e as crianças ficam em casa. Então, elas precisam saber o porquê de não terem vindo à escola neste dia, a história por trás da data”, disse Esther Bendelack, coordenadora da Educação Infantil do CAEL. “Mas, o principal de nossa atividade foi trabalhar a troca, e que não precisa, necessariamente, ser de ovos, que são muito caros. Não queremos ensinar o consumismo, mas outros valores, como compartilhar o lanche durante o café da manhã”, explicou.

O álbum de foto da atividade está disponível em nossa página no Facebook. Para vê-lo, clique aqui.

 

Professor de História do CAEL é destaque no YouTube

 

Arão Alves, graduado e pós-graduado na FEUC, faz vídeos para a internet e ajuda estudantes de todo o Brasil a passar no vestibular

Por Gian Cornachini
gian@feuc.br

O fluxo de conhecimento compartilhado por um professor, geralmente, é paralisado por uma questão física: as aulas têm horário de início e fim, assim como o expediente da escola. Mas há quem consiga subverter isso de alguma maneira e ultrapassar esses limites físicos e temporais. Estamos falando do professor Arão Alves, que desde 2000 leciona História no CAEL.

Com bastante experiência em sala de aula, Arão está no CAEL desde 2000. (Foto: Gian Cornachini)

Com bastante experiência em sala de aula, Arão está no CAEL desde 2000. (Foto: Gian Cornachini)

Formado em Ciências Sociais e História pela FEUC, e também pós-graduado por nossa instituição, Arão faz parte de um grupo social que muitos não conseguiriam entrar: os desinibidos. Isso mesmo. Os “sem vergonha” — no bom sentido da expressão. Pronto para experimentar novos caminhos além dos tradicionais, o professor decidiu botar a cara na web e expandir suas aulas para a internet, podendo, assim, ajudar estudantes não só do CAEL, mas de todo o Brasil, a compreender melhor temas importantes de sua área do conhecimento.

O Blog do Professor Arão Alves já existia há 6 anos quando o docente ousou dar um passo além e criar conteúdo em vídeo para o YouTube. Primeiramente, em seu canal pessoal e, recentemente, em um espaço mais profissional chamado “História em Gotas: Sua dose de conhecimento”.

Canal do professor Arão no YouTube. (Imagem: Reprodução)

Canal do professor Arão no YouTube. (Imagem: Reprodução)

“Eu comecei a fazer um blog com o objetivo de passar material para os alunos. Aí eu tive a ideia de fazer vídeos mais curtos e mandava o link para os alunos, para complementar a aula”, conta Arão, que abraçou de vez a ideia de se tornar um professor “youtuber”: “O retorno dos alunos foi sendo muito legal, então eu comecei a aprender sobre edição de vídeo, para fazer melhor”.

O bom trabalho do professor tem rendido muitos depoimentos de pessoas elogiando a qualidade do material, que é capaz de ajudar até mesmo quem sonha em passar no vestibular para uma boa universidade.

Estudante relata experiência com o canal. (Imagem: Reprodução/YouTube)

Estudante relata experiência com o canal. (Imagem: Reprodução/YouTube)

“Você vê a felicidade de uma pessoa, e que foi você quem colaborou com isso. É muito emocionante. Quem é professor, sabe o valor de ajudar a realizar sonhos de pessoas, e que sequer você irá conhecê-las”, diz Arão.

Mas nem todo conhecimento compartilhado na internet é tão bom assim. O professor alerta que vivemos em uma sociedade que se preocupa mais com a estética do que com a qualidade do conteúdo. E isso pode ser bastante perigoso.

“As pessoas têm dificuldade em perceber onde tem qualidade e, às vezes, cai dentro de coisas que não são bem seguras. A internet está cheia de informação. Mas até que ponto essa informação é realmente conhecimento, tem base, ou é apenas uma opinião?”, alerta o professor.

Arão: "As pessoas têm dificuldade em perceber onde tem qualidade e, às vezes, cai dentro de coisas que não são bem seguras". (Foto: Gian Cornachini)

Arão: “As pessoas têm dificuldade em perceber onde tem qualidade e, às vezes, cai dentro de coisas que não são bem seguras”. (Foto: Gian Cornachini)

Segundo ele, o ideal na hora de procurar material online para complementar os estudos é verificar se quem compartilhou a informação é um especialista na área, principalmente porque, para Arão, vivemos um momento complicado de nossa História:

“A História no Brasil está sendo colocada para o canto, desvalorizada por interesses políticos. Aos poucos, é apresentada a nós uma História que agrada e que não tem base científica. E aí você constrói uma memória histórica extremamente problemática”, criticou ele.

Quem quiser ficar por dentro de diversos temas de História, e com a chancela de qualidade de um especialista na área, basta seguir o canal História em Gotas no YouTube (clique aqui para acessá-lo), com vídeos novos todos os sábados, às 18h. E a melhor parte: é de graça e está pronto para ser visto e revisto a qualquer momento e de qualquer lugar.

Geografia: Aula Inaugural debate o desastre de Mariana (MG)

 

Curso convida professor da Uerj para detalhar o rompimento das barragens da Samarco e os desdobramentos do maior desastre ambiental do Brasil

Por Gian Cornachini
gian@feuc.br

Passados 16 meses após o desastre de Mariana (MG) — quando duas barragens da mineradora Samarco se romperam, causando mortes e destruição ao longo do percurso da lama —, os desdobramentos do caso foram o tema da Aula Inaugural de Geografia, primeiro evento anual realizado pelo curso das FIC, e que aconteceu ontem, dia 22 de março. Convidado a debater o assunto, o professor Luiz Jardim de Moraes Wanderley, da Uerj e pesquisador no grupo Política, Economia, Mineração, Ambiente e Sociedade (PoEMAS), da UFJF, apresentou dados da Samarco e suas controladoras — Vale e BHP Biliton —, além de expor o funcionamento das barragens em Minas Gerais e os danos causados pelos rompimentos.

O professor Luiz Jardim de Moraes Wanderley, da Uerj, expõe dados referentes às barragens da Samarco. (Foto: Gian Cornachini)

O professor Luiz Jardim de Moraes Wanderley, da Uerj, expõe dados referentes às barragens da Samarco. (Foto: Gian Cornachini)

Impactos socioambientais a curto prazo

De acordo com Luiz, é extensa a lista de danos causados imediatamente após o desastre, entre eles:

- Destruição de áreas populacionais;
- Morte e/ou desaparecendo de 19 pessoas;
- 1,4 mil hectares de terras arrasadas;
- 80 km marítimos atingidos pela lama;
- Mudança do pH da água do Rio Doce;
- Comprometimento do abastecimento hídrico;

Impactos socioambientais a médio e longo prazo

Os efeitos do desastre não se encerraram após o rompimento das barreias e, segundo o professor, eles ainda podem ser observados, hoje, tais como:

- Devastação da paisagem e das matas ciliares;
- Rejeito estéril (material resultante do processo de mineração e sem aproveitamento econômico) liberado no solo;
- Assoreamento de rios;
- Contaminação da água por metais pesados;
- Risco para a saúde humana e de animais.

Estudantes lotam auditório durante primeira evento de Geografia da FEUC. (Foto: Gian Cornachini)

Estudantes lotam auditório durante primeira evento de Geografia da FEUC. (Foto: Gian Cornachini)

Sujeitos atingidos

O grupo PoEMAS tem levantado dados e feito estudos nas áreas atingidas para dimensionar o impacto na vida das populações. Luiz apontou que uma característica marcante é o peso do desastre sobre os negros:

“É possível verificar um racismo ambiental. A maior parte das pessoas atingidas é negra. Os engenheiros nos diziam que não escolhem um lugar para instalar uma mineradora de acordo com a cor da pele, mas a gente vê que elas só são instaladas em lugares onde as pessoas não têm força para lutar contra o empreendimento”, explicou o professor.

Outro grupo diretamente impactado, mas, segundo Luiz, pouco comentado na mídia, são os indígenas Krenak, que encaram o Rio Doce não apenas como um recurso hídrico, mas como um ente da família:

“Não adianta dar dinheiro para eles, para indenizá-los. A partir do momento que o rio morre, qual o impacto disso sobre a cultura deles? Eles querem o rio de volta para poder batizar seus filhos, pois isso é um valor intangível e diferente de nossa lógica de pensar a relação da sociedade com a natureza”, ressaltou Luiz.

Alunos fizeram rodadas de perguntas. (Foto: Gian Cornachini)

Alunos fizeram rodadas de perguntas. (Foto: Gian Cornachini)

Durante o debate, em que os estudantes apresentaram dúvidas sobre o futuro das operações da Samarco e da fiscalização de barragens, o professor foi claro em seu posicionamento, transferindo exclusivamente a responsabilidade dos danos para a Samarco, Vale e BHP:

“Os estudos não tinham a real proporção do que poderia ser um rompimento de uma barragem. Deveria ser considerada uma escala mais regional, e essa escala sequer mencionava o Rio Doce, pois ele estava longe demais. Os problemas são infindáveis e a gente tem que evitar que os custos sejam públicos. A culpa é das empresas e são elas que devem pagar a conta”.

O professor Luiz Jardim de Moraes Wanderley responsabiliza as empresas pelo desastre de Mariana. (Foto: Gian Cornachini)

O professor Luiz Jardim de Moraes Wanderley responsabiliza as empresas pelo desastre de Mariana. (Foto: Gian Cornachini)