Tomara que chova, para encher o cofrinho!

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Sistema de reuso da água de chuva, que está sendo implantado por funcionários da casa, trará economia e exemplo de sustentabilidade  

Por Tania Neves
emfoco@feuc.br

Quem passa em frente à entrada da Educação Infantil já deve ter percebido, no lado oposto, a presença de um estranho objeto azul claro conectado à coluna que canaliza as águas pluviais vindas do alto do prédio A. Trata-se do pontapé inicial de um importante projeto que, a médio prazo, poderá levar a FEUC a reduzir consideravelmente sua conta de água com a Cedae. É um filtro que separa os resíduos que vêm com a chuva e lança a água diretamente na cisterna, a partir de onde será reaproveitada nas descargas de todos os banheiros daquele prédio e também para regar plantas e lavar chão.

“Se tudo der certo com este primeiro teste, replicaremos o sistema nos demais prédios, o que nos permitirá reduzir o consumo de água da Cedae, utilizando-a apenas nas pias e terminais onde se necessita de água potável”, explica o presidente da FEUC, professor Durval Neves, ele próprio o “engenheiro” da obra, que vem sendo tocada por três funcionários da casa: o bombeiro hidráulico Carlos Jorge Rocha, o serralheiro Carlos Alberto Plácido Luiz e o analista de sistemas Fábio Alves Lima, que pesquisa os temas de sustentabilidade e energia alternativa por paixão.

A água que desce do telhado passará pelo filtro e os resíduos maiores (folhas, pedrinhas) serão descartados pelo cano da direita, enquanto a água descerá pelo outro cano à esquerda, que será conectado à cisterna. (Foto: Gian Cornachini)

A água que desce do telhado passará pelo filtro e os resíduos maiores (folhas, pedrinhas) serão descartados pelo cano da direita, enquanto a água descerá pelo outro cano à esquerda, que será conectado à cisterna. (Foto: Gian Cornachini)

Os Carlos estão animados com o projeto. “Acreditamos que em outubro já estará tudo pronto para os primeiros testes, dependendo só de ter chuva”, diz Carlos Jorge, explicando que é preciso primeiro ver se o mecanismo funcionará, fazer os ajustes necessários e somente depois conectá-lo à cisterna. “Funcionando, o passo seguinte é colocar nos outros prédios. E nós vamos construir aqui mesmo os próximos filtros, inspirados neste aí que foi comprado”, completa Carlos Alberto.

Uma vez armazenada na cisterna, a água será impulsionada para a caixa d’água por meio de uma bomba movida a energia solar, outro projeto piloto para o qual Fábio também faz pesquisas: “Esta placa já está em funcionamento, e no futuro teremos muitas outras, que nos permitirão produzir parte da energia usada no prédio”, diz.

Claro que a economia é importante, mas o presidente reforça o caráter mais abrangente da iniciativa: “Somos uma instituição de educação, e educar sobre sustentabilidade passa por essas ações, que servirão de laboratório para nossos alunos dos cursos técnicos e poderão estimular nossos funcionários a replicarem em suas casas, na medida do possível”, diz o professor Durval.

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