Comunicação, mídia e redes sociais é tema da XXIV Semana de Letras das FIC

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Durante três dias de evento, dezenas de atividades estiveram voltadas, em sua maioria, para as novas tecnologias da informação na sala de aula, além da manipulação e influência da mídia, análise de discursos da publicidade e programas televisivos

Por Gian Cornachini, Pollyana Lopes e Tania Neves
emfoco@feuc.br

Com 33 atividades programadas e mais exposição de pôsteres, foi realizada entre os dias dias 26 e 28 de maio a XXIV Semana de Letras das FIC. O evento abordou este ano o tema “Língua e Literatura: comunicação, mídia e redes sociais”, em diversos espaços de discussão, nos turnos da manhã e da noite. Para atender ao grande número de estudantes da faculdade e também os visitantes, havia atividades programadas para os mesmos horários, em ambientes distintos. Foram mesas-redondas, palestras, minicursos, sessões de comunicações e painéis.

A vice-coordenadora do curso de Letras, Norma Jacinto, lembrou que a diversidade de temas oferecidos na semana tem o objetivo de sempre conseguir despertar no aluno o interesse por algum específico: “Para os estudantes de Letras é muito importante essa diversidade porque eles farão o Trabalho de Conclusão de Curso, que no nosso caso é uma monografia, no sexto e no sétimo período, e é a partir daí que surgem novos temas. Porque, às vezes, em sala de aula, ele aprende o conteúdo, aplica em suas aulas, nos concursos, mas não tem acesso a outros assuntos”, explicou ela. “Com temas diversificados, eles podem descobrir o que fazer no TCC. Nós já vimos vários alunos escolhendo assuntos que surgiram a partir dessas palestras”, ressaltou.

Coral da UNATIL abriu a Semana de Letras cantando músicas de Dorival Caymmi e Roberto Carlos. (Foto: Pollyana Lopes)

Coral da UNATIL abriu a Semana de Letras cantando músicas de Dorival Caymmi e Roberto Carlos. (Foto: Pollyana Lopes)

Apresentações culturais e comunicador famoso

O primeiro dia do evento foi aberto com apresentações culturais genuínas da casa: na parte da manhã, o coral da Universidade Aberta à Terceira Idade Leda Noronha (UNATIL) se apresentou cantando músicas como “Prece ao Vento”, de Dorival Caymmi, “Como é grande o meu amor por você”, de Roberto Carlos, e uma adaptação do poema “As Sem-Razões do Amor”, de Carlos Drummond de Andrade, em homenagem aos professores. À noite foi a vez do coral Ecos Sonoros, regido pelo maestro David de Souza, soltar sua voz. Integrado por diversos alunos das FIC, o grupo musical sempre marca presença nos eventos acadêmicos.

Responsável pela abertura institucional da Semana, a coordenadora do curso de Letras, professora Arlene da Fonseca Figueira, fez uma fala de incentivo aos estudantes: “Dar aula é um privilégio porque nós aprendemos mais do que ensinamos. Já foram muitos temas em muitas semanas, mas nesta a gente vai tratar de um assunto muito especial que é a relação do professor com as novas tecnologias. O assunto é importante porque o nosso aluno é nativo desse mundo”, instigou Arlene.

Já na noite do segundo dia o destaque foi a palestra “Comunicar é emocionar”, do comunicador da Rádio Tupi Francisco Barbosa. Antes, o grupo de dança da UNATIL, comandado pela professora Sheila, brindou o público com uma linda coreografia para a música típica gaúcha “Chimarrita” – e já pegou o palestrante em sua própria rede: emocionado, Francisco Barbosa iniciou sua fala elogiando muito o grupo da terceira idade, e parabenizando a FEUC pelo projeto.

Francisco Barbosa, da Rádio Tupi: "Comunicar é emocionar!" (Foto: Gian Cornachini)

Francisco Barbosa, da Rádio Tupi: “Comunicar é emocionar!” (Foto: Gian Cornachini)

O foco da palestra de Barbosa foi a defesa de que o modo mais eficaz de se comunicar com um público – nos meios de comunicação, na família, entre amigos ou seja lá onde e como for – é emocionando esse público, falando com o coração e diretamente para o coração do interlocutor. Neste sentido, segundo ele, todas as pessoas são comunicadoras o tempo todo, pois sempre estão tentando sensibilizar o outro a partir de sua fala. “Na sala de aula, o desafio de se comunicar e emocionar fica maior ainda. Como tocar todo mundo ao mesmo tempo? Como ignorar um acontecimento que pode acabar com sua aula?” indagou o palestrante, para em seguida dar a receita: ser verdadeiro e sincero, e nunca esquecer de continuar sempre aprendendo.

Antenado nas novas tecnologias e nas redes sociais, o professor Victor Ramos trouxe exemplos bem sucedidos de uso das ferramentas em suas aulas. (Foto: Pollyana Lopes)

Antenado nas novas tecnologias e nas redes sociais, o professor Victor Ramos trouxe exemplos bem sucedidos de uso das ferramentas em suas aulas. (Foto: Pollyana Lopes)

Breves relatos sobre algumas atividades

Na palestra “As redes sociais como extensão da sala de aula de letras: experiências bem sucedidas em andamento”, o professor Victor Ramos colocou os professores como responsáveis por fazer a mediação entre os alunos e as aulas, utilizando as redes sociais. “Em linhas gerais, a gente sabe que a tecnologia vem entrando lentamente nas aulas. A gente encontra salas de aula muito bem equipadas em escolas, cursos de idiomas. A faculdade em si também tem um suporte de equipamentos, entretanto há uma relutância por parte dos docentes em aderir a esses recursos. Justamente pelo choque tecnológico”.

Contando a  própria experiência de criação de grupos no Facebook e no WhatsApp, ele declarou: “Nesses grupos o que a gente faz é disponibilizar todo o conteúdo das aulas, sejam slides, leituras, o material que está na copiadora, referências bibliográficas, vídeos de apoio e por aí vai. A gente conseguiu construir no Facebook um recurso de extensão da sala de aula”, disse Victor.

Já a professora Ana Lucia de Sousa de Azevedo abordou, em sua palestra, a formação de professores para as novas tecnologias. Ela apresentou um panorama das licenciaturas no Brasil com relação ao tema, mostrando em quantas universidades são oferecidas disciplinas optativas, em quais cursos, e quais são os modelos e estratégias para essa formação inicial dos professores. “Por que não uma disciplina já na graduação? Desde a graduação temos que colocar disciplinas que integrem o professor nas novas tecnologias”, indicou a professora.

Fabiana Júlio Ferreira comparou os dilemas dos personagens de The Walking Dead com os do homem pós-moderno. (Foto: Gian Cornachini)

Fabiana Júlio Ferreira comparou os dilemas dos personagens de The Walking Dead com os do homem pós-moderno. (Foto: Gian Cornachini)

O universo das histórias em quadrinho e seriados também foi tema de uma palestra da Semana de Letras. A professora Fabiana Júlio Ferreira trouxe para o debate a pergunta “Quem são os mortos vivos em The Walking Dead?”. Ao analisar HQs e episódios da série de televisão, Fabiana percebeu que o mundo apocalíptico zumbi levanta uma série de dúvidas e crises de identidade nos personagens muito semelhantes às nossas: “O personagem Carl, na quarta temporada, pergunta ‘quem somos nós’. O mundo deles está de pernas para o ar. Antes eram uma coisa, agora outra. E esse é o dilema do homem pós-moderno: identidade instável, com medo e incerteza de tudo, e solitário”, observou ela, lançando a dúvida: “Os zumbis são chamados de walkers, bitters e dead heads na série, mas por que não são chamados de zumbis? Porque a história não fala de zumbis, mas dos sobreviventes, do homem inseguro, incerto, assim como nós”, concluiu Fabiana.

Sessões de Comunicações Coordenadas

Espalhadas ao longo da programação, as apresentações de trabalhos de alunos mostraram muita qualidade. Entre os destaques, Meire Lucy Cunha e Karina Rangel Cruz abordaram “O impacto do discurso eurocentrista em uma literatura de Língua Portuguesa”. Karina, que é estudante de história das FIC, falou sobre o eurocentrismo em diferentes perspectivas, citando, inclusive o racismo científico. Já Meire, de Letras, “costurou” a percepção histórica apontando as relações explicadas por Karina na análise do conto “A menina Vitória”, do escritor angolano Arnaldo Santos. A estudante mostrou como a menina, uma professora mestiça que julga seus alunos de modo racista, é tão vítima da visão eurocêntrica que valoriza apenas os modos e costumes “brancos” quanto suas vítimas. “É um conto moderno, na verdade pós-moderno, mas que reflete de maneira muito vívida a colonização de Portugal em Angola”, explicou.

Vanessa Moreno Mota, mestranda pela UFRJ, falou sobre o aprendizado da língua inglesa em dispositivos móveis, principalmente por meio do aplicativo WhatsApp. A professora criou um grupo com seus alunos apenas com o propósito da interação utilizando exclusivamente a língua inglesa. Mas com o uso, pode notar que possíveis dúvidas eram sanadas pelos próprios estudantes: “Ou seja, a gente vê um aluno mais experiente auxiliando os outros”, destacou.

No trabalho “Carta dum contratado e Central do Brasil: A presentificação”, Alexandre Sampaio e Vânia Gonçalves de Almeida fizeram um paralelo entre o poema “Carta de um contratado”, do escritor Antonio Jacinto, com o filme brasileiro “Central do Brasil”. Na poesia, o eu lírico, que esta longe de sua terra natal, invoca a natureza para se comunicar com sua amada, já que ambos são analfabetos. Enquanto em Central do Brasil, Dora, personagem de Fernanda Montenegro, escreve e lê cartas narradas por desconhecidos que também não conhecem os códigos escritos.

Professora Ana Lucia destacou a importância de disciplinas voltadas às novas tecnologias já na graduação. (Foto: Pollyana Lopes)

Professora Ana Lucia destacou a importância de disciplinas voltadas às novas tecnologias já na graduação. (Foto: Pollyana Lopes)

Ainda nas comunicações, Vânia Gonçalves de Almeida e Edson Varela do Nascimento apresentaram o trabalho “Atos de linguagem no Facebook: As entrelinhas das redes sociais”, mostrando que muitas pessoas nas redes sociais tentam construir uma imagem diferente do que realmente são ou pensam, mas acabam traídas pelas  pistas deixadas em seus atos de linguagem. Por exemplo, o cara que se dá ao trabalho de fazer uma postagem dizendo que não quer papo com ninguém. Se não quisesse mesmo, porque  estaria ali se expondo? “Por isso é importante a gente analisar o que foi dito e também o que não foi dito, mas que está presente nesses atos de linguagem”, explicou Vânia.

Alany de Oliveira Ribeiro Novais e Gabriela Ribeiro abordaram “A construção do discurso nas propagandas publicitárias”, analisando respectivamente uma campanha do Hortifruti (Aqui a natureza é a estrela) e da Pepsi (Pode ser Pepsi?). Alany se propôs a desvendar o implícito nas peças publicitárias que transformavam legumes e verduras em estrelas de filmes famosos, e analisou o outdoor “Horta de  Elite”, em que um tomate aparece travestido de Capitão Nascimento, do filme “Tropa de Elite”: “É como se dissesse: as frutas do Hortifruti também são autoridades”, sentenciou Alany. Já Gabriela chamou a atenção para o uso da intertextualidade na publicidade do refrigerante: a pergunta do garçom ao cliente – “Pode ser Pepsi?” – é uma clara referência à concorrente Coca-Cola, e induz o consumidor a ter a Pepsi sempre como segunda opção. “A Pepsi era o quinto refrigerante mais vendido no Brasil, e conseguiu se tornar o segundo a partir da construção dessa imagem de ser a melhor segunda opção”, analisou Gabriela.

Alany de Oliveira Ribeiro Novais e Gabriela Ribeiro abordaram “A construção do discurso nas propagandas publicitárias”. (Foto: Gian Cornachini)

Alany de Oliveira Ribeiro Novais e Gabriela Ribeiro abordaram “A construção do discurso nas propagandas publicitárias”. (Foto: Gian Cornachini)

Painel e mesa-redonda

“A imagem da mulher negra na mídia” foi o tema da mesa-redonda  apresentada pelas estudantes Meire Lucy Cunha Araujo, Dandara Ribeiro Ignácio e o colega Thiago da Silva Rodrigues, todos bolsistas do PIBID/FIC. O grupo resgatou a história da condição da mulher negra na sociedade escravista brasileira para demonstrar o quanto elas sempre estiveram vinculadas à ideia de objeto sexual. Para isso, foram mostrados anúncios de jornal de venda de negras como ama de leite, ou “de pele clara” para o trabalho doméstico. Meire, que é negra, afirmou que “hoje, eu não vejo uma mídia que me representa. A mídia usa do movimento negro, das causas negras pra se promover de alguma forma, pra vincular um discurso que não é neutro politicamente. É importante que a gente entenda isso”, disse.

Meire Lucy Cunha e Karina Rangel Cruz utilizaram análises históricas para falar sobre a visão eurocentrista na literatura angolana. (Foto: Pollyana Lopes)

Meire Lucy Cunha e Karina Rangel Cruz utilizaram análises históricas para falar sobre a visão eurocentrista na literatura angolana. (Foto: Pollyana Lopes)

Entre as sessões com mais componentes, os painéis das atividades 23 e 27 trouxeram cinco professores, incluindo docentes de diferentes cursos da casa e um convidado.

O professor de literatura da Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro, Marcos Estevão Gomes Pasche, apresentou as diferenças de tratamento sobre a mulher feita pelos cadernos de bairro no jornal O Globo, contrapondo a carta de princípios do periódico publicada pelo jornal em 2011. Marcos explicou que os cadernos da Baixada e da Zona Oeste são os mesmo do jornal Extra, periódico da mesma organização, mas para público diferente. Ou seja, a coluna “Estilo” do Zona Sul é realmente de O Globo, enquanto a mesma coluna no Zona Oeste tem a angulação do jornal Extra, mais popular.

Atual professor da UFRRJ, o professor Marcos Pasche comentou sua alegria em voltar FEUC para palestrar na Semana de Letras. (Foto: Pollyana Lopes)

Atual professor da UFRRJ, o professor Marcos Pasche comentou sua alegria em voltar FEUC para palestrar na Semana de Letras. (Foto: Pollyana Lopes)

O professor mostrou as imagens da coluna de Lolô Penteado, exclusiva do caderno da Zona Oeste, na qual são comentadas as vestimentas de mulheres fotografadas na rua. Marcos identificou preconceito nos comentários da jornalista, que chegou a tachar uma das mulheres de “visão do inferno”. “Aqui nós temos uma questão de gênero colocada de uma maneira muito claramente preconceituosa. De acordo com essa jornalista, toda mulher deve ser um constante objeto de exposição ornamentada, a mulher deve estar sempre em estado de exposição e de apreciação dentro de um padrão que essa jornalista supõe ser correto”, criticou o professor.

Na palestra “A invenção de uma tradição: Anticomunismo e mídias na República Brasileira”, Jayme Lúcio Ribeiro, professor do curso de história das FIC, falou sobre as fotografias dos protestos contra a presidenta Dilma Rousseff e o Partido dos Trabalhadores veiculadas pelas redes sociais ou em folhetos distribuídos nos mesmos eventos. Jayme explicou que o anticomunismo é uma ideologia inventada junto com o comunismo e que se sustenta em três bases: nas ideias liberais, no nacionalismo e na oposição à religiosidade. Mostrando uma série de imagens, o professor enfatizou que a questão religiosa não é do campo político, e que a associação do partido ao comunismo, apesar de não ter sentido politicamente, tem justificativas históricas. “O comunismo tem um campo específico de análise, que é o campo político. Agora, aqui eles estão associando o político ao religioso. É uma imagem que está extrapolando o campo do político. O PT é um partido político, não é um partido religioso, não é uma seita, muito menos fundou uma religião. Mas nas imagens essa associação é evidente. É evidente porque faz sentido historicamente e porque foi inventado em algum momento”, esclareceu.

Mesa interdisciplinar trouxe diferentes olhares sobre os meios de comunicação, literatura, política e redes sociais. (Foto: Pollyana Lopes)

Mesa interdisciplinar trouxe diferentes olhares sobre os meios de comunicação, literatura, política e redes sociais. (Foto: Pollyana Lopes)

“Entre a ordem e o acidente: Uma leitura de ‘Um general na biblioteca’, de Ítalo Calvino” foi o tema da fala do professor do curso de Letras das FIC Cícero César Sotero Batista. Ele lembrou que a leitura dos clássicos é sempre uma releitura, e que o texto de Calvino “é um texto ou um romance que exige uma participação ativa do leitor”.

Professor de filosofia de todas as licenciaturas das FIC, Flávio Pimentel contribuiu para o painel falando sobre a veiculação de opiniões em redes sociais, o desenvolvimento tecnológico e a necessidade de senso crítico. Para Flávio, é errônea a ideia de que, com a maior veiculação de informação, principalmente por meio das facilidades de acesso à internet, o homem contemporâneo estaria mais propenso ao desenvolvimento de um senso crítico. “No imaginário que nós temos, o desenvolvimento tecnológico traria, consequentemente, o desenvolvimento crítico do indivíduo, de modo que você teria um jovem muito mais antenado, muito mais ligado às informações do que em outros tempos. Me parece que a gente tem que ter um pé atrás, porque o fato de estarmos expostos a uma avalanche de informações de toda uma pluralidade não significa, de maneira alguma, o desenvolvimento da capacidade de crítica. Como se a capacidade de crítica fosse dada de mão beijada a partir do momento em que você toma contato com diversas informações. As coisas não se passam dessa maneira”, problematizou.

“A ‘libido’ do ódio: Literatura, informação e desinformação através da história das mídias e das redes sociais” foi o tema abordado pelo professor Erivelto da Silva Reis. A relação entre as postagens nas redes sociais e o desejo  de mostrar aos outros o que não se é. “O desejo de que a tua vida apareça através desses veículos motiva as pessoas a esse processo de interação. E quando o ódio é voltado pra punir, isso é uma questão política e aí o sistema entra muito forte. O conhecimento da cultura de um povo, de uma língua, é fundamental para que você não se deixe dominar por uma estratégia de dominação cultural que é essa do ódio. Grupos disseminam o ódio e daqui a pouco a gente perde o foco do que é a nossa cultura,  nossa identidade,  nossa individualidade”, disse.

Professor Erivelto da Silva Reis falou sobre "A libido do ódio". (Foto: Pollyana Lopes)

Professor Erivelto da Silva Reis falou sobre “A libido do ódio”. (Foto: Pollyana Lopes)

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