20ª Octobermática começou hoje com literatura e história na matemática

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Tradicional Semana de Matemática está repleta de atividades, que acontecem até a próxima sexta-feira

Por Gian Cornachini
emfoco@feuc.br

A Octobermática, Semana de Matemática da FEUC, começou hoje, dia 30, e se estenderá até sexta-feira, dia 4 de outubro. “Matemática em toda parte” é a temática desta 20ª edição, com eventos acontecendo todos os dias, das 7h40m às 11h20m, e das 19h às 21h50m. Na programação deste ano estão inclusas palestras, oficinas, minicursos, comunicações e até uma peça teatral montada pelos alunos. A organização está sendo realizada por estudantes do curso, que cobraram uma taxa de R$ 60,00 pela inscrição. O valor financiou camisetas para todos os participantes, brindes para uma olimpíada de matemática e a confraternização de encerramento.

Professor Erivelto Reis, do curso de Letras, discutiu sobre a literatura na matemática. (Foto: Gian Cornachini)

Professor Erivelto Reis, do curso de Letras, discutiu sobre a literatura na matemática. (Foto: Gian Cornachini)

A palestra que abriu a Semana de Matemática foi “Literatura e Matemática: Uma leitura da obra ‘O homem que calculava’, de Malba Tahan”. Quem a ministrou foi Erivelto Reis, professor do curso de Letras da FEUC. Malba Tahan é o heterônimo do escritor e matemático brasileiro Julio César de Melo e Souza (1895-1974), e “O homem que calculava” é um romance infantojuvenil de 1938 que conta as aventuras matemáticas de Beremiz Samir, um calculista persa, na Bagdá do século XIII.

De acordo com Erivelto, o livro é uma das ferramentas do professor de matemática para despertar o interesse do aluno para o campo: “A ideia, com esta obra, é mostrar a literatura brasileira ajudando a aproximar o aluno da ciência matemática”, explicou ele.

Erivelto também fez uma análise a respeito de uma característica pessoal do personagem que, segundo ele, é essencial para os futuros professores: “Beremiz percebe com facilidade a possibilidade de resolver o problema e explica de uma maneira que não ofende nem diminui o outro”, contou o professor. “É uma lição fundamental para nós, professores. Não dá para abrir mão da humildade”, destacou.

O conhecimento matemático da civilização egípcia na Idade Antiga foi abordado pelo coordenador do curso.(Foto: Gian Cornachini)

O conhecimento matemático da civilização egípcia na Idade Antiga foi abordado pelo coordenador do curso.
(Foto: Gian Cornachini)

Às 9h20m, na segunda rodada de atividades pela manhã, foi a vez de o coordenador do curso de Matemática palestrar. Alzir Fourny Marinhos discutiu a temática “História e Matemática: Uma relação interdisciplinar” e apresentou o aperfeiçoamento da ciência dos números no Egito antigo. “A proposta é mostrar que nós, professores, podemos fazer uma interdisciplinaridade entre a história e a matemática, apesar de parecer complicado”, iniciou Alzir. “Lógico que não temos conhecimento aprofundado em história, mas somos capazes de relacionar alguns saberes históricos com a matemática”, completou.

O professor fez um apanhado sobre a civilização egípcia na Idade Antiga (período compreendido entre os anos de 4.000 a.C. e 476 d.C.) até chegar ao ano de 1650 a.C., quando foi escrito o papiro de Rhind. O documento foi feito por um escriba de nome Ahmes e descoberto pelo egiptólogo escocês Alexander Henry Rhind em 1858. O papiro é um dos mais antigos documentos matemáticos e detalha a solução de 85 problemas de aritmética, regra de três simples, frações, cálculo de áreas, entre outros.

Alzir ainda decodificou o sistema de numerais egípcios de potência de dez, que eram escritos por meio de hieróglifos para representar os números “1”, “10”, “100”, “1.000”, “10.000”, “100.000” e “1.000.000”. Segundo o professor, aquela sociedade precisou desenvolver um sistema numérico que facilitasse a contagem: “Havia a necessidade de representar os números com símbolos e sair daquele método de utilizar uma pedra para cada ovelha do rebanho”, afirmou Alzir.

Professor decodificou numerais egípcios escritos por meio de hieróglifos. (Foto: Gian Cornachini)

Professor decodificou numerais egípcios escritos por meio de hieróglifos. (Foto: Gian Cornachini)

Para o professor, conectar a Matemática com a História contribui para o aprendizado do aluno: “Muita coisa do que a gente estuda hoje veio da civilização egípcia. É interessante levar essas histórias para as crianças, porque a gente permite que haja uma aproximação maior delas com a matemática e, assim, ter mais prazer em estudar”, concluiu.

Clique aqui para conferir a programação completa da 20ª Octobermática.

One comment on “20ª Octobermática começou hoje com literatura e história na matemática

  1. Alzir Fourny Marinhos disse:

    Parabenizar o Professor Erivelto pelo seu envolvimento com a Instituição e particularmente com o Curso de Matemática.
    Sempre solícito e ensinando-nos com suas palestras.
    Obrigado, Professor Erivelto.
    Do Prof. Alzir.

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