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Com a habitual dedicação de seus professores e o compromisso dos alunos, as FIC seguem com desempenho em alta no Enade 2014: dois cursos receberam nota 4 e os demais ficaram com 3

Por Tania Neves
emfoco@feuc.br

O Ministério da Educação (MEC) divulgou finalmente o resultado do Enade 2014, e as FIC confirmaram sua melhora no Índice Geral de Cursos (IGC) – a nota média de todas as suas graduações – passando de 2,278 em 2011 para 2,702 em 2014. Portanto, um Conceito Enade 3 já muito próximo de um 4! Individualmente, nossos cursos também alcançaram excelentes resultados, com Ciências Sociais confirmando o 4 que já tinha e História também passando para este patamar. Todos os demais cursos ficaram com nota 3, também elevando o fluxo contínuo do Conceito Preliminar de Curso (CPC) na direção da nota 4 (a exceção foi Licenciatura em Computação, que caiu de 4 para 3, mas mantendo o CPC Contínuo bem perto de 4).

Para o coordenador Acadêmico da instituição, professor Valdemar Ferreira da Silva, os resultados coroam os esforços de toda a comunidade acadêmica: “Nos últimos tempos nós refizemos nosso Projeto Pedagógico, cumprimos e fomos além de todas as exigências feitas nas últimas visitas do MEC e passamos a trabalhar o Enade como componente curricular com os alunos, como determina o MEC. E nossos graduandos corresponderam a esses esforços e foram muito bem nas provas”, elogia o coordenador.

Grupo de ex-alunos de História entre as professoras Vivian Zampa e Nathália Faria. (Foto: Gian Cornachini

Grupo de ex-alunos de História entre as professoras Vivian Zampa e Nathália Faria. (Foto: Gian Cornachini

Cursos cada vez melhores, pelo MEC

O curso de Ciências Sociais, que já havia alcançado a nota 4 no Enade de 2011, manteve o mesmo conceito, mas subiu um pouquinho mais na nota contínua do CPC, passando de 3,318 para 3,470. “Estamos a caminho do conceito 5, e é para isso que trabalhamos. Embora seja muito difícil para uma instituição particular alcançar a nota máxima, devido aos critérios oficiais de cálculo adotados, o que temos feito aqui – instituição, professores e alunos – é digno do conceito máximo, sim”, avalia a professora Célia Neves, coordenadora do curso de Ciências Sociais.

A dificuldade a que a professora se refere tem a ver com o peso dado pela avaliação do MEC ao percentual de mestres e doutores e de professores com dedicação exclusiva na composição da nota (30% do componente da nota final têm a ver com isso). As universidades públicas conseguem ter alto percentual de doutores e de professores com dedicação exclusiva, mas para acompanhar isso as particulares teriam que elevar as mensalidades a valores incompatíveis com o poder aquisitivo da maior parte de seu público. As FIC, dentro da realidade de suas receitas, estão entre as particulares com maior percentual de mestres e doutores em seu quadro de professores, e buscam alocar esses especialistas de forma a atender todos os seus cursos, focando na elevação da qualidade dos mesmos.

Patrick e a professora Célia: o aluno de Ciências Sociais exalta o forte conteúdo do curso. (Foto: Gian Cornachini)

Patrick e a professora Célia: o aluno de Ciências Sociais exalta o forte conteúdo do curso. (Foto: Gian Cornachini)

História é a outra de nossas graduações com nota 4: passou de 2,944 em 2011 para 2,975 em 2014. A coordenadora do curso, professora Vivian Zampa, também destaca a dedicação dos professores e o compromisso assumido pelas turmas que se submeteram ao Enade 2014: “Foi um trabalho realmente de equipe, por isso esse sucesso é de todos nós”, disse.

Integrantes do grupo que fez as provas de História no Enade em 2014, Marcus Vinícius Bezerra de Almeida, João Carlos Diniz, Leonardo Dias e Artur José da Silva se reencontraram na pós-graduação em História Social e Cultural do Brasil, aqui na FEUC. Eles confirmam que levaram muito a sério a participação no Enade, mas esperavam uma prova mais calcada em historiografia e menos em didática, como acabou sendo. Luana Alencar, que também fez a prova, teve a mesma impressão, e acrescenta que a didática cobrada na prova foi muito mais voltada para legislação e menos para a prática de sala de aula. “A História na FEUC é muito boa, o curso não perde em nada para os melhores que existem por aí”, completou Leonardo.

Já Patrick Silva dos Santos, que fez a prova de Ciências Sociais, afirma que esperava algo bem mais difícil. O estudante, que atualmente cursa o mestrado em Sociologia na UFF, conta que na seleção para a pós-graduação pôde confirmar o quanto o conteúdo de seu curso foi especial: “Fui o primeiro egresso de faculdade particular a conquistar uma vaga no mestrado em Sociologia da UFF. Nas aulas, vejo que os colegas de outras faculdades públicas sequer chegaram a ter o conteúdo que eu tive”.

Entendendo o Enade, CPC, IGC…

O professor Valdemar explica que o Conceito Enade é um indicador de qualidade da educação superior que avalia o desempenho dos estudantes a partir dos resultados obtidos no Enade. Já o Índice Geral de Cursos (IGC) é uma média ponderada envolvendo as notas contínuas dos Conceitos Preliminares de Cursos (CPCs). Todas essas notas e conceitos são comparativos entre todos os cursos e instituições avaliados. Portanto, ainda que uma instituição e seus cursos melhorem seus próprios resultados com relação a anos anteriores, elas também precisam superar os resultados de outras instituições para efetivamente subirem nas avaliações. O que significa que as FIC melhoram internamente e no cenário geral.

tabelas Enade 2014

Desde o começo do ano de 2014, coordenadores e professores iniciaram um trabalho intensivo para preparar os alunos para a avaliação. A maioria dos cursos abriu disciplinas específicas para tratar do Enade como componente curricular obrigatório, com aulões de revisão de conteúdos e aplicação de provas simuladas. O curso de Matemática chegou a lançar, no YouTube, o canal FEUCMAT, onde eram postados vídeos com a resolução comentada de questões de provas anteriores.

Os professores também orientaram os alunos sobre as dúvidas mais frequentes no preenchimento do questionário, o que em anos anteriores havia se mostrado um ponto problemático, já que muitas vezes o enunciado das perguntas deixa os alunos em dúvida quanto à resposta que deve ser dada. “Se o aluno não tem o hábito de usar os laboratórios de informática ou de seus cursos específicos, por exemplo, pode erradamente responder no questionário que a instituição não disponibiliza esses ambientes”, exemplificou a professora Arlene Figueira, coordenadora de Letras e diretora de Ensino da FEUC. O professor Alzir Fourny Marinhos, coordenador do curso de Matemática, é um dos que não dispensa as aulas mais interativas no laboratório, o que dá mais “realidade” aos estudos de Matemática.

Professor Alzir e os alunos Ana Carla Pimentel e Rubens Caio no laboratório de Matemática. (Foto: Gian Cornachini)

Professor Alzir e os alunos Ana Carla Pimentel e Rubens Caio no laboratório de Matemática. (Foto: Gian Cornachini)

E a atenção da instituição com a avaliação do MEC se refletiu ainda na logística montada para facilitar a ida dos alunos aos locais de prova: a FEUC providenciou 18 ônibus para levá-los aos endereços na Ilha do Governador, Centro, Copacabana e Tijuca. E um grupo de professores e funcionários os acompanhou, dando total apoio. O resultado foi que a quase totalidade dos inscritos fez a prova, o que torna a avaliação das FIC verdadeiramente ampla.

Uma vez que a prova do Enade é considerada um componente curricular obrigatório dos cursos no ano em que é realizada, estão obrigadas a fazê-la os formandos do semestre em que a prova é aplicada e também os do semestre seguinte. Caso não o faça, o aluno não poderá colar grau ao fim do curso. E terá que se inscrever novamente no ano seguinte, como aluno irregular, solicitando dispensa e apresentando algum documento oficial (atestado médico, boletim de ocorrência policial etc.) que justifique por que faltou à prova. Somente após obter a dispensa é que ele poderá colar grau e obter o diploma.

Na reunião em que apresentou aos coordenadores o resultado do Enade 2014, o professor Valdemar frisou que a elevação dos CPCs dos cursos evidenciam a ampliação do nível de conhecimento dos alunos e reflete o trabalho realizado pela instituição e os professores. “Vocês conseguiram sensibilizar os alunos para a importância de fazer um bom Enade, de se empenhar em mostrar no preenchimento do questionário e nas provas o que de fato a instituição tem e oferece”, disse Valdemar. E chamou a atenção para a necessidade de se começar logo a preparação da comunidade acadêmica para a próxima avaliação: “É importante lembrar que os dados referentes ao nosso próximo ano letivo, de 2016, é que serão utilizados para alimentar os insumos do Enade 2017”, salientou.

Pelas regras do MEC, terão que se submeter ao Enade 2017 os alunos que se formam no fim daquele ano e no primeiro semestre de 2018 – portanto, os alunos de licenciaturas que em 2016.1 estarão no 3º e 4º períodos e os de bacharelado que estarão no 4º e 5º períodos.

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