Orgulho de ser técnico e de formar novos técnicos

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DSC_4292Por Carlos Vinícius N. Barbosa
Técnico em Eletrônica, Professor e Supervisor Técnico do CAEL

Em décadas passadas, mais precisamente nos anos 90, a economia brasileira não apresentava números tão satisfatórios como nos dias atuais. Naquela época – 1992 – eu iniciava minha formação profissional na área de eletrônica, na Escola Técnica Estadual Visconde de Mauá. Era então a única alternativa que tinha para mudar de vida, pois naquele tempo restava aos estudantes das famílias de baixa renda a Escola Técnica. Os empregos que remuneravam um pouco melhor estavam nas indústrias, mas os postos de trabalho eram escassos e de alta competitividade.  Realidade esta que vem sendo modificada ao longo dos anos, por meio de políticas econômicas que recuperam o poder de compra do salário mínimo e aquecem a indústria de bens e serviços no Estado do Rio de Janeiro.

Em 1994 me formei técnico em Eletrônica. Motivado pela possibilidade de emprego – já que este era o discurso de meus professores da Escola Técnica – candidatei-me a inúmeras vagas de estágio. O que foi frustrante, pois o perfil das tais vagas nunca era o meu. Insisti muito, até que, seis meses depois de formado, fui convidado para estagiar em uma empresa de manutenção de equipamentos de microinformática, ramo então em alta devido à abertura das importações. Foi meu primeiro contato com o mercado de trabalho – um mundo completamente diferente, desafiador, e no qual eu, agora profissional, tinha que tomar decisões e opinar tecnicamente sobre os equipamentos e as rotinas da empresa.

Foi difícil, mas consegui superar com êxito. Em quatro meses de trabalho, o estágio se tornou emprego. Meu primeiro emprego, meu primeiro salário…

Com a empolgação da idade e do momento mágico que estava vivendo, retornei à Escola Técnica para agradecer meus professores pela formação que me deram, pois foi com ela que conquistei trabalho. Para minha surpresa, um dos coordenadores me convidou a dar palestra aos alunos e mostrar-lhes como a formação técnica que recebiam poderia resultar em uma trajetória profissional bem interessante. Aceitei o desafio, e gostei tanto daquele contato, de trocar experiências e passar adiante o que aprendi, que acabei abandonando os estudos de engenharia e ingressei na faculdade de formação de professores para a área de Eletrônica.

Há 17 anos vivo esta realidade de ensinar e transformar vidas. Por meio do trabalho em sala de aula – em especial no curso de Eletrônica do CAEL, no qual lecionei por mais de uma década – pude observar o sucesso de nossos alunos, que hoje estão espalhados por este imenso Brasil, atuando em empresas públicas e privadas. Cabe ressaltar que o país vive hoje um momento bastante promissor para todas as carreiras técnicas. Basta ver o destaque que o Governo Federal tem dado à formação profissional, em diversos programas de incentivo à qualificação e requalificação profissional.

E você, está esperando o quê?

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