Estudantes de Meio Ambiente do CAEL visitam manguezal

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Atividade de campo na APA de Guapimirim serviu para alunos verem na prática os impactos ambientais na Baía da Guanabara e as medidas para preservação dos manguezais

Grupo posa em frente à placa da APA de Guapimirim

Grupo posa em frente à placa da APA de Guapimirim. (Foto: Gian Cornachini)

Por Gian Cornachini
gian@feuc.br

Das salas de aula para um manguezal em plena Baía de Guanabara. Este foi o destino de estudantes do curso de Meio Ambiente do CAEL, no último dia 14 de junho, em atividade de campo na Área de Proteção Ambiental (APA) de Guapimirim — local que abrange parte dos municípios de Magé, Guapimirim, Itaboraí e São Gonçalo, e que conta com aproximadamente 140 km2, algo como 19,6 mil campos de futebol. Durante um dia todo, os alunos puderam visitar o ecossistema que é considerado, hoje, a área mais conservada de toda a Baía da Guanabara, com nível de preservação próximo ao período anterior à vinda dos portugueses ao Brasil.

Localização da Área de Proteção Ambiental de Guapimirim, na Baía da de Guanabara. (Imagem: ESEC da Guanabara)

Localização da Área de Proteção Ambiental de Guapimirim, na Baía de Guanabara. (Imagem: ESEC da Guanabara)

Pescador Malafaia tira seu sustento a partir de atividades sustentáveis no manguezal, como ecoturismo e palestras de educação ambiental. (Foto: Gian Cornachini)

Pescador Malafaia tira seu sustento a partir de atividades sustentáveis no manguezal, como ecoturismo e palestras de educação ambiental. (Foto: Gian Cornachini)

Recebidos na sede da Estação Ecológica da Guanabara, em Magé, pelo pescador Alaildo Malafaia, os alunos assistiram a vídeos sobre o manguezal da região e a importância de sua preservação. “Toda vez que um grupo vem aqui, é importante, porque sai um soldado da salvação. Nada melhor do que vocês conhecerem esse lugar para respeitá-lo”, disse Malafaia, que preside a Cooperativa Manguezal Fluminense, e que sobrevive, assim como os membros da cooperativa, de atividades econômicas voltadas para o desenvolvimento sustentável da região, como a pesca controlada, o artesanato e o ecoturismo.

Malafaia: "Nada melhor do que vocês conhecerem esse lugar para respeitá-lo". (Foto: Gian Cornachini)

Malafaia: “Nada melhor do que vocês conhecerem esse lugar para respeitá-lo”. (Foto: Gian Cornachini)

Malafaia levou o grupo de estudantes a uma área do manguezal que tem entrada permitida. No local, os alunos puderam materializar o conhecimento que aprenderam na Estação Ecológica, como os diferentes tipos de árvores encontrados somente nos manguezais (mangue branco, preto e vermelho), e entender melhor a importância desse tipo de ecossistema.

Estudantes puderam visitar área de manguezal e ver espécies de perto. (Foto: Gian Cornachini)

Estudantes puderam visitar área de manguezal e ver espécies de perto. (Foto: Gian Cornachini)

Típico de áreas de maré em zonas tropicais e subtropicais, os manguezais são formados em locais onde há a mistura de água doce dos rios com a água salgada do mar, como as saídas de um rio, baías e lagoas costeiras. No Brasil, é considerado um dos mais complexos e importantes ecossistemas devido à característica de desempenhar várias funções, como abrigo para dezenas de espécies de animais — entre as mais famosas, o caranguejo —; como filtro biológico, retendo material poluente e limpando as águas; como filtro do ar, retendo até cinco vezes mais gás carbônico que outras florestas da região; e como fonte de alimento e sustento humano.

Professor Roberto Camello idealizou atividade de campo para completar ainda mais a formação dos alunos. (Foto: Gian Cornachini)

Professor Roberto Camello idealizou atividade de campo para completar ainda mais a formação dos alunos. (Foto: Gian Cornachini)

O professor Roberto Camello, quem ministra aulas de Direito Ambiental para o curso de Meio Ambiente do CAEL, decidiu desenvolver essa atividade de campo com os estudantes com o intuito de analisarem o impacto da ação humana na natureza e as medidas de preservação de áreas ambientais importantes: “O conhecimento que os alunos adquiriram em sala de aula, eles vivenciaram na atividade de campo, e isso facilita muito o aprendizado. Eles puderam ver todas as ações de mobilização para redução dos impactos ambientais e, como técnicos em meio ambiente, entender as atribuições do profissional em áreas de preservação e na educação ambiental”, explicou o professor.

Os manguezais são formados em locais onde há a mistura de água doce dos rios com a água salgada do mar. (Foto: Gian Cornachini)

Os manguezais são formados em locais onde há a mistura de água doce dos rios com a água salgada do mar. (Foto: Gian Cornachini)

Os estudantes Augusto Dias Neto, do 2º ano, e Ana Gabrielle Rocha de Oliveira, do 3º ano, aprovaram a visita técnica: “Foi uma experiência nova. Descobri muitas coisas e vi o quanto as pessoas que estão lá se importam com o meio ambiente”, contou Augusto. “A atividade não acrescentou apenas conhecimento científico, mas social. Vimos o pessoal da região se unindo para cuidar de lá, e também o quanto um pescador, com muito conhecimento, pôde passar informações que não sabíamos. Foi uma atividade que foi além e investiu no social”, ressaltou Ana Gabrielle.

O álbum de fotos completo da atividade de campo está disponível na página da FEUC, no Facebook. Clique aqui para acessá-lo.

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