VIII Encontro de Artes e Surdez celebra a cultura e aprendizado de surdos

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Evento que já faz parte do calendário oficial de atividades da FEUC trouxe, mais uma vez, surdos e ouvintes para trocar experiências e alegrias em atividade cultural

Texto: Colaboração de Fellippe Aragão (Letras, 1º período)
Fotografia: Colaboração de Sthefanie Corrêa e Marcos Neves (Letras, 1º período)
Edição: Gian Cornachini (gian@feuc.br)

A 8ª edição do Encontro de Artes e Surdez, que aconteceu no dia 23 de junho, a partir das 19h, foi marcada, este ano, por muita inspiração, relatos de experiências e palavras de apoio a surdos. Organizado pela professora Maria José Brum, o Encontro teve o objetivo de reunir alunos, ex-alunos, professores, voluntários, familiares e simpatizantes para uma noite de celebração e apresentações artísticas da comunidade surda.

VIII Encontro de Artes e Surdez FEUC 4

A abertura do evento contou com a participação do professor e vice coordenador acadêmico das FIC, Victor Ramos, que não poupou elogios à realização da atividade: “Esse encontro mostra para a gente o quão bonito é a união entre surdos, ouvintes, professores, alunos, que fazem um evento tão bonito e brilhante em todos esses anos”, disse ele, reafirmando, também, um dos sentidos do aprendizado da Língua Brasileira de Sinais (Libras): “Aqui, não aprendemos só Libras, mas o amor e respeito à comunidade surda”.

Após a abertura, iniciaram-se as apresentações culturais, que contaram com a mostra de um vídeo em homenagem aos organizadores do evento e aos surdos; a apresentação musical da canção “O Que Tua Glória Fez Comigo” (Fernanda Brum), cantada pela convidada Rosana e interpretada em Libras por um grupo de dança; outra interpretação em Libras da música “Só o Amor” (The Signs); e uma peça teatral. Houve, ainda, sorteio de brindes.

VIII Encontro de Artes e Surdez FEUC 1

Representando a comunidade surda, Josias Idelfonso de Oliveira subiu ao palco e contou sua experiência de vida, deixando uma mensagem ao público: “Eu espero que todos vocês sejam intérpretes, e amem nossa língua”. Convidada a relatar sobre os desafios e conquistas de seu filho Anderson, que é surdo, SheilaRegina Silva também subiu ao palco e contou as experiências: “Ele foi para uma escola com intérpretes em Seropédica, e isso mudou a mente dele. Às quintas, aqui na FEUC, ele está sendo alfabetizado no curso de Língua Portuguesa para surdos, e ele já está sabendo escrever seu nome. É uma benção muito grande para mim”, destacou Sheila.

VIII Encontro de Artes e Surdez FEUC 2

Para encerrar o evento, a professora Maria José convidou o auditório a se levantar e dançar uma música: “Só existe um Brasil, um só povo: os ouvintes e os surdos. E que Deus abençoe a todos”, finalizou ela.

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