Resumimos para você as principais dicas da VI Feira de Estágios e Oportunidades

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Profissionais convidados a palestrar no evento apresentaram experiências e expectativas do mercado de trabalho sobre os futuros empregados

Por Pollyana Lopes e Gian Cornachini

A VI Feira de Estágios e Oportunidades da FEUC já terminou, mas não faltaram conteúdo e dicas para oferecer. Todos os anos, além de vagas para o mercado de trabalho, a Feira traz profissionais experientes para compartilhar conhecimentos sobre como se introduzir de forma adequada no ambiente profissional. Desta vez, não foi diferente. Durante os dias 6 e 7 de abril, o público pôde participar de diversas palestras, e o conteúdo de algumas delas você pode conferir aqui. Vamos lá?

Fatima Firjan - FEUCFirjan e a dicas valiosas

A assistente administrativa da Firjan Fátima Eloy utilizou sua experiência de 13 anos trabalhando com recrutamento e seleção de estagiários e funcionários para explicar, na palestra “Orientações para o Mercado de Trabalho”, como funciona o mercado e como se preparar para ele, além de destacar a importância de se pensar em uma carreira.

Entre as dicas para ser bem-sucedido nas atividades profissionais estão: planejar o trabalho, ter disciplina, responsabilidade, criatividade, determinação, dar um bom atendimento ao cliente e saber controlar seu dinheiro. Como explica Fátima, “não se esqueçam que existem diferentes maneiras de fazer parte do mercado, e se você é um trabalhador autônomo, um empreendedor individual ou mesmo um microempresário, você precisa saber controlar seu dinheiro porque você vai receber um valor ‘x’ em um mês e, no outro, você pode receber metade ou o dobro disso”.

Fátima também ressaltou as atitudes valorizadas e que fazem a diferença no mundo profissional: “Seja gentil e educado, respeite as regras e cumpra os regulamentos da empresa. Também é muito importante ser pontual e cumprir sempre os prazos estabelecidos”, indicou ela. “E uma atitude muito importante que muita gente não toma, porque tem medo ou vergonha, é pedir ajuda quando não sabe de alguma coisa. Isso não demonstra fraqueza, pelo contrário, mostra que você é humilde e está interessado em aprender”, sugeriu.

Anna Helise também apresentou sua trajetória profissional e indicou aos jovens que almejam uma vaga mas não possuem experiência que façam trabalhos voluntários. (Foto: Pollyana Lopes)

Anna Helise também apresentou sua trajetória profissional e indicou aos jovens que almejam uma vaga mas não possuem experiência que façam trabalhos voluntários. (Foto: Pollyana Lopes)

Wix: Ferramenta básica gratuita que pode ser o diferencial para o mercado

Com o mundo conectado à internet é preciso também estar atento às oportunidades e possibilidades oferecidas pelo meio digital. Por isso, a gerente de marketing da Wix — empresa de venda de domínios de sites — orientou os estudantes a criarem um site com um portfólio on-line. Na palestra “Quer o emprego dos seus sonhos? Aprenda a criar um site incrível”, Anna Helise Raad ensinou as ferramentas básicas para criar uma página na plataforma Wix e falou sobre a importância de estar presente, profissionalmente, na internet.

“A gente pensa: como fazer com que as pessoas e, principalmente, as empresas saibam que você existe e que presta um determinado serviço? Hoje em dia, tudo o que a gente quer saber nós perguntamos ao Google. E se uma dessas respostas for o serviço que você oferece? O seu site precisa ter as informações bem apresentadas e adequadas à sua área de atuação. Esse pode ser o seu diferencial”, explicou.

Cleber Lucena, do CIEE, falou sobre a importância de competências além das técnicas. (Foto: Gian Cornachini)

Cleber Lucena, do CIEE, falou sobre a importância de competências além das técnicas. (Foto: Gian Cornachini)

CIEE destaca comportamento como diferencial

O Centro de Integração Empresa-Escola (CIEE) esteve na FEUC oferecendo vagas de estágio e palestras profissionais. Cleber Lucena, um dos porta-vozes da empresa, reuniu o público para alertar sobre a importância de um comportamento adequado para conseguir um empregado e se manter nele. Diante de milhares de contratos de estagiários que o CIEE coordena, Cleber ressaltou que muitos são finalizados em seis meses ou antes da renovação justamente porque o estudante tem conhecimento técnico de sobra, mas competências comportamentais que deixam a desejar.

“É importante ter o segundo idioma, conhecimentos de informática, experiências práticas e conhecimentos acadêmicos. Mas muitas vezes a gente foca em uma competência técnica e deixa as comportamentais de lado”, disse ele, completando: “Saber ouvir, ter iniciativa — e não achar que o que está acontecendo ao meu lado é um problema que não faz parte da minha atividade —, ter bom relacionamento interpessoal, garra, energia, entusiasmo, flexibilidade — o famoso ‘jogo de cintura’, que é não parar e travar, mas buscar uma alternativa —, capacidade de liderança e de negociação”, destacou ele.

Especialista em desenvolvimento humano ajuda a escolher profissão

Focada em carreira, liderança e performance, a especialista em desenvolvimento humano Monica Motta palestrou sobre descobertas e escolhas profissionais. A sua fala tentou amenizar as dúvidas e receios de jovens que ainda não se descobriram profissionalmente, destacando que nossas escolhas não precisam ser levadas pela vida toda: “Quando a escolha não é feita de forma consciente, a gente vê pessoas atuando no piloto automático. E existem milhares de pessoas assim, frustradas, querendo mudar de carreira”.

Monica apresentou dados do Instituto Lobo, que apontam a evasão de 900 mil estudantes por ano das faculdades brasileiras antes de se formar. É possível, segundo ela, que a maioria não esteja certa com relação à profissão, e muitos podem estar seguindo um rumo que os pais ou as tendências indicam, contrariando os próprios desejos.

Monica Motta propõe que estudantes sigam carreira que os torna felizes. (Foto: Gian Cornachini)

Monica Motta propõe que estudantes sigam carreira que os torna felizes. (Foto: Gian Cornachini)

Portanto, para fazer uma escolha mais consciente por uma carreira, Monica indica uma autoavaliação, preferindo sempre se guiar pela “carreira interna”, que é a profissão que nos torna felizes, pois, assim, teremos condições de desempenhar nossas atribuições de maneira muito mais eficaz e menos estressante. Quando isso não acontece, acaba-se optando pela “carreira externa”, que é quando o ambiente ao nosso redor nos força a seguir uma carreira que a família, o mercado ou as tendências nos ditam.

Uma dica para não viver constantemente frustrado na carreira externa é, segundo Monica, tentar seguir uma “carreira integrada”, que é quando atuamos na área que não gostaríamos de estar, mas desenvolvemos a possibilidade de, em certo momento, poder trocar ou seguir paralelamente uma área que traga satisfação. “Ajudei uma profissional de Recursos Humanos que tinha o sonho de trabalhar com animais. Mas ela achava que estava tarde para cursar veterinária. Então indiquei que começasse a se introduzir na área e, aos fins de semana, ela começou a fazer um curso de banho e tosa. Agora, ela trabalha todo fim de semana com isso e está super feliz por poder estar próxima aos animais”, contou Monica, acrescentando: “Quem sabe ela não abre uma Pet Shop? Rsrs”.

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