“Ensinar gênero nas escolas é não formar adultos agressores”

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Frase dita pela professora Cristiane Cerdera, do Colégio Pedro II, durante Ciclo de Debate de História da FEUC, reforça a importância de discutir gênero nas escolas

Por Gian Cornachini
gian@feuc.br

O XVIII Ciclo de Debates de História se encerra hoje, dia 10 de maio, e você ainda pode participar do último encontro, que está marcado para as 19h, no Auditório da FEUC. A palestrante convidada Luciana Lins Rocha, doutora em linguística aplicada e professora do Colégio Pedro II, finalizará o evento discutindo diretamente o tema central Ciclo (“Gênero: Novas perspectivas e debates”) a partir de sua palestra “Quem tem medo da ideologia de gênero?”.

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O tema vem sendo abordado desde segunda-feira, dia 8, durante os turnos da manhã e noite, com a participação de professores externos, alunos e ex-alunos, sempre abordando a importância de se discutir questões de gêneros em sala de aula, a fim de formar cidadãos cada vez menos violentos. É o que afirmou, sobre o tema, a professora Cristiane Pereira Cerdera, do Colégio Pedro II, na noite do primeiro dia do evento.

Cristiane vê a escola como peça fundamental no combate à violência de gênero e sexual. (Foto: Gian Cornachini)

Cristiane vê a escola como peça fundamental no combate à violência de gênero e sexual. (Foto: Gian Cornachini)

“A escola é nossa primeira frente de combate. Se a violência é cultivada socialmente, como a gente reverte isso? Na escola!”, enfatizou Cristiane, que vinha discutindo em sua palestra a violência contra a mulher. “Por que precisamos falar de diversidade sexual na escola? Porque ensinar gênero é não formar adultos agressores”, ressaltou.

A ex-aluna Luana Alencar, formada em História pela FEUC em 2014, também opinou sobre o tema durante apresentação de parte de sua pesquisa monográfica sobre as mulheres na obra do escritor Lima Barreto (1881-1922). Segundo a historiadora, há uma personagem na literatura do autor que chega a morrer por não aguentar a pressão social após seu noivo ter abandonado-a, chegando a ser culpabilizada pelo fato.

Luana acredita defende que as denúncias das mulheres não devem ser relativizadas. (Foto: Gian Cornachini)

Luana acredita defende que as denúncias das mulheres não devem ser relativizadas. (Foto: Gian Cornachini)

“As pessoas precisam aprender a parar de relativizarem. Enquanto não alcançarmos esse nível de entendimento, as pessoas irão continuar relativizando nossas dores”, destacou Luana, em referência à deslegitimação que mulheres sofrem ao denunciar as opressões que enfrentam.

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